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Consórcio de serviços deve crescer 50%, prevê entidade


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

14/12/2009 | 07:02


O professor universitário e advogado pernambucano Adriano Fábio, 42 anos, estava a poucos meses da defesa de sua tese de mestrado quando foi contemplado no consórcio de serviços que participava. "Eu tinha dívida de R$ 40 mil com a Universidade Católica de Pernambuco. Com o prêmio de R$ 30 mil do consórcio, renegociei e quitei meu débito", conta. Ele foi um dos quatro contemplados no Brasil que utilizaram o crédito em educação, segundo a Abac (Associação Brasileira de administradoras de Consórcios).

"Há escassez de linhas de crédito no mercado. E o consórcio de serviços é uma maneira mais acessível para pagar os estudos", explica Fábio. "Estou pensando em contratar outro consórcio para ingressar no doutorado", acrescenta.

Desde fevereiro, entrou em vigor a Lei dos Consórcios nº 11.795/08. A regra permite contratar consórcios e utilizar os créditos em serviços como educação, medicina, arquitetura e engenharia e consultorias.

Segundo a gerente da unidade de São Caetano da Embracon, Leila Lopes Ferreira, "um dos clientes contemplados da filial informou que investiria em curso de inglês". Porém não revelou sua identidade.

BALANÇO
Dentre as 202 administradoras de consórcio listadas no BC (Banco Central do Brasil), apenas 19 oferecem crédito para serviços. Pesquisa da Abac aponta que até 30 de outubro, 3.287 cotas foram comercializadas no País.

O presidente da Abac, Luiz Fernando Savian, espera que até o fim de 2009 este número chegue a 5.000 cotas. "O mercado de consórcio de serviços deve crescer muito. As pessoas estão conhecendo isso agora", pontua.

Savian projeta um crescimento de 50% nas cotas de serviço contratadas em 2010, sobre o resultado esperado deste ano. Ele diz que será um aumento relevante comparado ao setor de consórcios em geral, cuja expectativa é de 8% de engorda.

ATRATIVO
Como acontece em consórcios de bens como imóveis e veículos, o consorciado pagará pelo prêmio, taxa de administração e correções com base em índices previstas em contrato.

A modalidade de serviços tem taxa de administração anual mais baixa do que muitas instituições financeiras e bancos oferecem no crédito pessoal.

A Abac apurou que a taxa de administração anual média cobrada pelas 19 administradoras é de 19,7%, até outubro. Dados do BC apontam que três das 94 instituições financeiras que oferecem crédito pessoal cobram juros mais baixos que a média dos consórcios de serviços.

De fevereiro ao fim de outubro, 222 pessoas foram contempladas pelos sorteios, ou deram lances mais altos nas assembléias dos grupos consorciados. Apenas 109 retiraram os prêmios. Os demais estão com seus créditos rendendo até que termine o prazo do grupo, normalmente entre 12 e 36 meses.

 

Prêmios variam de R$ 2 mil a R$ 38 mil

Nome forte no mercado imobiliário, a Rodobens também atua no consórcio de serviços. "Oferecemos crédito entre R$ 4 mil e R$ 38 mil", afirma o diretor executivo da Rodobens Administradoras de Consórcios, Sebastião Cirelli.

Conforme apuração da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios), a faixa de crédito oferecida, por contrato, pelas 19 empresas que atuam no segmento está entre R$ 2 mil e R$ 38 mil.

"A Lei dos Consórcios determina que dentro de um grupo, o maior crédito deve ser, no máximo, o dobro do menor prêmio do mesmo grupo", explica Cirelli.

Também com presença consolidada no varejo, o Grupo Luiza oferece a modalidade pela empresa Consórcio Luiza. Conforme o Grupo, por meio da assessoria de imprensa, os clientes tem acesso ao consórcio de serviços por todas as lojas da rede Magazine Luiza.

SERVIÇOS
De acordo com a Abac, até 30 de outubro 22,9% dos contemplados utilizaram o recurso em saúde e estética. As festas de aniversários e casamentos foram alvo de 8,2% dos premiados. Os interessados em educação representam 3,7% dos 109 consorciados que já receberam as cotas.

Cirelli diz que o consórcio dá direito àqueles que "não tinham acesso ao crédito de modo facilitado". "Sem contar que abre um leque para contratar, por exemplo, serviços de arquitetura, reforma e até consultorias, no caso de empresas consorciadas.

 

Contemplados podem economizar mais de R$ 4 mil

Com o prêmio do consórcio de serviços é possível negociar com as instituições de ensinos melhores condições de pagamento dos cursos. Exemplo disso é o desconto oferecido pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). Todo aluno tem desconto de 5% ao quitar sua mensalidade antes do vencimento da parcela. Segundo a universidade, se a opção for quitar o curso em pagamento único, serão descontados todos os 5% sobre as mensalidades.

Considerando a hipótese de um curso com duração de quatro anos e mensalidade inicial de R$ 600, as 48 parcelas somariam R$ 28.800. Com o pagamento à vista, baseado no desconto oferecido pela USCS, a economia mínima seria de R$ 1.440. Tendo em vista o reajuste anual das mensalidades, a economia seria maior. Com base em reajuste anual médio de 6%, hipoteticamente, o estudante economizaria cerca de R$ 4.137.

A Uniabc não oferece a opção de liquidação total. A instituição argumenta que existe a variante do desempenho do aluno.

Porém, é possível quitar os semestres em pagamento único. Conforme a universidade, nesta hipótese o acadêmico terá 10% de descontos nas mensalidades.

