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Um semestre melhor para motos


Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

30/06/2010 | 07:01


As vendas de motos seguem em ritmo de recuperação. O mês de junho deverá encerrar com números positivos, fazendo com que o primeiro semestre deste ano seja bem melhor que o do ano passado - mas ainda abaixo de 2008, quando o setor vivia o seu auge e foi duramente afetado pela crise mundial.

De acordo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), houve aumento de 4,55% nas vendas na primeira quinzena deste mês se comparadas a março. Foram emplacadas 79.444 unidades no período. A previsão é que o mês se encerre com 151 mil motocicletas comercializadas.

O novo presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Motonetas, Bicicletas e Similares), Jaime Teruo Matsui, declarou que vai aguardar o resultado final do mês para saber se o setor vai sustentar o crescimento nas vendas até o final do ano.

A cautela deve-se à retomada da cobrança do Cofins (Constribuição para a Seguridade Social) nos financiamentos para motocicletas. Para o dirigente, o fim do benefício pode causar impactos no mercado. "Porém, os números já são melhores do que os registrados em 2009, durante a crise" , afirmou.

Para o consultor da ADK, Paulo Roberto Garbossa, o setor de duas rodas é muito dependente dos financiamentos. "Cerca de 80% do mercado está concentrado em motos de baixa cilindrada, que custam na faixa de R$ 6 mil. Nessa categoria, o consumidor quase não dispõe de recursos para dar entrada do financiamento", afirmou.

Para ele, o governo está acompanhando de perto a situação do mercado e voltará a estudar novos incentivos, para o início do segundo semestre, se as vendas das motocicletas não sustentarem o ritmo de recuperação.

Por enquanto, a avaliação é que a isenção de Cofins no começo do ano e a disponibilização de mais de R$ 100 milhões em bancos públicos para financiamento das motocicletas deram o empurrão que o setor necessita.

Desde março, as duas maiores montadoras, Honda e Yamaha, que concentram mais de 85% do mercado brasileiro, anunciaram novas tabelas de preços incorporando a cobrança da Confins. O aumento também foi acompanhado pelos demais fabricantes e importadores.

"Até aqui, as coisas vêm melhorando", afirmou o diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes. "Vamos ver como as vendas se comportam daqui para frente, mas os fabricantes estão mais confiantes."

Com o relativo otimismo de volta ao setor de duas rodas, a Abraciclo, associação que representa os fabricantes de motocicletas, arrisca suas projeções para 2010. Se o cenário econômico - com inflação de 4,5% e taxa de juros básica em torno de 9% ao ano - se mantiver, os fabricantes esperam produzir 1,84 milhão de unidades em 2010. Um aumento de 19,5% na produção se comparada às 1,53 milhão fabricadas em 2009.

O mercado interno deverá absorver 1,8 milhão dessa produção. Se esse resultado for confirmado, representará crescimento de 14% nas vendas. A Fenabrave tem projeção semelhante à dos fabricantes.

Em 2008, de acordo com dados dos distribuídores, foram comercializadas 1,92 milhão de motocicletas no País - o melhor resultado da história até então."Ainda não voltamos ao patamar pré-crise, mas tudo leva a crer numa recuperação gradual", declarou Paes.



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