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Reintegração gera protesto em Mauá

Ricardo Trida/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após remoção de famílias na Vila Nova Mauá, grupo ateou fogo em três ônibus e um caminhão


Luiz Gomes
Especial para o Diário

06/11/2013 | 07:00


Reintegração de posse na Vila Nova Mauá, em Mauá, na manhã de ontem, terminou com a remoção de 30 famílias de terreno particular invadido. Durante o dia, grupo de mascarados provocou atos de vandalismo em retaliação. Foram queimados pelo menos quatro ônibus e um caminhão.

Pela manhã, o grupo de vândalos queimou um ônibus de turismo próximo ao terreno invadido. Já na parte da tarde, os manifestantes depredaram e queimaram três coletivos da empresa Viação Cidade de Mauá, nas proximidades do ponto final da Linha Nova Mauá. “Estava manobrando o carro quando chegou um grupo com cerca de oito pessoas, mascaradas e armadas, mandou a gente descer e ateou fogo”, afirma o motorista de uma das linhas afetadas, Jairo Camargo, 49 anos. No fim da tarde, mascarados colocaram fogo em caminhão na Avenida Jacu-Pêssego.

A reintegração ocorreu após liminar da Justiça autorizar o processo, iniciado em 2009. Em junho, o juiz Thiago Elias Massad, da 2ª Vara Cível de Mauá, concedeu a decisão favorável a Dantas Imóveis S.C. Ltda – empresa proprietária do terreno na Estrada Adutora Rio Claro. A medida só foi cumprida agora devido às negociações para apoio operacional.

Mesmo com a visita de oficial de Justiça, as famílias alegam que não foram avisadas oficialmente da reintegração. Apenas a PM (Polícia Militar) distribuiu panfleto no domingo para pedir colaboração.

O autônomo Milton Ferreira, 39, prometeu que os moradores se organizarão e permanecerão no terreno.

A motorista Marisa Olavo, 40, morava com o marido e o filho em uma das casas que foi derrubada. A construção foi feita com as economias da família e os benefícios que o marido recebeu após ser aposentado por invalidez. “Pagava aluguel e vim para cá. Agora não tenho para onde ir. Isso é tudo que temos”. (Colaboraram Cadu Proieti e Natália Fernandjes) 



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Reintegração gera protesto em Mauá

Após remoção de famílias na Vila Nova Mauá, grupo ateou fogo em três ônibus e um caminhão

Luiz Gomes
Especial para o Diário

06/11/2013 | 07:00


Reintegração de posse na Vila Nova Mauá, em Mauá, na manhã de ontem, terminou com a remoção de 30 famílias de terreno particular invadido. Durante o dia, grupo de mascarados provocou atos de vandalismo em retaliação. Foram queimados pelo menos quatro ônibus e um caminhão.

Pela manhã, o grupo de vândalos queimou um ônibus de turismo próximo ao terreno invadido. Já na parte da tarde, os manifestantes depredaram e queimaram três coletivos da empresa Viação Cidade de Mauá, nas proximidades do ponto final da Linha Nova Mauá. “Estava manobrando o carro quando chegou um grupo com cerca de oito pessoas, mascaradas e armadas, mandou a gente descer e ateou fogo”, afirma o motorista de uma das linhas afetadas, Jairo Camargo, 49 anos. No fim da tarde, mascarados colocaram fogo em caminhão na Avenida Jacu-Pêssego.

A reintegração ocorreu após liminar da Justiça autorizar o processo, iniciado em 2009. Em junho, o juiz Thiago Elias Massad, da 2ª Vara Cível de Mauá, concedeu a decisão favorável a Dantas Imóveis S.C. Ltda – empresa proprietária do terreno na Estrada Adutora Rio Claro. A medida só foi cumprida agora devido às negociações para apoio operacional.

Mesmo com a visita de oficial de Justiça, as famílias alegam que não foram avisadas oficialmente da reintegração. Apenas a PM (Polícia Militar) distribuiu panfleto no domingo para pedir colaboração.

O autônomo Milton Ferreira, 39, prometeu que os moradores se organizarão e permanecerão no terreno.

A motorista Marisa Olavo, 40, morava com o marido e o filho em uma das casas que foi derrubada. A construção foi feita com as economias da família e os benefícios que o marido recebeu após ser aposentado por invalidez. “Pagava aluguel e vim para cá. Agora não tenho para onde ir. Isso é tudo que temos”. (Colaboraram Cadu Proieti e Natália Fernandjes) 

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