Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 24 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Empresas da região têm dificuldade de encontrar profissionais qualificados

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Falta de experiência, defasagem no 2º idioma e
larga oferta com perfil operacional são problemas


Marina Teodoro
Especial para o Diário

07/12/2015 | 07:25


 Apesar de pesquisas sobre o número de desempregados na região apontarem crescimento mês a mês, as empresas que estão contratando, mesmo em meio à crise, têm encontrado dificuldade para admitir mão de obra qualificada. É o que revela levantamento realizado exclusivamente para o Diário pela Robert Half com empresas do Grande ABC. A consultoria é especializada na seleção de executivos de áreas como finanças, contabilidade, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, RH, marketing e vendas.

De acordo com o estudo, que entrevistou 50 gestores empresariais das sete cidades, 96% deles acham desafiador encontrar profissionais capacitados no mercado de trabalho da região. Entre as maiores dificuldades listadas estão falta de qualificação técnica, na avaliação de 67%, carência de habilidades comportamentais, para 58%, e a falta de estabilidade profissional, segundo 25%.

A pesquisa aponta ainda que a posição mais difícil de ser recrutada é a de média gerência, opinam 46% dos empregadores, seguida de especialistas e analistas (38%). Entre as áreas com maior defasagem estão a fiscal e tributária, controladoria e vendas.

Para Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half, o problema em encontrar profissionais disponíveis no mercado tem relação com a localização. “Ainda mais em casos de cargos altos, muitas empresas afirmam que ou a pessoa mora em São Paulo e não acha atrativo vir para o Grande ABC ou então mora na região mas já trabalha na Capital (e ganha mais por lá).”

Monica Roncolato, consultora de Recursos Humanos da Luandre, empresa recrutadora de Santo André, tem uma explicação para essa dificuldade. “O Grande ABC sempre foi voltado para as indústrias, o que fez com que na região houvesse expressivo número de profissionais com formação operacional. Cargos mais executivos pedem perfil diferenciado.”

Outro fator que atravanca as contratações é a falta de conhecimento e experiência no segmento, além da carência de inglês fluente. “O que encontramos ultimamente é um profissional que é uma coisa ou outra. Muitos têm experiência em determinada área, mas não dominam outra língua, ou então, falam outro idioma, mas carecem de conhecimento específico na área”, afirma Vanessa Dessimoni, gerente de operações da Lewa, empresa do ramo químico, de Diadema, que fornece bombas e soluções para melhorar processos produtivos.

Vanessa, que teve que trocar recentemente 90% do quadro de funcionários, ainda destaca que muitos profissionais não condizem com o que escrevem no currículo. “O que dificulta é a diferença entre a teoria e a prática.”

O OUTRO LADO - Para o gerente operacional Reginaldo Vilela Cruz, 44 anos, de Santo André, que está desempregado há quatro meses, apesar do currículo atrativo – pós-graduação em gestão de serviços, dez anos de experiência na área de telecomunicações, vivência no Exterior e inglês fluente –, a falta de retorno das companhias acaba deixando o candidato sem saber como agir.

“Empresas, sites e até recrutadoras não respondem. Desse jeito fica difícil saber no que estou pecando”, desabafa Cruz.

Para quem está à procura de emprego, a orientação é que não só a qualificação seja providenciada, como também uma pesquisa sobre a empresa para a qual está se candidatando. “Além de procurar aprimorar o idioma, investir em graduação, pós-graduação ou MBA, o profissional precisa verificar se a sua filosofia de vida bate com a da empresa em que está buscando oportunidade”, orienta a gerente de divisão da Robert Half.


Candidato de alta performance pode negociar

A escassez de pessoal qualificado pode fazer com que o contratante se disponha a renegociar a remuneração do candidato para mantê-lo na empresa. Outra pesquisa feita pela consultoria Robert Half, também com exclusividade para o Diário, aponta que 67% dos 50 gestores entrevistados estão abertos a negociações do pacote salarial de candidatos de alta performance.

Para Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half, a dificuldade de contratação é fator determinante para essa decisão. “Se a empresa encontra profissional que combina com o perfil da companhia é muito possível que ela faça contraproposta, caso ele se recuse a permanecer no local.”

Porém, na avaliação da consultora de Recursos Humanos da recrutadora Luandre, Monica Roncolato, essa condição só é possível quando se trata de trabalhador com perfil muito específico e que dificilmente é encontrado no mercado de trabalho. “Com a crise, ninguém quer ‘perder’ dinheiro, então, esses acordos só são feitos em casos de o funcionário ser muito bem qualificado”, pondera.

Isis ainda afirma que é importante que essa negociação parta do profissional. “Cabe ao candidato falar qual o valor mínimo aceito por ele.”



