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Cássia Eller


Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/12/2006 | 14:23


De corpo inteiro, feito um furacão. Em seus 39 anos de vida, Cássia Eller se identificou plenamente com esse estado de espírito, descrito em uma canção de seu repertório, Todo Amor que Houver Nessa Vida, de Cazuza, outro ‘anjo torto’ do rock nacional. Na próxima sexta-feira (29), completam-se cinco anos da morte da intérprete de voz rascante e versátil, e há pelo menos duas boas notícias para os fãs.

Em abril de 2007, deve chegar às prateleiras um álbum com interpretações dela para músicas do cantor e compositor Nando Reis, amigo e constante parceiro musical da artista. Responsável pelo lançamento, o ex-titã adiantou que o álbum contará com gravações inéditas.

O relacionamento que manteve com a cantora ainda hoje comove Nando.“As coisas mais marcantes que vivi com Cássia foram as nossas aventuras musicais. O processo todo de pré-produção e gravação do Com Você Meu Mundo Ficaria Completo (1999), é um marco na minha vida. Foi quando descobri mesmo a afinidade que a gente tinha”, relembra o compositor.

Em 2001, ano da morte de Cássia, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, ele teve que enfrentar outra perda inestimável: a do amigo de infância e companheiro de Titãs, Marcelo Fromer (ocorrida em junho daquele ano). “Eu não sei como sobrevivi também. Dei uma pirada. Foi como se tivesse perdido meu braço direito e esquerdo. Fiquei muito assustado, e um dos reflexos disso foi a minha saída dos Titãs para fazer as minhas coisas. Percebi que a vida não espera”. Nando descreveu a amizade com a cantora em All Star, dos versos sobre um tênis azul que combina com outro, de cano alto.“Ali está contada a nossa história, muito bonita e incomum. Uma das grandes emoções da minha vida foi quando eu vi ela cantando isso”.

Rock in Rio - Outro aperitivo para os admiradores é o DVD Cássia Eller Ao Vivo no Rock in Rio (MZA Music, R$ 32 em média), já disponível. Registro do show na Cidade do Rock, realizado em janeiro de 2001, o vídeo é uma amostra do carisma da intérprete, e traz imagens de sua performance incendiária e cheia de ‘veneno anti-monotonia’. No repertório da apresentação, que foi marcada ainda pelo fato de Cássia ter exibido os seios para a platéia, sucessos como 1º de Julho, Partido Alto, E.C.T e o Segundo Sol. Não faltam convidados especiais, entre eles o Nação Zumbi, que emprestou seu ‘maracatu atômico’ para as versões dos Beatles (Come Together) e de Corpo de Lama e Quando a Maré Encher.

Participaram ainda o guitarrista baiano Márcio Mello (Coroné Antônio Bento, O Gosto do Amor e a impronunciável K@#0%!); o vocalista Fabão (Faça o que Quiser Fazer), e os guitarristas Carlos Martau (Malandragem) e Aurélio Kauffmann (Smells Like Teen Spirit, clássico do Nirvana que encerrou o show em clima de catarse).

A música contou com os batuques do menino Francisco Eller, o Chicão, filho de Cássia, que então tinha apenas sete anos. Ele é um dos entrevistados no minidocumentário presente nos extras do DVD, que contém uma entrevista inédita da cantora e depoimentos de integrantes de sua banda de apoio. Chicão admite que, quando era criança, preferia o timbre de Marisa Monte, porque, segundo ele, a mãe só sabia berrar. “Agora, sou muito mais a minha mãe”, diz o garoto, que herdou o jeito tímido de Cássia.



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Cássia Eller

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

24/12/2006 | 14:23


De corpo inteiro, feito um furacão. Em seus 39 anos de vida, Cássia Eller se identificou plenamente com esse estado de espírito, descrito em uma canção de seu repertório, Todo Amor que Houver Nessa Vida, de Cazuza, outro ‘anjo torto’ do rock nacional. Na próxima sexta-feira (29), completam-se cinco anos da morte da intérprete de voz rascante e versátil, e há pelo menos duas boas notícias para os fãs.

Em abril de 2007, deve chegar às prateleiras um álbum com interpretações dela para músicas do cantor e compositor Nando Reis, amigo e constante parceiro musical da artista. Responsável pelo lançamento, o ex-titã adiantou que o álbum contará com gravações inéditas.

O relacionamento que manteve com a cantora ainda hoje comove Nando.“As coisas mais marcantes que vivi com Cássia foram as nossas aventuras musicais. O processo todo de pré-produção e gravação do Com Você Meu Mundo Ficaria Completo (1999), é um marco na minha vida. Foi quando descobri mesmo a afinidade que a gente tinha”, relembra o compositor.

Em 2001, ano da morte de Cássia, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, ele teve que enfrentar outra perda inestimável: a do amigo de infância e companheiro de Titãs, Marcelo Fromer (ocorrida em junho daquele ano). “Eu não sei como sobrevivi também. Dei uma pirada. Foi como se tivesse perdido meu braço direito e esquerdo. Fiquei muito assustado, e um dos reflexos disso foi a minha saída dos Titãs para fazer as minhas coisas. Percebi que a vida não espera”. Nando descreveu a amizade com a cantora em All Star, dos versos sobre um tênis azul que combina com outro, de cano alto.“Ali está contada a nossa história, muito bonita e incomum. Uma das grandes emoções da minha vida foi quando eu vi ela cantando isso”.

Rock in Rio - Outro aperitivo para os admiradores é o DVD Cássia Eller Ao Vivo no Rock in Rio (MZA Music, R$ 32 em média), já disponível. Registro do show na Cidade do Rock, realizado em janeiro de 2001, o vídeo é uma amostra do carisma da intérprete, e traz imagens de sua performance incendiária e cheia de ‘veneno anti-monotonia’. No repertório da apresentação, que foi marcada ainda pelo fato de Cássia ter exibido os seios para a platéia, sucessos como 1º de Julho, Partido Alto, E.C.T e o Segundo Sol. Não faltam convidados especiais, entre eles o Nação Zumbi, que emprestou seu ‘maracatu atômico’ para as versões dos Beatles (Come Together) e de Corpo de Lama e Quando a Maré Encher.

Participaram ainda o guitarrista baiano Márcio Mello (Coroné Antônio Bento, O Gosto do Amor e a impronunciável K@#0%!); o vocalista Fabão (Faça o que Quiser Fazer), e os guitarristas Carlos Martau (Malandragem) e Aurélio Kauffmann (Smells Like Teen Spirit, clássico do Nirvana que encerrou o show em clima de catarse).

A música contou com os batuques do menino Francisco Eller, o Chicão, filho de Cássia, que então tinha apenas sete anos. Ele é um dos entrevistados no minidocumentário presente nos extras do DVD, que contém uma entrevista inédita da cantora e depoimentos de integrantes de sua banda de apoio. Chicão admite que, quando era criança, preferia o timbre de Marisa Monte, porque, segundo ele, a mãe só sabia berrar. “Agora, sou muito mais a minha mãe”, diz o garoto, que herdou o jeito tímido de Cássia.

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