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Voos de balão são seguros, diz especialista

Presidente da Federação Paulista de Balonismo dá dicas para garantir passeio tranquilo


Camila Galvez Do Diário do Grande ABC

27/05/2013 | 07:20


O acidente em voo de balão na Capadócia, na Turquia, que matou três brasileiras e feriu outras 22 pessoas, poderia ter sido evitado com medidas simples de segurança, que podem ser observadas mesmo por leigos. A afirmação é do presidente da Federação Paulista de Balonismo, entidade com sede em São Caetano, Celso Marcantonio.

Para os brasileiros que, após a novela Salve Jorge, se interessaram pelo passeio aqui ou na Capadócia, é importante estar atento para evitar transtornos durante o voo. Segundo Marcantonio, o balonismo é um dos esportes aéreos mais seguros que existem. Tanto que o único acidente com vítimas fatais na história da prática no Brasil aconteceu em 2010, em Boituva, no Interior, onde os voos são muito comuns. Três pessoas morreram na ocasião, e 11 ficaram feridas.

No caso desse acidente, o problema foi uma rajada de vento. Já na Capadócia, o balonista acredita que o estado de conservação dos balões que colidiram contribuiu para a tragédia. “É difícil um balão se rasgar daquela forma, mesmo ao bater em outro. O naylon é resistente e tramado para que não se danifique facilmente.”

Colisões também são raras, segundo o especialista. “Em campeonatos e festivais, muitos balões voam juntos, mas raramente batem.” A culpa em caso de acidentes é sempre do balão de cima, pois ele tem total visibilidade do que vem embaixo.

Aliás, esses são dois itens importantes de segurança a se observar. No caso das condições climáticas, Marcantonio explica que quando há ventos fortes ou chuva, o balão não deve levantar voo. “Por isso a Capadócia é um lugar ideal para a prática: há poucos ventos e chuva. No Brasil, porém, onde ambos são comuns, é importante observar isso antes e, se o tempo estiver ruim, deixar o passeio para outro dia.”

O frio também é um fator determinante para a prática do balonismo, já que é mais fácil voar com temperaturas mais baixas. Isso porque para o balão sair do solo, é preciso aquecê-lo à temperatura 70ºC superior ao ambiente. Portanto, quanto mais frio, há menos gasto de propano, utilizado como combustível, porque queima com mais pressão, e a subida é facilitada.

Além das condições climáticas, Marcantonio afirma que é importante observar o estado geral do balão. “Se ele for velho, os equipamentos e o tecido estiverem gastos, é melhor não arriscar.”

Outro item que atesta a segurança do passeio é o Riam (Relatório de Inspeção Anual de Manutenção), documentação referente ao balão, e o brevê, que é a autorização para pilotar emitida pela Aeronáutica. Ambos têm renovação anual. “Exigir a apresentação da documentação do equipamento e do piloto é garantia de que o passeio será tranquilo”, destaca Marcantonio.

 

No Brasil há cerca de 140 pilotos e 200 balões, segundo a Confederação Brasileira de Balonismo. O passeio custa entre R$ 250 e R$ 500 por pessoa. Já o preço de um balão completo é de R$ 25 mil, incluindo o equipamento, que pesa cerca de 800 quilos. A capacidade de transporte depende do tamanho e pode ultrapassar 100 pessoas, como é comum em safaris aéreos na África.



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Voos de balão são seguros, diz especialista

Presidente da Federação Paulista de Balonismo dá dicas para garantir passeio tranquilo

Camila Galvez Do Diário do Grande ABC

27/05/2013 | 07:20


O acidente em voo de balão na Capadócia, na Turquia, que matou três brasileiras e feriu outras 22 pessoas, poderia ter sido evitado com medidas simples de segurança, que podem ser observadas mesmo por leigos. A afirmação é do presidente da Federação Paulista de Balonismo, entidade com sede em São Caetano, Celso Marcantonio.

Para os brasileiros que, após a novela Salve Jorge, se interessaram pelo passeio aqui ou na Capadócia, é importante estar atento para evitar transtornos durante o voo. Segundo Marcantonio, o balonismo é um dos esportes aéreos mais seguros que existem. Tanto que o único acidente com vítimas fatais na história da prática no Brasil aconteceu em 2010, em Boituva, no Interior, onde os voos são muito comuns. Três pessoas morreram na ocasião, e 11 ficaram feridas.

No caso desse acidente, o problema foi uma rajada de vento. Já na Capadócia, o balonista acredita que o estado de conservação dos balões que colidiram contribuiu para a tragédia. “É difícil um balão se rasgar daquela forma, mesmo ao bater em outro. O naylon é resistente e tramado para que não se danifique facilmente.”

Colisões também são raras, segundo o especialista. “Em campeonatos e festivais, muitos balões voam juntos, mas raramente batem.” A culpa em caso de acidentes é sempre do balão de cima, pois ele tem total visibilidade do que vem embaixo.

Aliás, esses são dois itens importantes de segurança a se observar. No caso das condições climáticas, Marcantonio explica que quando há ventos fortes ou chuva, o balão não deve levantar voo. “Por isso a Capadócia é um lugar ideal para a prática: há poucos ventos e chuva. No Brasil, porém, onde ambos são comuns, é importante observar isso antes e, se o tempo estiver ruim, deixar o passeio para outro dia.”

O frio também é um fator determinante para a prática do balonismo, já que é mais fácil voar com temperaturas mais baixas. Isso porque para o balão sair do solo, é preciso aquecê-lo à temperatura 70ºC superior ao ambiente. Portanto, quanto mais frio, há menos gasto de propano, utilizado como combustível, porque queima com mais pressão, e a subida é facilitada.

Além das condições climáticas, Marcantonio afirma que é importante observar o estado geral do balão. “Se ele for velho, os equipamentos e o tecido estiverem gastos, é melhor não arriscar.”

Outro item que atesta a segurança do passeio é o Riam (Relatório de Inspeção Anual de Manutenção), documentação referente ao balão, e o brevê, que é a autorização para pilotar emitida pela Aeronáutica. Ambos têm renovação anual. “Exigir a apresentação da documentação do equipamento e do piloto é garantia de que o passeio será tranquilo”, destaca Marcantonio.

 

No Brasil há cerca de 140 pilotos e 200 balões, segundo a Confederação Brasileira de Balonismo. O passeio custa entre R$ 250 e R$ 500 por pessoa. Já o preço de um balão completo é de R$ 25 mil, incluindo o equipamento, que pesa cerca de 800 quilos. A capacidade de transporte depende do tamanho e pode ultrapassar 100 pessoas, como é comum em safaris aéreos na África.

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