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Comboio tenta resgatar presos do CDP de Mauá


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

16/11/2005 | 08:08


Uma ousada operação de fuga no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá foi frustrada na tarde de domingo. Dentro da carceragem, presos armados fizeram o chefe dos agentes penitenciários refém e deixaram outros dez funcionários impossibilitados de sair. Do lado de fora, um comboio com quatro carros e três motos, fortemente armado com fuzis e carabinas, se dirigia ao CDP para dar apoio à fuga. Depois de troca de tiros, a PM conseguiu prender três supostos envolvidos na tentativa de fuga. O refém e os funcionários presos no CDP só foram liberados cerca de quatro horas do início do incidente.

Os criminosos atacaram a polícia de dentro e de fora do CDP. Na avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho, em Mauá, homens em carros potentes, um deles blindado, cruzaram com uma viatura da PM e atiraram. Houve perseguição. Mais tiros. Cerca de três viaturas foram atingidas. Criminosos escaparam em três motos e três carros. Um Fiat Marea foi abandonado.

O soldado Edgard Ruiz Contreras, dois anos de PM, cruzou com as três motocicletas em fuga. "As três motos tinham homens armados na garupa. Cruzamos com eles, que começaram a atirar", conta. Uma das duas balas que atingiram a viatura parou no volante. Ia em direção do peito do soldado, que dirigia o veículo.

Até o fechamento desta edição, às 22h, a polícia ainda não tinha pistas dos criminosos, entre eles, os que atiraram no soldado Ruiz.
 
Presos - Três suspeitos de participarem da milícia que apoiaria a fuga no CDP foram presos na avenida João Ramalho, em Santo André. Edson Aparecido de Carvalho, 35 anos, Carlos Lima dos Santos, 26, e Carlos Patene, 37, foram detidos com um Passat importado blindado, segundo a polícia. No 1º DP, o veículo blindado apresentava marcas de balas e uma batida. Durante a fuga, o veículo teria atropelado um motociclista.

Os homens que ocupavam o Passat foram presos quando tentavam roubar um Santana de um operador de empilhadeira de 53 anos. "Eles estavam fortemente armados. Tinham um fuzil 762 e duas carabinas calibre 12", informa o tenente do 30º Batalhão da PM, Pedro Samuel Lobo. Munições e coletes a prova de balas foram encontrados com os homens, segundo a PM.

Enquanto isso, presos continuavam com um refém. Armados, dentro do CDP, os detentos fizeram o chefe dos agentes penitenciários refém por volta das 16h. Dez outros funcionários ficaram presos dentro de uma área de contenção da carceragem (com um portão de cada lado). Pela janela, atiravam em viaturas da Polícia Militar estacionadas em frente à unidade prisional. Um veículo foi atingido.

Às 18h, o clima estava mais calmo. A diretora do CDP já negociava a libertação do refém, que ocorreria às 20h30. A Secretaria de Administração Penitenciária afirma que ninguém ficou ferido durante a tentativa de fuga.



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Comboio tenta resgatar presos do CDP de Mauá

Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

16/11/2005 | 08:08


Uma ousada operação de fuga no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá foi frustrada na tarde de domingo. Dentro da carceragem, presos armados fizeram o chefe dos agentes penitenciários refém e deixaram outros dez funcionários impossibilitados de sair. Do lado de fora, um comboio com quatro carros e três motos, fortemente armado com fuzis e carabinas, se dirigia ao CDP para dar apoio à fuga. Depois de troca de tiros, a PM conseguiu prender três supostos envolvidos na tentativa de fuga. O refém e os funcionários presos no CDP só foram liberados cerca de quatro horas do início do incidente.

Os criminosos atacaram a polícia de dentro e de fora do CDP. Na avenida Papa João XXIII, no bairro Sertãozinho, em Mauá, homens em carros potentes, um deles blindado, cruzaram com uma viatura da PM e atiraram. Houve perseguição. Mais tiros. Cerca de três viaturas foram atingidas. Criminosos escaparam em três motos e três carros. Um Fiat Marea foi abandonado.

O soldado Edgard Ruiz Contreras, dois anos de PM, cruzou com as três motocicletas em fuga. "As três motos tinham homens armados na garupa. Cruzamos com eles, que começaram a atirar", conta. Uma das duas balas que atingiram a viatura parou no volante. Ia em direção do peito do soldado, que dirigia o veículo.

Até o fechamento desta edição, às 22h, a polícia ainda não tinha pistas dos criminosos, entre eles, os que atiraram no soldado Ruiz.
 
Presos - Três suspeitos de participarem da milícia que apoiaria a fuga no CDP foram presos na avenida João Ramalho, em Santo André. Edson Aparecido de Carvalho, 35 anos, Carlos Lima dos Santos, 26, e Carlos Patene, 37, foram detidos com um Passat importado blindado, segundo a polícia. No 1º DP, o veículo blindado apresentava marcas de balas e uma batida. Durante a fuga, o veículo teria atropelado um motociclista.

Os homens que ocupavam o Passat foram presos quando tentavam roubar um Santana de um operador de empilhadeira de 53 anos. "Eles estavam fortemente armados. Tinham um fuzil 762 e duas carabinas calibre 12", informa o tenente do 30º Batalhão da PM, Pedro Samuel Lobo. Munições e coletes a prova de balas foram encontrados com os homens, segundo a PM.

Enquanto isso, presos continuavam com um refém. Armados, dentro do CDP, os detentos fizeram o chefe dos agentes penitenciários refém por volta das 16h. Dez outros funcionários ficaram presos dentro de uma área de contenção da carceragem (com um portão de cada lado). Pela janela, atiravam em viaturas da Polícia Militar estacionadas em frente à unidade prisional. Um veículo foi atingido.

Às 18h, o clima estava mais calmo. A diretora do CDP já negociava a libertação do refém, que ocorreria às 20h30. A Secretaria de Administração Penitenciária afirma que ninguém ficou ferido durante a tentativa de fuga.

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