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Complexo Cassaquera, em Sto.André, já está obsoleto


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/06/2010 | 07:08


Resolver o problema da grande concentração de veículos de passagem, principal gargalo do trânsito no Centro de Santo André, é uma tarefa incerta e reservada para o futuro.

Os projetos apontados como necessários para diminuir os congestionamentos ainda dependem da aprovação de recursos e têm prazos indeterminados para começo e término de obras. Enquanto isso, a chamada frota flutuante só aumenta e torna obsoletas rapidamente tentativas recentes de solução. Caso emblemático é o Complexo Cassaquera.

Inaugurado em junho de 2008, o Complexo Cassaquera foi aberto com a promessa de reduzir o volume de carros no Centro, pois seria uma alternativa mais fácil para os motoristas que entram e saem da Avenida dos Estados.

Segundo o diretor do Departamento de Trânsito, Adriano Roberto Silva, dois anos depois, a situação mudou. "Hoje o Cassaquera já não está cumprindo essa destinação devido à grande quantidade de veículos. Por esse motivo, precisamos de mais obras para diminuir o efeito da frota flutuante."

Dados da Prefeitura estimam a frota municipal em 470 mil veículos. Com o acréscimo dos carros de passagem, que trafegam diariamente pela cidade, mas não têm Santo André como destino, a frota flutuante sobe para cerca de 800 mil.

Para Silva, fazer com que esses motoristas não transitem pelas vias do Centro terminaria com a maior dor de cabeça do gerenciamento do trânsito no município.

Entre os projetos, o diretor destaca a construção de um anel viário ligando a Avenida Valentim Magalhães ao recém-inaugurado Trecho Sul do Rodoanel, que está orçada em R$ 213 milhões.

"Quem vem de São Caetano, por exemplo, e precisa ir para Mauá, passa necessariamente pelo Centro de Santo André. A ideia dessa e de outras obras é poder acabar com isso", afirmou Silva.

Outras intervenções são planejadas, como a construção de passagens de nível e viadutos na Avenida do Estado, ou a instalação de câmeras de monitoramento e semáforos inteligentes ligados à Central de Monitoramento de Trânsito.

O pacote de obras que poderia aliviar os congestionamentos no Centro de Santo André, contudo, ainda espera a aprovação de financiamentos do governo federal para sair do papel.

DIFICULDADE
Enquanto a etapa burocrática não é vencida, a realidade obriga o motorista que precisa diariamente atravessar as vias centrais de Santo André a perder muito tempo parado dentro do carro.

Danilo Rodrigues Gusman, 26 anos, mora em Mauá e atravessava o Centro de Santo André todos os dias para ir para o trabalho em uma metalúrgica.

Há quatros meses, a troca de emprego o fez também ter de mudar de rota. Atualmente exercendo a função de auxiliar de produção em uma gráfica, Gusman comemora.

"Agora vou pela Avenida do Estado e é muito mais fácil. No Centro de Santo André, mesmo de moto, às vezes pegava trânsito. Para os carros então, a situação é mais difícil", afirmou.

Não é preciso muito para travar o trânsito e estender a fila de carros para as vias do entorno. Mesmo fora o horário de pico, pequenos acidentes ou interdições são suficientes para entupir ruas e avenidas e fazer parar os motores.

No último dia 11 de junho, um acidente com vítimas fatais provocado pela colisão de uma motocicleta com um veículo de passeio interrompeu a Avenida Perimetral e causou lentidão no Viaduto Ângelo Gaiarsa e nas imediações da Rua Catequese. Poucos dias depois, antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, no dia 15, um engarrafamento bloqueou o tráfego em toda a área central e deixou sem alternativa os condutores.

A administração informou que dispõe de mais de 10 viaturas e de 50 fiscais para organizar o trânsito. Segundo Silva, as equipes estão sempre prontas para agir em casos que necessitem o desvio de rotas.


Especialista diz que modernizar gerência seria mais rápido
Modernizar o gerenciamento de trânsito é uma alternativa mais rápida do que o planejamento de obras para resolver os problemas da grande concentração de veículos nas vias centrais de Santo André.

