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Pesquisa: crise da América Latina nao deve atingir Brasil


Do Diário do Grande ABC

27/04/2000 | 09:42


Uma pesquisa realizada pela ACNielsen com o tema "Mudanças no Mercado Brasileiro: Onde estao as oportunidades", revelou que, apesar das dificuldades enfrentadas pela América Latina durante 1999, as expectativas para esse ano sao otimistas, principalmente para o Brasil.

As perspectivas que a ACNielsen traça para o ano 2000 sao de queda nas margens de lucro, uma vez que os consumidores estao sensíveis a preços e analisando melhor a relaçao custo/benefício. Ainda assim, existe a previsao de crescimento de 3% a 4% nas vendas de produtos de consumo massivo das 148 categorias auditadas pela ACNielsen.

A curto prazo, as grandes oportunidades estao nas atividades no ponto de venda, ofertas, promoçoes e reduçoes de preço. Lá na frente, informa, será importante investir nas imagem de marca, no valor agregado, na praticidade e inovaçao.

"Os estudos realizados nos permitem concluir que para este ano existem condiçoes para um crescimento generalizado nos mercados de consumo", afirmou Arturo Garcia Castro, gerente geral da ACNielsen Brasil. Na sua opiniao, as premissas sao inflaçao baixa, taxa de câmbio estável e a definiçao de uma política financeira interna.

Controle do desemprego e reajustes salariais, ressaltou, permitirao uma recuperaçao dos salários reais. "A combinaçao de todos esses fatores propiciará que o consumo privado cresça, permitindo um processo de crescimento", definiu Castro.

Pesquisa - Os resultados apontam que o consumidor gostaria de poupar, apesar de nao estar conseguindo: 65% pouparia; 79% quer gastar, mas nem sempre pode.

"No mundo atual os negócios estao cada vez mais competitivos, nao sendo mais possível tomar decisoes com base somente na experiência. É preciso ter o apoio de informaçoes que permitam conhecer e entender melhor o comportamento do consumidor", afirmou Garcia Castro.

Nesse cenário, uma significativa contribuiçao, informou, foi da indústria e do varejo, que evitaram o aumento médio dos produtos acima da inflaçao, ajudando a estabilizar o consumo. Apesar de 1999 ter sido o ano que apresentou o quadro menos favorável desde a entrada do Real, os produtos de consumo apresentaram recuperaçao nos últimos meses do ano.

No último bimestre, por exemplo, finalizado em dezembro, 36% das categorias cresceram em comparaçao ao período anterior. Algumas das oportunidades apresentadas pela ACNielsen estao relacionadas ao consumo per capita comparado a países vizinhos. Destacam-se os mercados de biscoitos, iogurtes e sabao/detergentes para roupas, entre outros.

O levantamento mostra, ainda, que os produtos de maior valor agregado aumentaram sua participaçao nas vendas em valor (38% em 1999 contra 27% em 1998), apresentando crescimento apesar da elevaçao de preços. Shampoo está entre essa categoria de produtos.

Marc as próprias continua na escalada de crescimento. No ano passado, o segmento teve aumento de 11%. Cerca de 56% dos consumidores entrevistados afirmaram conhecer e comprar produtos de marcas próprias, citando "commodities" como as categorias mais adquiridas: arroz (28%), feijao (17%), café (12%), detergente (6%) e papel higiênico (5%).

Praticidade também está em alta no mercado. Nos últimos cinco anos fraldas descartáveis registraram salto acentuado nas vendas, ou seja, 859%, seguida de mistura para bolo (369%), alimentos para gatos (310%), leite flavorizado (282%), alimento para caes (273%), leite longa vida (219%), massas instantâneas (201%) e cereais matinais (176%). "Uma das razoes para esse comportamento do mercado pode ser atribuído ao crescimento de 16%, de 1991, da parcela da populaçao economicamente ativa com faixa etária entre 30 e 44 anos.

A pesquisa da ACNielsen também confirma que apesar do grande "boom" do consumo virtual, os consumidores ainda preferem realizar suas compras visitando os supermercados. Os resultados apontam que 94% dos consumidores saem de casa para fazer compras; 77% gostam de ir ao supermercado; e 66% divertem-se indo ao supermercado. Esse consumidor despende, em média, 1h20 no supermercado, onde decide 85% das compras.

Preço - O fator preço é o primeiro item considerado pelo consumidor para definir o local das compras: 84% dos entrevistados escolhe o supermercado por preço, 46% pesquisa os preços em vários pontos de venda e 90% declaram só comprar ofertas. Novidades também estao entre os itens mais procurados: 64% comprar produtos novos; 56% sempre compra marcas novas e 52% admitem sempre procurar marcas novas. Ou seja, a questao marca nao aparece por si só como um diferencial, necessitando de especial atençao, já que os consumidores nao se demonstram fiéis.



