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Israel decide continuar construção do muro de separação


Da AFP

11/07/2004 | 15:02


O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordenou neste domingo a continuação da construção da barreira de separação na Cisjordânia, alegando que o país rejeita “totalmente a decisão unilateral” da decisão da CIJ (Corte Internacional de Justiça), que na sexta-feira emitiu um parecer sobre a ilegalidade do muro.

Sharon ordenou que os trabalhos de construção continuassem depois de uma consulta ministerial formulada 48 horas após a decisão da CIJ, de acordo com fontes governamentais.

"O Estado de Israel rejeita totalmente a decisão da CIJ. É uma decisão unilateral atrás da qual só há considerações políticas. Essa posição ignora totalmente a razão da construção da barreira de segurança, que é o terrorismo palestino", declarou o premiê no começo da reunião semanal de seu gabinete em Jerusalém.

Também neste domingo, durante visita a Bangcoc, capital da Tailândia, para a abertura da 15ª Conferência internacional sobre a Aids, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, declarou que “Israel deve seguir o direito internacional e respeitar os interesses dos palestinos. Israel tem a responsabilidade pelo bem-estar do povo palestino”. E ele completou: "creio que a decisão da Corte está clara".

Israel afirma que a obra está destinada a impedir a infiltração de terroristas suicidas palestinos em seu território.

Já os palestinos denunciam a iniciativa como um ‘muro do apartheid’, que anexa de fato amplos setores do território de seu futuro Estado.

"O que os juízes da Corte não quiseram ver, os palestinos se apressaram em mostrar neste domingo, ao matar e ferir civis inocentes. Não é a toa que os palestinos lutam contra a barreira. Sabem perfeitamente que quando estiver terminada será muito mais difícil para continuar seus assassinatos", acrescentou o premiê, referindo-se ao ataque, ocorrido neste domingo e reivindicado pelas Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo armado ligado ao Fatah do presidente da Autoridade Palestina Nacional, Yasser Arafat, que deixou uma israelense morta e 20 feridos.

O Tribunal de Haia, na Holanda, declarou ilegal na sexta-feira a barreira de separação na Cisjordânia, exigiu seu desmantelamento e pediu o pagamento de indenizações aos palestinos prejudicados por sua construção.



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Israel decide continuar construção do muro de separação

Da AFP

11/07/2004 | 15:02


O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordenou neste domingo a continuação da construção da barreira de separação na Cisjordânia, alegando que o país rejeita “totalmente a decisão unilateral” da decisão da CIJ (Corte Internacional de Justiça), que na sexta-feira emitiu um parecer sobre a ilegalidade do muro.

Sharon ordenou que os trabalhos de construção continuassem depois de uma consulta ministerial formulada 48 horas após a decisão da CIJ, de acordo com fontes governamentais.

"O Estado de Israel rejeita totalmente a decisão da CIJ. É uma decisão unilateral atrás da qual só há considerações políticas. Essa posição ignora totalmente a razão da construção da barreira de segurança, que é o terrorismo palestino", declarou o premiê no começo da reunião semanal de seu gabinete em Jerusalém.

Também neste domingo, durante visita a Bangcoc, capital da Tailândia, para a abertura da 15ª Conferência internacional sobre a Aids, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, declarou que “Israel deve seguir o direito internacional e respeitar os interesses dos palestinos. Israel tem a responsabilidade pelo bem-estar do povo palestino”. E ele completou: "creio que a decisão da Corte está clara".

Israel afirma que a obra está destinada a impedir a infiltração de terroristas suicidas palestinos em seu território.

Já os palestinos denunciam a iniciativa como um ‘muro do apartheid’, que anexa de fato amplos setores do território de seu futuro Estado.

"O que os juízes da Corte não quiseram ver, os palestinos se apressaram em mostrar neste domingo, ao matar e ferir civis inocentes. Não é a toa que os palestinos lutam contra a barreira. Sabem perfeitamente que quando estiver terminada será muito mais difícil para continuar seus assassinatos", acrescentou o premiê, referindo-se ao ataque, ocorrido neste domingo e reivindicado pelas Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, grupo armado ligado ao Fatah do presidente da Autoridade Palestina Nacional, Yasser Arafat, que deixou uma israelense morta e 20 feridos.

O Tribunal de Haia, na Holanda, declarou ilegal na sexta-feira a barreira de separação na Cisjordânia, exigiu seu desmantelamento e pediu o pagamento de indenizações aos palestinos prejudicados por sua construção.

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