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Uma década de magia


Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

14/07/2011 | 07:03


Já se passaram dez anos desde que a saga de Harry Potter chegou ao cinemas. Se em 2001 ele descobriu ser bem mais do que apenas uma criança comum que vivia com os tios chatos, agora ele tem a noção de que suas ações são essenciais para que o mundo dos bruxos não inicie era comandada por Lord Voldemort.

Apesar do último livro da série ter sido lançado em 2007 e os fãs já saberem como tudo termina, a emoção da história nas telonas se encerra somente amanhã, com o lançamento mundial de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II'. Algumas sessões de pré-estreia ocorrem hoje à noite em salas de Santo André e São Bernardo.

Amanhã não será uma sexta-feira qualquer para o público. O oitavo e último capítulo cinematográfico da popular franquia marca o fim do evento que um geração inteira estava acostumada a presenciar anualmente. A atração trazia Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) em aventuras pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e o restante do universo mágico na tentativa de escapar dos ataques de Voldemort e de outras forças malignas. Mas nada dura para sempre - nem mesmo no cinema.

O novo título tem a dura missão de esclarecer mistérios, matar quem for preciso, estabelecer relacionamentos amorosos e colocar o protagonista e o vilão frente a frente em seu derradeiro duelo. O primeiro passo foi dado no ano passado na estreia de 'As Relíquias da Morte - Parte I' e a divisão do livro em duas produções foi uma decisão certeira dos estúdios Warner Bros.

A direção de David Yates, que mais uma vez comanda uma adaptação dos livros da britânica J.K. Rowling, aposta em um ritmo intenso de ação que empolga durante toda a sessão. A largada na temporada anterior faz com que não haja necessidade de contextualizar onde e em qual estado está Harry e dinamiza sua procura pela horcruxes que poderão ajudá-lo a matar o Lorde das Trevas. Caso não tenha assistido à primeira parte, fica complicado entender o que se passa no filme.

A jornada do trio principal os leva ao colégio onde se conheceram - e que não está tão colorido quanto nas épocas de 'A Pedra Filosofal' (2001) e 'A Câmara Secreta' (2002). O local mais parece uma escola militar controlada pelo diretor Severo Snape. O controverso ex-professor de poções tem papel central nas maiores revelações da trama. Por meio das lágrima do personagem, o público embarca em viagem pelo tempo que consegue explicar seu estranho comportamento em relação ao jovem bruxo. Suas memórias servem também para recapitular momentos importantes da saga.

É importante ressaltar o drama em 'As Relíquias da Morte - Parte II'. A guerra entre mocinhos e bandidos é árdua e muitas mortes mancham os corredores de Hogwarts. Também não ficam de fora cenas de amor. Um dos momentos mais aguardados é resolução da paixão latente entre Rony e Hermione, que acaba por ter conclusão muito rápida para tamanha expectativa ao longo dessa década.

O ápice não poderia ser outro: Harry e Voldemort medem forças e somente um poderá sair vivo. Algo maior do que o destino tem ligado um ao outro. Se algumas pessoas se perguntavam se a cicatriz do rapaz é um sinal de sorte por ter sobrevivido ao ataque do vilão quando bebê, ficarão sabendo que a marca simboliza a esperança do bem vencer o mal.

Assim como seu público, a franquia cresceu e termina adulta. Apesar de J.K. Rowling ter afirmado que poderá trazer Harry de volta se quiser, não há necessidade de futuras aventuras nos livros ou no cinema. A missão do bruxo está cumprida.

Franquia é a mais rentável

Além do enorme apelo popular e de mover multidões às salas, a saga de Harry Potter também é extremamente rentável. Se havia incerteza sobre o possível sucesso das adaptações, os números obtidos ao longo dos anos 2000 colocam a franquia como a maior da história do cinema.

Para se ter uma ideia, 'A Pedra Filosofal' (2001), de Chris Columbus, teve orçamento de cerca de US$ 125 milhões e arrecadou mais de US$ 974 milhões em todo o mundo. O valor o coloca na oitava colocação entre as dez maiores bilheterias de todos os tempos. A expectativa é de que o último capítulo da cinessérie entre na cobiçada lista.

Conforme o protagonista foi crescendo, o orçamento das produções também evoluiu. Em comparação, 'As Relíquias da Morte - Parte I' (2010), o diretor David Yates teve à disposição valor aproximado de US$ 250 milhões.

Os ótimos resultados dos títulos baseados nos contos de J. K. Rowling colocam a história à frente de gigantes clássicos da sétima arte como os 22 filmes sobre as missões de '007' (arrecadação de US$ 4,44 bilhões) e as seis partes da ficção científica 'Star Wars' (total de US$ 4,23 bilhões). Detalhe que somente foi necessária a soma dos valores conquistados pelos cinco primeiros 'Harry Potter' para chegar a mais de US$ 4,47 bilhões. O principal rival da saga atualmente são as navegações de 'Piratas do Caribe', que prometem seguir nos próximos anos.

Hoje, a Warner Bros, produtora responsável por levar a trama para as telonas, já conta em seus cofres com mais de US$ 5,5 bilhões graças ao bruxo. Desde o ano passado, a empresa tem corrido atrás de novos projetos que possam suceder esse legado. Sua principal aposta tem sido filmes baseados nas aventuras de super-heróis, como 'Batman' e o ainda inédito no Brasil 'Lanterna Verde'.



