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Advogado diz que jornalista pode se matar


Do Diário do Grande ABC

26/08/2000 | 15:01


O diretor de Redaçao do jornal O Estado de S. Paulo, Antonio Marcos Pimenta Neves, permanece internado, neste sábado, na clínica psiquiátrica Parque Julieta, na Granja Julieta, zona Sul de Sao Paulo. O advogado de defesa do jornalista, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, afirmou que ele corre o risco de tentar novamente um suicídio. De acordo com ele, essa possibilidade consta do relatório feito pelo psiquiatra particular de Pimenta Neves, Marcos Ferraz, com quem o jornalista esteve durante cerca de duas horas na manha deste sábado.

O advogado afirmou que está aguardando a decisao da juíza Eduarda Maria Romeiro Correa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna (SP), sobre a revogaçao do pedido de prisao temporária de Pimenta Neves. Mariz pediu o relaxamento da prisao, alegando que a mesma nao é necessária até a data do julgamento, uma vez que Neves confessou o assassinato da ex-namorada e também jornalista Sandra Gomide e entregou a arma do crime.

Ainda segundo o advogado, dois policiais estao de plantao porta do apartamento de Pimenta Neves, que, apesar de internado, está sob custódia policial. Maris também disse que o desembargador Gentil Leite, do Tribunal de Justiça (TJ), que concedeu liminar permitindo que o jornalista permaneça internado por dez dias, pode pedir um outro exame para conceder um período mais longo de internaçao.

Enquanto isso, um grupo de policiais está de plantao também em frente à clínica para cumprir o mandado de prisao temporária, válido por 30 dias, assim que Pimenta Neves receber alta.

Pimenta Neves, 63 anos, assassinou a ex-namorada e colega de trabalho Sandra Gomide, 32 anos, no último domingo, num haras em Ibiúna. De acordo com ele, ciúmes e traiçao pessoal e profissional motivaram o crime.

Reviravoltas - Neves recebeu alta médica do Hospital Albert Einstein na tarde desta sexta-feira, após passar três dias internado por ingestao excessiva de calmantes. A juíza Eduarda Maria Corrêa, da 1ª Vara Criminal de Ibiúna, havia permitido a transferência do jornalista para uma clínica psiquiátrica, sem passar pela prisao.

A polícia e o Ministério Público questionaram o laudo, de médicos particulares, usado pela defesa para conseguir a transferência. O MP convenceu a magistrada a revisar a decisao, enviando um fax com o laudo de especialistas do Estado. No início da noite, depois de analisar o documento, a juíza revogou o que ela mesma havia determinado e ordenou que Neves saísse da clínica e fosse para a prisao. A defesa do jornalista entrou com recurso na Justiça e o desembargador e segundo vice-presidente do Tribunal de Justiça de Sao Paulo, Gentil Leite, concedeu liminar em favor de Neves, permitindo que ele permaneça internado por dez dias na clínica psiquiátrica Parque Julieta, na Granja Julieta, zona Sul de Sao Paulo.

Se fosse preso, Antônio Marcos Pimenta Nves ficaria em uma cela de oito metros quadrados no DHPP, com uma cama de alvenaria, um vaso sanitário e uma pequena mesa. A mesma cela já havia abrigado Francisco de Assis Pereira, o 'Maníaco do Parque', segundo o diretor do Departamento, delegado Marco Antonio de Paula Santos.



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