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Choque vai para as ruas da região


Bruno Ribeiro e Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

14/07/2006 | 08:33


A Secretaria de Segurança Pública colocou desde quinta-feira 40 homens da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) nas ruas da região. São dois pelotões da força especial, que vão fazer policiamento ostensivo no Grande ABC por tempo indeterminado por conta dos ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em todo o Estado desde terça-feira à noite. Quinta-feira, os ataques ficaram mais concentrados a ônibus da Capital. Por conta disso, as empresas tiraram os carros das ruas e, à tarde, o governo do Estado anunciou a presença de policiais à paisana dentro dos ônibus para garantir a segurança do cidadão. Na região, quinta-feira foram registrados cinco novos ataques a coletivos – dois em Mauá, dois em Santo André e um em Diadema. Por volta das 21h30, as empresas de ônibus da região já não tinham mais ônibus rodando, com receio de novos ataques.

Desde às 19h de quinta-feira, 103 viaturas da Rota foram colocadas nas ruas da Grande São Paulo para coibir os atentados e capturar suspeitos. Dez delas foram encaminhadas para a região. O plano inicial é que as unidades fiquem nas ruas apenas durante a madrugada, voltando ao quartel às 4h. Mas o coronel Joviano Conceição Lima, responsável pela operação no morro do Samba, em Diadema, e que também faz parte da coordenação das ações da Rota, explica que, a qualquer momento, essa diretriz pode ser mudada.

Quando a ocupação no morro começou, no início da semana, antes dos ataques, a polícia havia anunciado a caça a 17 membros da facção criminosa escondidos naquela região. Até agora, nenhum deles foi preso. Entretanto, segundo o coronel Lima, os objetivos da ação estão sendo alcançados, uma vez que o tráfico de drogas na região teria caído com a presença da PM.

Com o anúncio de quinta-feira, o Estado mudou a estratégia de operação no morro do Samba. Sai a Tropa de Choque, responsável pela elaboração e execução da operação, entra a Cavalaria da PM e a o COE (Comando de Operações Especias). O Choque foi transferido para o patrulhamento da Capital, dando suporte às operações de segurança ao sistema de transporte coletivo. A Cavalaria, que já dava suporte à ocupação do morro, assumirá sozinha as atividades ostensivas naquela região durante o dia, com postos de controle nas entradas do bairro. À noite, o COE fica no bairro, abordando suspeitos e averiguando veículos.

Ônibus – Cinqüenta e cinco por cento dos ataques criminosos desde terça-feira foram direcionados a ônibus. Sessenta e cinco ônibus foram queimados total ou parcialmente até as 15h de quinta-feira, segundo último balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública.

Com a alta incidência de atos contra ônibus, as empresas tiraram os carros das ruas na Capital. Os terminais ficaram vazios, quase não havia ônibus nas ruas e a Prefeitrua de São Paulo liberou o rodízio de veículos.

A confusão fez com que o governo do Estado anunciasse, no meio da tarde, a operação especial dentro dos coletivos para proteger civis. Inicialmente, a ação será restrita aos ônibus da Capital, onde houve a maioria dos atentados. De acordo com a PM, se os ataques aumentarem no Grande ABC e em outras regiões, a operação será estendida.

Para assegurar a circulação, além de policiais dentro dos carros, haverá também aumento de policiamento nos 20 principais corredores de tráfego. Os policiais já começaram a ocupar os ônibus quinta-feira à tarde.

“Essa é uma medida emergencial para dar tranqüilidade à população e uma resposta do Estado frente ao crime. Nós vamos garantir a segurança do transporte. Os policiais que vão ocupar os ônibus são treinados e não haverá risco aos passageiros”, afirmou o coordenador operacional da PM no Estado, coronel Marco Antônio Moysés.

Na região, os atentados a ônibus foram cinco. Em Mauá, entre 23h30 de quarta-feira e 0h10 de quinta-feira, dois ônibus foram incendiados. Um no bairro Hélida e outro na avenida Barão de Mauá, próximo ao Centro da cidade. Em ambos os casos, os ônibus estavam com poucos passageiros, e foram abordados por três pessoas, que mandaram todos descerem. Em Santo André, na parte da tarde, um ônibus foi queimado na rua Cisplatina, na Vila Suíça, e outro na rua Dominicanos, no Jardim Santo André. O quinto alvo foi um ônibus de turismo na rua Capela, Jardim Inamar, em Diadema.Nos cinco ataques, os criminosos conseguiram escapar da polícia.

Balanço – De acordo com o último balanço oficial da Secretaria de Segurança Pública, divulgado quinta-feira à tarde, entre a noite de terça-feira até as 15h de quinta-feira foram realizados 102 ataques, que resultaram em seis mortos e seis pessoas feridas, entre elas dois policiais militares. No segundo dia dos atentados promovidos pelo PCC foram registrados 29 ataques. Dados não oficiais dão conta de que o número de mortos tenha chegado a oito.

Segundo a secretaria, a polícia matou nesse segundo dia três criminosos que confrontaram os policiais, sendo dois casos em Osasco e um em Taboão da Serra. De acordo com a polícia, os policiais militares só revidaram os tiros.