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Uma década de magia

Luís Felipe Soares
Do Diário do Grande ABC

14/07/2011 | 07:03


Já se passaram dez anos desde que a saga de Harry Potter chegou ao cinemas. Se em 2001 ele descobriu ser bem mais do que apenas uma criança comum que vivia com os tios chatos, agora ele tem a noção de que suas ações são essenciais para que o mundo dos bruxos não inicie era comandada por Lord Voldemort.

Apesar do último livro da série ter sido lançado em 2007 e os fãs já saberem como tudo termina, a emoção da história nas telonas se encerra somente amanhã, com o lançamento mundial de 'Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II'. Algumas sessões de pré-estreia ocorrem hoje à noite em salas de Santo André e São Bernardo.

Amanhã não será uma sexta-feira qualquer para o público. O oitavo e último capítulo cinematográfico da popular franquia marca o fim do evento que um geração inteira estava acostumada a presenciar anualmente. A atração trazia Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) em aventuras pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e o restante do universo mágico na tentativa de escapar dos ataques de Voldemort e de outras forças malignas. Mas nada dura para sempre - nem mesmo no cinema.

O novo título tem a dura missão de esclarecer mistérios, matar quem for preciso, estabelecer relacionamentos amorosos e colocar o protagonista e o vilão frente a frente em seu derradeiro duelo. O primeiro passo foi dado no ano passado na estreia de 'As Relíquias da Morte - Parte I' e a divisão do livro em duas produções foi uma decisão certeira dos estúdios Warner Bros.

A direção de David Yates, que mais uma vez comanda uma adaptação dos livros da britânica J.K. Rowling, aposta em um ritmo intenso de ação que empolga durante toda a sessão. A largada na temporada anterior faz com que não haja necessidade de contextualizar onde e em qual estado está Harry e dinamiza sua procura pela horcruxes que poderão ajudá-lo a matar o Lorde das Trevas. Caso não tenha assistido à primeira parte, fica complicado entender o que se passa no filme.

A jornada do trio principal os leva ao colégio onde se conheceram - e que não está tão colorido quanto nas épocas de 'A Pedra Filosofal' (2001) e 'A Câmara Secreta' (2002). O local mais parece uma escola militar controlada pelo diretor Severo Snape. O controverso ex-professor de poções tem papel central nas maiores revelações da trama. Por meio das lágrima do personagem, o público embarca em viagem pelo tempo que consegue explicar seu estranho comportamento em relação ao jovem bruxo. Suas memórias servem também para recapitular momentos importantes da saga.

É importante ressaltar o drama em 'As Relíquias da Morte - Parte II'. A guerra entre mocinhos e bandidos é árdua e muitas mortes mancham os corredores de Hogwarts. Também não ficam de fora cenas de amor. Um dos momentos mais aguardados é resolução da paixão latente entre Rony e Hermione, que acaba por ter conclusão muito rápida para tamanha expectativa ao longo dessa década.

O ápice não poderia ser outro: Harry e Voldemort medem forças e somente um poderá sair vivo. Algo maior do que o destino tem ligado um ao outro. Se algumas pessoas se perguntavam se a cicatriz do rapaz é um sinal de sorte por ter sobrevivido ao ataque do vilão quando bebê, ficarão sabendo que a marca simboliza a esperança do bem vencer o mal.

Assim como seu público, a franquia cresceu e termina adulta. Apesar de J.K. Rowling ter afirmado que poderá trazer Harry de volta se quiser, não há necessidade de futuras aventuras nos livros ou no cinema. A missão do bruxo está cumprida.

Franquia é a mais rentável

Além do enorme apelo popular e de mover multidões às salas, a saga de Harry Potter também é extremamente rentável. Se havia incerteza sobre o possível sucesso das adaptações, os números obtidos ao longo dos anos 2000 colocam a franquia como a maior da história do cinema.

Para se ter uma ideia, 'A Pedra Filosofal' (2001), de Chris Columbus, teve orçamento de cerca de US$ 125 milhões e arrecadou mais de US$ 974 milhões em todo o mundo. O valor o coloca na oitava colocação entre as dez maiores bilheterias de todos os tempos. A expectativa é de que o último capítulo da cinessérie entre na cobiçada lista.

Conforme o protagonista foi crescendo, o orçamento das produções também evoluiu. Em comparação, 'As Relíquias da Morte - Parte I' (2010), o diretor David Yates teve à disposição valor aproximado de US$ 250 milhões.

Os ótimos resultados dos títulos baseados nos contos de J. K. Rowling colocam a história à frente de gigantes clássicos da sétima arte como os 22 filmes sobre as missões de '007' (arrecadação de US$ 4,44 bilhões) e as seis partes da ficção científica 'Star Wars' (total de US$ 4,23 bilhões). Detalhe que somente foi necessária a soma dos valores conquistados pelos cinco primeiros 'Harry Potter' para chegar a mais de US$ 4,47 bilhões. O principal rival da saga atualmente são as navegações de 'Piratas do Caribe', que prometem seguir nos próximos anos.

Hoje, a Warner Bros, produtora responsável por levar a trama para as telonas, já conta em seus cofres com mais de US$ 5,5 bilhões graças ao bruxo. Desde o ano passado, a empresa tem corrido atrás de novos projetos que possam suceder esse legado. Sua principal aposta tem sido filmes baseados nas aventuras de super-heróis, como 'Batman' e o ainda inédito no Brasil 'Lanterna Verde'.

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