A posição é defendida pela especialista em trânsito e colunista do Diário Cristina Baddini. "Santo André precisa de uma gestão mais eficiente. O sistema carece de uma operação mais ágil."

Mais semáforos inteligentes, que possam ser alterados de acordo com o fluxo de trânsito, e maior número de fiscais trabalhando na orientação dos motoristas são algumas das sugestões.

"Alguns procedimentos são simples, como fazer de forma mais veloz a comunicação de congestionamentos e remover mais rapidamente veículos que batem ou quebram", ponderou Cristina.

ROTAS DE FUGA
Segundo a especialista, informações em tempo real das condições de trânsito podem ser transmitidas para os motoristas em painéis. A mensagem pode fazer com que os condutores evitem determinados locais e busquem rotas alternativas.

A Prefeitura de Santo André, porém, informou que não estuda a possibilidade de instalar equipamentos com essa função. (André Vieira)


Industrial e Dom Pedro II terão estudo contratado
A Prefeitura de Santo André pretende lançar em julho edital para contratação de estudo que indicará a viabilidade técnica de mudar a orientação das avenidas Industrial e Dom Pedro II.

A intervenção é uma das apostas do governo Aidan Ravin (PTB) para minimizar os efeitos do trânsito pesado no Centro e possibilitar maior fluidez no tráfego.

IDEIA ANTIGA
A Industrial e a Dom Pedro II, que são paralelas, permitem a passagem de veículos nos dois sentidos.

A ideia é fazer com que ambas se tornem vias de mão única, uma levaria para São Caetano e a outra faria o trajeto no sentido Centro de Santo André.

Além de permitir o deslocamento de mais carros por cada uma das duas direções, a mudança também pode tornar o percurso mais rápido, pois diminuiria a quantidade de semáforos. Apesar dos possíveis benefícios para o trânsito, ainda não há prazo para que o estudo seja concluído e as intervenções autorizadas.

A proposta, porém, não é nova. Governos outros, como os dos ex-prefeitos Newton Brandão, na década de 1990, e João Avamileno, que antecedeu Aidan, também discutiram a possibilidade do binário Industrial com Dom Pedro II. (André Vieira)



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Complexo Cassaquera, em Sto.André, já está obsoleto

André Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/06/2010 | 07:08


Resolver o problema da grande concentração de veículos de passagem, principal gargalo do trânsito no Centro de Santo André, é uma tarefa incerta e reservada para o futuro.

Os projetos apontados como necessários para diminuir os congestionamentos ainda dependem da aprovação de recursos e têm prazos indeterminados para começo e término de obras. Enquanto isso, a chamada frota flutuante só aumenta e torna obsoletas rapidamente tentativas recentes de solução. Caso emblemático é o Complexo Cassaquera.

Inaugurado em junho de 2008, o Complexo Cassaquera foi aberto com a promessa de reduzir o volume de carros no Centro, pois seria uma alternativa mais fácil para os motoristas que entram e saem da Avenida dos Estados.

Segundo o diretor do Departamento de Trânsito, Adriano Roberto Silva, dois anos depois, a situação mudou. "Hoje o Cassaquera já não está cumprindo essa destinação devido à grande quantidade de veículos. Por esse motivo, precisamos de mais obras para diminuir o efeito da frota flutuante."

Dados da Prefeitura estimam a frota municipal em 470 mil veículos. Com o acréscimo dos carros de passagem, que trafegam diariamente pela cidade, mas não têm Santo André como destino, a frota flutuante sobe para cerca de 800 mil.

Para Silva, fazer com que esses motoristas não transitem pelas vias do Centro terminaria com a maior dor de cabeça do gerenciamento do trânsito no município.

Entre os projetos, o diretor destaca a construção de um anel viário ligando a Avenida Valentim Magalhães ao recém-inaugurado Trecho Sul do Rodoanel, que está orçada em R$ 213 milhões.

"Quem vem de São Caetano, por exemplo, e precisa ir para Mauá, passa necessariamente pelo Centro de Santo André. A ideia dessa e de outras obras é poder acabar com isso", afirmou Silva.

Outras intervenções são planejadas, como a construção de passagens de nível e viadutos na Avenida do Estado, ou a instalação de câmeras de monitoramento e semáforos inteligentes ligados à Central de Monitoramento de Trânsito.