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Choque vai para as ruas da região

Bruno Ribeiro e Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

14/07/2006 | 08:33


A Secretaria de Segurança Pública colocou desde quinta-feira 40 homens da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) nas ruas da região. São dois pelotões da força especial, que vão fazer policiamento ostensivo no Grande ABC por tempo indeterminado por conta dos ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em todo o Estado desde terça-feira à noite. Quinta-feira, os ataques ficaram mais concentrados a ônibus da Capital. Por conta disso, as empresas tiraram os carros das ruas e, à tarde, o governo do Estado anunciou a presença de policiais à paisana dentro dos ônibus para garantir a segurança do cidadão. Na região, quinta-feira foram registrados cinco novos ataques a coletivos – dois em Mauá, dois em Santo André e um em Diadema. Por volta das 21h30, as empresas de ônibus da região já não tinham mais ônibus rodando, com receio de novos ataques.

Desde às 19h de quinta-feira, 103 viaturas da Rota foram colocadas nas ruas da Grande São Paulo para coibir os atentados e capturar suspeitos. Dez delas foram encaminhadas para a região. O plano inicial é que as unidades fiquem nas ruas apenas durante a madrugada, voltando ao quartel às 4h. Mas o coronel Joviano Conceição Lima, responsável pela operação no morro do Samba, em Diadema, e que também faz parte da coordenação das ações da Rota, explica que, a qualquer momento, essa diretriz pode ser mudada.

Quando a ocupação no morro começou, no início da semana, antes dos ataques, a polícia havia anunciado a caça a 17 membros da facção criminosa escondidos naquela região. Até agora, nenhum deles foi preso. Entretanto, segundo o coronel Lima, os objetivos da ação estão sendo alcançados, uma vez que o tráfico de drogas na região teria caído com a presença da PM.

Com o anúncio de quinta-feira, o Estado mudou a estratégia de operação no morro do Samba. Sai a Tropa de Choque, responsável pela elaboração e execução da operação, entra a Cavalaria da PM e a o COE (Comando de Operações Especias). O Choque foi transferido para o patrulhamento da Capital, dando suporte às operações de segurança ao sistema de transporte coletivo. A Cavalaria, que já dava suporte à ocupação do morro, assumirá sozinha as atividades ostensivas naquela região durante o dia, com postos de controle nas entradas do bairro. À noite, o COE fica no bairro, abordando suspeitos e averiguando veículos.

Ônibus – Cinqüenta e cinco por cento dos ataques criminosos desde terça-feira foram direcionados a ônibus. Sessenta e cinco ônibus foram queimados total ou parcialmente até as 15h de quinta-feira, segundo último balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública.

Com a alta incidência de atos contra ônibus, as empresas tiraram os carros das ruas na Capital. Os terminais ficaram vazios, quase não havia ônibus nas ruas e a Prefeitrua de São Paulo liberou o rodízio de veículos.

A confusão fez com que o governo do Estado anunciasse, no meio da tarde, a operação especial dentro dos coletivos para proteger civis. Inicialmente, a ação será restrita aos ônibus da Capital, onde houve a maioria dos atentados. De acordo com a PM, se os ataques aumentarem no Grande ABC e em outras regiões, a operação será estendida.

Para assegurar a circulação, além de policiais dentro dos carros, haverá também aumento de policiamento nos 20 principais corredores de tráfego. Os policiais já começaram a ocupar os ônibus quinta-feira à tarde.

“Essa é uma medida emergencial para dar tranqüilidade à população e uma resposta do Estado frente ao crime. Nós vamos garantir a segurança do transporte. Os policiais que vão ocupar os ônibus são treinados e não haverá risco aos passageiros”, afirmou o coordenador operacional da PM no Estado, coronel Marco Antônio Moysés.

Na região, os atentados a ônibus foram cinco. Em Mauá, entre 23h30 de quarta-feira e 0h10 de quinta-feira, dois ônibus foram incendiados. Um no bairro Hélida e outro na avenida Barão de Mauá, próximo ao Centro da cidade. Em ambos os casos, os ônibus estavam com poucos passageiros, e foram abordados por três pessoas, que mandaram todos descerem. Em Santo André, na parte da tarde, um ônibus foi queimado na rua Cisplatina, na Vila Suíça, e outro na rua Dominicanos, no Jardim Santo André. O quinto alvo foi um ônibus de turismo na rua Capela, Jardim Inamar, em Diadema.Nos cinco ataques, os criminosos conseguiram escapar da polícia.

Balanço – De acordo com o último balanço oficial da Secretaria de Segurança Pública, divulgado quinta-feira à tarde, entre a noite de terça-feira até as 15h de quinta-feira foram realizados 102 ataques, que resultaram em seis mortos e seis pessoas feridas, entre elas dois policiais militares. No segundo dia dos atentados promovidos pelo PCC foram registrados 29 ataques. Dados não oficiais dão conta de que o número de mortos tenha chegado a oito.

Segundo a secretaria, a polícia matou nesse segundo dia três criminosos que confrontaram os policiais, sendo dois casos em Osasco e um em Taboão da Serra. De acordo com a polícia, os policiais militares só revidaram os tiros.

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