Portanto, também considerando um curso de quatro anos e mensalidades de R$ 600, o desconto, ao final dos anos, poderia chegar a R$ 2.880, sem contar os reajustes anuais. (Pedro Souza)



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Consórcio de serviços deve crescer 50%, prevê entidade

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

14/12/2009 | 07:02


O professor universitário e advogado pernambucano Adriano Fábio, 42 anos, estava a poucos meses da defesa de sua tese de mestrado quando foi contemplado no consórcio de serviços que participava. "Eu tinha dívida de R$ 40 mil com a Universidade Católica de Pernambuco. Com o prêmio de R$ 30 mil do consórcio, renegociei e quitei meu débito", conta. Ele foi um dos quatro contemplados no Brasil que utilizaram o crédito em educação, segundo a Abac (Associação Brasileira de administradoras de Consórcios).

"Há escassez de linhas de crédito no mercado. E o consórcio de serviços é uma maneira mais acessível para pagar os estudos", explica Fábio. "Estou pensando em contratar outro consórcio para ingressar no doutorado", acrescenta.

Desde fevereiro, entrou em vigor a Lei dos Consórcios nº 11.795/08. A regra permite contratar consórcios e utilizar os créditos em serviços como educação, medicina, arquitetura e engenharia e consultorias.

Segundo a gerente da unidade de São Caetano da Embracon, Leila Lopes Ferreira, "um dos clientes contemplados da filial informou que investiria em curso de inglês". Porém não revelou sua identidade.

BALANÇO
Dentre as 202 administradoras de consórcio listadas no BC (Banco Central do Brasil), apenas 19 oferecem crédito para serviços. Pesquisa da Abac aponta que até 30 de outubro, 3.287 cotas foram comercializadas no País.

O presidente da Abac, Luiz Fernando Savian, espera que até o fim de 2009 este número chegue a 5.000 cotas. "O mercado de consórcio de serviços deve crescer muito. As pessoas estão conhecendo isso agora", pontua.

Savian projeta um crescimento de 50% nas cotas de serviço contratadas em 2010, sobre o resultado esperado deste ano. Ele diz que será um aumento relevante comparado ao setor de consórcios em geral, cuja expectativa é de 8% de engorda.

ATRATIVO
Como acontece em consórcios de bens como imóveis e veículos, o consorciado pagará pelo prêmio, taxa de administração e correções com base em índices previstas em contrato.

A modalidade de serviços tem taxa de administração anual mais baixa do que muitas instituições financeiras e bancos oferecem no crédito pessoal.

A Abac apurou que a taxa de administração anual média cobrada pelas 19 administradoras é de 19,7%, até outubro. Dados do BC apontam que três das 94 instituições financeiras que oferecem crédito pessoal cobram juros mais baixos que a média dos consórcios de serviços.

De fevereiro ao fim de outubro, 222 pessoas foram contempladas pelos sorteios, ou deram lances mais altos nas assembléias dos grupos consorciados. Apenas 109 retiraram os prêmios. Os demais estão com seus créditos rendendo até que termine o prazo do grupo, normalmente entre 12 e 36 meses.

 

Prêmios variam de R$ 2 mil a R$ 38 mil

Nome forte no mercado imobiliário, a Rodobens também atua no consórcio de serviços. "Oferecemos crédito entre R$ 4 mil e R$ 38 mil", afirma o diretor executivo da Rodobens Administradoras de Consórcios, Sebastião Cirelli.

Conforme apuração da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios), a faixa de crédito oferecida, por contrato, pelas 19 empresas que atuam no segmento está entre R$ 2 mil e R$ 38 mil.

"A Lei dos Consórcios determina que dentro de um grupo, o maior crédito deve ser, no máximo, o dobro do menor prêmio do mesmo grupo", explica Cirelli.

Também com presença consolidada no varejo, o Grupo Luiza oferece a modalidade pela empresa Consórcio Luiza. Conforme o Grupo, por meio da assessoria de imprensa, os clientes tem acesso ao consórcio de serviços por todas as lojas da rede Magazine Luiza.

SERVIÇOS
De acordo com a Abac, até 30 de outubro 22,9% dos contemplados utilizaram o recurso em saúde e estética. As festas de aniversários e casamentos foram alvo de 8,2% dos premiados. Os interessados em educação representam 3,7% dos 109 consorciados que já receberam as cotas.

Cirelli diz que o consórcio dá direito àqueles que "não tinham acesso ao crédito de modo facilitado". "Sem contar que abre um leque para contratar, por exemplo, serviços de arquitetura, reforma e até consultorias, no caso de empresas consorciadas.

 

Contemplados podem economizar mais de R$ 4 mil

Com o prêmio do consórcio de serviços é possível negociar com as instituições de ensinos melhores condições de pagamento dos cursos. Exemplo disso é o desconto oferecido pela USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). Todo aluno tem desconto de 5% ao quitar sua mensalidade antes do vencimento da parcela. Segundo a universidade, se a opção for quitar o curso em pagamento único, serão descontados todos os 5% sobre as mensalidades.

Considerando a hipótese de um curso com duração de quatro anos e mensalidade inicial de R$ 600, as 48 parcelas somariam R$ 28.800. Com o pagamento à vista, baseado no desconto oferecido pela USCS, a economia mínima seria de R$ 1.440. Tendo em vista o reajuste anual das mensalidades, a economia seria maior. Com base em reajuste anual médio de 6%, hipoteticamente, o estudante economizaria cerca de R$ 4.137.

A Uniabc não oferece a opção de liquidação total. A instituição argumenta que existe a variante do desempenho do aluno.

Porém, é possível quitar os semestres em pagamento único. Conforme a universidade, nesta hipótese o acadêmico terá 10% de descontos nas mensalidades.

Portanto, também considerando um curso de quatro anos e mensalidades de R$ 600, o desconto, ao final dos anos, poderia chegar a R$ 2.880, sem contar os reajustes anuais. (Pedro Souza)

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