O pacote de obras que poderia aliviar os congestionamentos no Centro de Santo André, contudo, ainda espera a aprovação de financiamentos do governo federal para sair do papel.

DIFICULDADE
Enquanto a etapa burocrática não é vencida, a realidade obriga o motorista que precisa diariamente atravessar as vias centrais de Santo André a perder muito tempo parado dentro do carro.

Danilo Rodrigues Gusman, 26 anos, mora em Mauá e atravessava o Centro de Santo André todos os dias para ir para o trabalho em uma metalúrgica.

Há quatros meses, a troca de emprego o fez também ter de mudar de rota. Atualmente exercendo a função de auxiliar de produção em uma gráfica, Gusman comemora.

"Agora vou pela Avenida do Estado e é muito mais fácil. No Centro de Santo André, mesmo de moto, às vezes pegava trânsito. Para os carros então, a situação é mais difícil", afirmou.

Não é preciso muito para travar o trânsito e estender a fila de carros para as vias do entorno. Mesmo fora o horário de pico, pequenos acidentes ou interdições são suficientes para entupir ruas e avenidas e fazer parar os motores.

No último dia 11 de junho, um acidente com vítimas fatais provocado pela colisão de uma motocicleta com um veículo de passeio interrompeu a Avenida Perimetral e causou lentidão no Viaduto Ângelo Gaiarsa e nas imediações da Rua Catequese. Poucos dias depois, antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, no dia 15, um engarrafamento bloqueou o tráfego em toda a área central e deixou sem alternativa os condutores.

A administração informou que dispõe de mais de 10 viaturas e de 50 fiscais para organizar o trânsito. Segundo Silva, as equipes estão sempre prontas para agir em casos que necessitem o desvio de rotas.


Especialista diz que modernizar gerência seria mais rápido
Modernizar o gerenciamento de trânsito é uma alternativa mais rápida do que o planejamento de obras para resolver os problemas da grande concentração de veículos nas vias centrais de Santo André.

A posição é defendida pela especialista em trânsito e colunista do Diário Cristina Baddini. "Santo André precisa de uma gestão mais eficiente. O sistema carece de uma operação mais ágil."

Mais semáforos inteligentes, que possam ser alterados de acordo com o fluxo de trânsito, e maior número de fiscais trabalhando na orientação dos motoristas são algumas das sugestões.

"Alguns procedimentos são simples, como fazer de forma mais veloz a comunicação de congestionamentos e remover mais rapidamente veículos que batem ou quebram", ponderou Cristina.

ROTAS DE FUGA
Segundo a especialista, informações em tempo real das condições de trânsito podem ser transmitidas para os motoristas em painéis. A mensagem pode fazer com que os condutores evitem determinados locais e busquem rotas alternativas.

A Prefeitura de Santo André, porém, informou que não estuda a possibilidade de instalar equipamentos com essa função. (André Vieira)


Industrial e Dom Pedro II terão estudo contratado
A Prefeitura de Santo André pretende lançar em julho edital para contratação de estudo que indicará a viabilidade técnica de mudar a orientação das avenidas Industrial e Dom Pedro II.

A intervenção é uma das apostas do governo Aidan Ravin (PTB) para minimizar os efeitos do trânsito pesado no Centro e possibilitar maior fluidez no tráfego.

IDEIA ANTIGA
A Industrial e a Dom Pedro II, que são paralelas, permitem a passagem de veículos nos dois sentidos.

A ideia é fazer com que ambas se tornem vias de mão única, uma levaria para São Caetano e a outra faria o trajeto no sentido Centro de Santo André.

Além de permitir o deslocamento de mais carros por cada uma das duas direções, a mudança também pode tornar o percurso mais rápido, pois diminuiria a quantidade de semáforos. Apesar dos possíveis benefícios para o trânsito, ainda não há prazo para que o estudo seja concluído e as intervenções autorizadas.

A proposta, porém, não é nova. Governos outros, como os dos ex-prefeitos Newton Brandão, na década de 1990, e João Avamileno, que antecedeu Aidan, também discutiram a possibilidade do binário Industrial com Dom Pedro II. (André Vieira)

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