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Crescem queixas de agressões a idosos


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

31/05/2009 | 07:04


As denúncias de agressão contra idosos têm crescido progressivamente na região. Segundo os responsáveis das delegacias de proteção ao idoso, o aumento ocorre porque muitos estão tomando coragem de denunciar, baseados no Estatuto do Idoso que pune quem maltrata pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Na maioria dos casos, as vítimas tendem a guardar marcas, não apenas no contexto físico, mas também danos psicológicos.

Segundo os delegados, a maioria das queixas registradas são motivadas por interesse no dinheiro do idoso. Mas há também denúncias registradas de agressões físicas, maus-tratos e abandono, praticados, principalmente, por integrantes da própria família. Geralmente, as denúncias são realizadas por vizinhos que não aguentam o descaso.

Foi o que aconteceu com um aposentado que viu sua relação piorar com o filho por causa de dinheiro e drogas. Segundo o homem de 76 anos, que não quis se identificar, o filho ficou agressivo e brigava com ele por causa de dinheiro para sustentar o vício. O aposentado afirma que sofreu por muitos anos por vergonha.

Jorge Layre Guerreiro Filho, responsável pela delegacia de proteção ao idoso de Diadema, afirma que cerca de dez novos casos surgem por mês. "O problema é que a sociedade não valoriza os idosos e muitos os olham como estorvos. A violência contra eles sempre existiu, mas infelizmente as pessoas não procuravam ajuda."

Para o delegado João Batista Lemos, da delegacia de Santo André - que abrange as cidades de Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Mauá - são cerca de 200 novos casos por mês. Lemos afirma que, boa parte das queixas registradas, é por posse indevida de cartão de pensão. "Recentemente, registrei um caso em que a filha ficou responsável por sacar a pensão de R$ 2.000 da mãe e com o tempo passou a usar o dinheiro como se fosse dela."

Na delegacia de São Bernardo - que também atua em São Caetano -, das cerca de 22 denúncias mensais, 90% são por maus tratos no âmbito familiar. Segundo o delegado Antonio Mesquita, 99% das ocorrências são agressões verbais. Ele também afirma que problemas de dinheiro geram muitas reclamações.



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Crescem queixas de agressões a idosos

Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

31/05/2009 | 07:04


As denúncias de agressão contra idosos têm crescido progressivamente na região. Segundo os responsáveis das delegacias de proteção ao idoso, o aumento ocorre porque muitos estão tomando coragem de denunciar, baseados no Estatuto do Idoso que pune quem maltrata pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Na maioria dos casos, as vítimas tendem a guardar marcas, não apenas no contexto físico, mas também danos psicológicos.

Segundo os delegados, a maioria das queixas registradas são motivadas por interesse no dinheiro do idoso. Mas há também denúncias registradas de agressões físicas, maus-tratos e abandono, praticados, principalmente, por integrantes da própria família. Geralmente, as denúncias são realizadas por vizinhos que não aguentam o descaso.

Foi o que aconteceu com um aposentado que viu sua relação piorar com o filho por causa de dinheiro e drogas. Segundo o homem de 76 anos, que não quis se identificar, o filho ficou agressivo e brigava com ele por causa de dinheiro para sustentar o vício. O aposentado afirma que sofreu por muitos anos por vergonha.

Jorge Layre Guerreiro Filho, responsável pela delegacia de proteção ao idoso de Diadema, afirma que cerca de dez novos casos surgem por mês. "O problema é que a sociedade não valoriza os idosos e muitos os olham como estorvos. A violência contra eles sempre existiu, mas infelizmente as pessoas não procuravam ajuda."

Para o delegado João Batista Lemos, da delegacia de Santo André - que abrange as cidades de Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Mauá - são cerca de 200 novos casos por mês. Lemos afirma que, boa parte das queixas registradas, é por posse indevida de cartão de pensão. "Recentemente, registrei um caso em que a filha ficou responsável por sacar a pensão de R$ 2.000 da mãe e com o tempo passou a usar o dinheiro como se fosse dela."

Na delegacia de São Bernardo - que também atua em São Caetano -, das cerca de 22 denúncias mensais, 90% são por maus tratos no âmbito familiar. Segundo o delegado Antonio Mesquita, 99% das ocorrências são agressões verbais. Ele também afirma que problemas de dinheiro geram muitas reclamações.

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