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Empresas da região têm dificuldade de encontrar profissionais qualificados

Falta de experiência, defasagem no 2º idioma e
larga oferta com perfil operacional são problemas

Marina Teodoro
Especial para o Diário

07/12/2015 | 07:25


 Apesar de pesquisas sobre o número de desempregados na região apontarem crescimento mês a mês, as empresas que estão contratando, mesmo em meio à crise, têm encontrado dificuldade para admitir mão de obra qualificada. É o que revela levantamento realizado exclusivamente para o Diário pela Robert Half com empresas do Grande ABC. A consultoria é especializada na seleção de executivos de áreas como finanças, contabilidade, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico, RH, marketing e vendas.

De acordo com o estudo, que entrevistou 50 gestores empresariais das sete cidades, 96% deles acham desafiador encontrar profissionais capacitados no mercado de trabalho da região. Entre as maiores dificuldades listadas estão falta de qualificação técnica, na avaliação de 67%, carência de habilidades comportamentais, para 58%, e a falta de estabilidade profissional, segundo 25%.

A pesquisa aponta ainda que a posição mais difícil de ser recrutada é a de média gerência, opinam 46% dos empregadores, seguida de especialistas e analistas (38%). Entre as áreas com maior defasagem estão a fiscal e tributária, controladoria e vendas.

Para Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half, o problema em encontrar profissionais disponíveis no mercado tem relação com a localização. “Ainda mais em casos de cargos altos, muitas empresas afirmam que ou a pessoa mora em São Paulo e não acha atrativo vir para o Grande ABC ou então mora na região mas já trabalha na Capital (e ganha mais por lá).”

Monica Roncolato, consultora de Recursos Humanos da Luandre, empresa recrutadora de Santo André, tem uma explicação para essa dificuldade. “O Grande ABC sempre foi voltado para as indústrias, o que fez com que na região houvesse expressivo número de profissionais com formação operacional. Cargos mais executivos pedem perfil diferenciado.”

Outro fator que atravanca as contratações é a falta de conhecimento e experiência no segmento, além da carência de inglês fluente. “O que encontramos ultimamente é um profissional que é uma coisa ou outra. Muitos têm experiência em determinada área, mas não dominam outra língua, ou então, falam outro idioma, mas carecem de conhecimento específico na área”, afirma Vanessa Dessimoni, gerente de operações da Lewa, empresa do ramo químico, de Diadema, que fornece bombas e soluções para melhorar processos produtivos.

Vanessa, que teve que trocar recentemente 90% do quadro de funcionários, ainda destaca que muitos profissionais não condizem com o que escrevem no currículo. “O que dificulta é a diferença entre a teoria e a prática.”

O OUTRO LADO - Para o gerente operacional Reginaldo Vilela Cruz, 44 anos, de Santo André, que está desempregado há quatro meses, apesar do currículo atrativo – pós-graduação em gestão de serviços, dez anos de experiência na área de telecomunicações, vivência no Exterior e inglês fluente –, a falta de retorno das companhias acaba deixando o candidato sem saber como agir.

“Empresas, sites e até recrutadoras não respondem. Desse jeito fica difícil saber no que estou pecando”, desabafa Cruz.

Para quem está à procura de emprego, a orientação é que não só a qualificação seja providenciada, como também uma pesquisa sobre a empresa para a qual está se candidatando. “Além de procurar aprimorar o idioma, investir em graduação, pós-graduação ou MBA, o profissional precisa verificar se a sua filosofia de vida bate com a da empresa em que está buscando oportunidade”, orienta a gerente de divisão da Robert Half.


Candidato de alta performance pode negociar

A escassez de pessoal qualificado pode fazer com que o contratante se disponha a renegociar a remuneração do candidato para mantê-lo na empresa. Outra pesquisa feita pela consultoria Robert Half, também com exclusividade para o Diário, aponta que 67% dos 50 gestores entrevistados estão abertos a negociações do pacote salarial de candidatos de alta performance.

Para Isis Borge, gerente de divisão da Robert Half, a dificuldade de contratação é fator determinante para essa decisão. “Se a empresa encontra profissional que combina com o perfil da companhia é muito possível que ela faça contraproposta, caso ele se recuse a permanecer no local.”

Porém, na avaliação da consultora de Recursos Humanos da recrutadora Luandre, Monica Roncolato, essa condição só é possível quando se trata de trabalhador com perfil muito específico e que dificilmente é encontrado no mercado de trabalho. “Com a crise, ninguém quer ‘perder’ dinheiro, então, esses acordos só são feitos em casos de o funcionário ser muito bem qualificado”, pondera.

Isis ainda afirma que é importante que essa negociação parta do profissional. “Cabe ao candidato falar qual o valor mínimo aceito por ele.”

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;