Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 22 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Reunião ambiental entre G8 e países emergentes é vista com ceticismo


Da AFP

31/10/2005 | 15:12


A reunião de ministros da Energia e do Meio Ambiente do G8 (grupo dos 7 países mais ricos do mundo, além da Rússia) e de países emergentes, entre os quais o Brasil, para discutir fontes energéticas limpas, é vista com ceticismo por ambientalistas. Eles acreditam que sem compromissos concretos, o encontro não vai passar de palavras vazias.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que é o presidente rotativo do G8, defendeu a importância da reunião, que começa na noite desta segunda-feira e deve estudar formas de combater mudanças climáticas.

Talvez o principal ponto deste encontro ao nível ministerial entre Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia, além de países emergentes, seja o fato de representar o início de um diálogo entre os países ricos e os do hemisfério sul sobre a relação entre clima e energia.

Esta discussão com países como Brasil, China, Índia, México - que têm importantes necessidades energéticas -, foi um dos compromissos assumidos durante a cúpula de chefes de estado e de governo do G8 em julho passado, celebrada em Gleneagles, na Escócia.

"Devemos compreender que não se pode aceitar nenhuma solução de forma realista sem que Estados Unidos, Rússia, Japão, China e Índia trabalhem juntos", disse o premiê britânico.

Em um artigo publicado na edição de domingo do jornal britânico The Observer, Blair advertiu para os riscos das mudanças climáticas e mostrou-se preocupado com as reservas de energia. Ele colocou este tema como uma das principais prioridades da agenda mundial.

"Sabemos que a mudança climática é uma grande ameaça. E as inquietações sobre as reservas de energia e a alta dos preços do petróleo elevaram a política energética ao topo da agenda", escreveu Blair.

A Grã-Bretanha, que presidirá o G8 até 1º de janeiro, quando será substituída pela Rússia, advertiu ainda que o protocolo de Kyoto, que expira em 2012, fracassou na redução das emissões de gases causadores de efeito estufa.

O chefe do executivo britânico deixou claro que o acordo de Kyoto, que impõe aos países industrializados reduções da emissão de CO2 e outros gases causadores de efeito estufa, só será eficaz quando os Estados Unidos aceitarem seus termos.

"Devemos reconhecer que o protocolo de Kyoto nos leva na boa direção, mas não é suficiente", concluiu Blair.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Reunião ambiental entre G8 e países emergentes é vista com ceticismo

Da AFP

31/10/2005 | 15:12


A reunião de ministros da Energia e do Meio Ambiente do G8 (grupo dos 7 países mais ricos do mundo, além da Rússia) e de países emergentes, entre os quais o Brasil, para discutir fontes energéticas limpas, é vista com ceticismo por ambientalistas. Eles acreditam que sem compromissos concretos, o encontro não vai passar de palavras vazias.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que é o presidente rotativo do G8, defendeu a importância da reunião, que começa na noite desta segunda-feira e deve estudar formas de combater mudanças climáticas.

Talvez o principal ponto deste encontro ao nível ministerial entre Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia, além de países emergentes, seja o fato de representar o início de um diálogo entre os países ricos e os do hemisfério sul sobre a relação entre clima e energia.

Esta discussão com países como Brasil, China, Índia, México - que têm importantes necessidades energéticas -, foi um dos compromissos assumidos durante a cúpula de chefes de estado e de governo do G8 em julho passado, celebrada em Gleneagles, na Escócia.

"Devemos compreender que não se pode aceitar nenhuma solução de forma realista sem que Estados Unidos, Rússia, Japão, China e Índia trabalhem juntos", disse o premiê britânico.

Em um artigo publicado na edição de domingo do jornal britânico The Observer, Blair advertiu para os riscos das mudanças climáticas e mostrou-se preocupado com as reservas de energia. Ele colocou este tema como uma das principais prioridades da agenda mundial.

"Sabemos que a mudança climática é uma grande ameaça. E as inquietações sobre as reservas de energia e a alta dos preços do petróleo elevaram a política energética ao topo da agenda", escreveu Blair.

A Grã-Bretanha, que presidirá o G8 até 1º de janeiro, quando será substituída pela Rússia, advertiu ainda que o protocolo de Kyoto, que expira em 2012, fracassou na redução das emissões de gases causadores de efeito estufa.

O chefe do executivo britânico deixou claro que o acordo de Kyoto, que impõe aos países industrializados reduções da emissão de CO2 e outros gases causadores de efeito estufa, só será eficaz quando os Estados Unidos aceitarem seus termos.

"Devemos reconhecer que o protocolo de Kyoto nos leva na boa direção, mas não é suficiente", concluiu Blair.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;