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Pesquisa: crise da América Latina nao deve atingir Brasil

Do Diário do Grande ABC

27/04/2000 | 09:42


Uma pesquisa realizada pela ACNielsen com o tema "Mudanças no Mercado Brasileiro: Onde estao as oportunidades", revelou que, apesar das dificuldades enfrentadas pela América Latina durante 1999, as expectativas para esse ano sao otimistas, principalmente para o Brasil.

As perspectivas que a ACNielsen traça para o ano 2000 sao de queda nas margens de lucro, uma vez que os consumidores estao sensíveis a preços e analisando melhor a relaçao custo/benefício. Ainda assim, existe a previsao de crescimento de 3% a 4% nas vendas de produtos de consumo massivo das 148 categorias auditadas pela ACNielsen.

A curto prazo, as grandes oportunidades estao nas atividades no ponto de venda, ofertas, promoçoes e reduçoes de preço. Lá na frente, informa, será importante investir nas imagem de marca, no valor agregado, na praticidade e inovaçao.

"Os estudos realizados nos permitem concluir que para este ano existem condiçoes para um crescimento generalizado nos mercados de consumo", afirmou Arturo Garcia Castro, gerente geral da ACNielsen Brasil. Na sua opiniao, as premissas sao inflaçao baixa, taxa de câmbio estável e a definiçao de uma política financeira interna.

Controle do desemprego e reajustes salariais, ressaltou, permitirao uma recuperaçao dos salários reais. "A combinaçao de todos esses fatores propiciará que o consumo privado cresça, permitindo um processo de crescimento", definiu Castro.

Pesquisa - Os resultados apontam que o consumidor gostaria de poupar, apesar de nao estar conseguindo: 65% pouparia; 79% quer gastar, mas nem sempre pode.

"No mundo atual os negócios estao cada vez mais competitivos, nao sendo mais possível tomar decisoes com base somente na experiência. É preciso ter o apoio de informaçoes que permitam conhecer e entender melhor o comportamento do consumidor", afirmou Garcia Castro.

Nesse cenário, uma significativa contribuiçao, informou, foi da indústria e do varejo, que evitaram o aumento médio dos produtos acima da inflaçao, ajudando a estabilizar o consumo. Apesar de 1999 ter sido o ano que apresentou o quadro menos favorável desde a entrada do Real, os produtos de consumo apresentaram recuperaçao nos últimos meses do ano.

No último bimestre, por exemplo, finalizado em dezembro, 36% das categorias cresceram em comparaçao ao período anterior. Algumas das oportunidades apresentadas pela ACNielsen estao relacionadas ao consumo per capita comparado a países vizinhos. Destacam-se os mercados de biscoitos, iogurtes e sabao/detergentes para roupas, entre outros.

O levantamento mostra, ainda, que os produtos de maior valor agregado aumentaram sua participaçao nas vendas em valor (38% em 1999 contra 27% em 1998), apresentando crescimento apesar da elevaçao de preços. Shampoo está entre essa categoria de produtos.

Marc as próprias continua na escalada de crescimento. No ano passado, o segmento teve aumento de 11%. Cerca de 56% dos consumidores entrevistados afirmaram conhecer e comprar produtos de marcas próprias, citando "commodities" como as categorias mais adquiridas: arroz (28%), feijao (17%), café (12%), detergente (6%) e papel higiênico (5%).

Praticidade também está em alta no mercado. Nos últimos cinco anos fraldas descartáveis registraram salto acentuado nas vendas, ou seja, 859%, seguida de mistura para bolo (369%), alimentos para gatos (310%), leite flavorizado (282%), alimento para caes (273%), leite longa vida (219%), massas instantâneas (201%) e cereais matinais (176%). "Uma das razoes para esse comportamento do mercado pode ser atribuído ao crescimento de 16%, de 1991, da parcela da populaçao economicamente ativa com faixa etária entre 30 e 44 anos.

A pesquisa da ACNielsen também confirma que apesar do grande "boom" do consumo virtual, os consumidores ainda preferem realizar suas compras visitando os supermercados. Os resultados apontam que 94% dos consumidores saem de casa para fazer compras; 77% gostam de ir ao supermercado; e 66% divertem-se indo ao supermercado. Esse consumidor despende, em média, 1h20 no supermercado, onde decide 85% das compras.

Preço - O fator preço é o primeiro item considerado pelo consumidor para definir o local das compras: 84% dos entrevistados escolhe o supermercado por preço, 46% pesquisa os preços em vários pontos de venda e 90% declaram só comprar ofertas. Novidades também estao entre os itens mais procurados: 64% comprar produtos novos; 56% sempre compra marcas novas e 52% admitem sempre procurar marcas novas. Ou seja, a questao marca nao aparece por si só como um diferencial, necessitando de especial atençao, já que os consumidores nao se demonstram fiéis.

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