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São Bernardo quer reduzir violência


Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

10/03/2009 | 07:00


No último ano as escolas públicas das redes municipal e estadual de São Bernardo registraram 1.800 atos infracionais cometidos por alunos dentro das instituições. O número inclui desde ações de vandalismo até agressões verbais contra professores e estudantes.

O registro é o primeiro resultado de um programa chamado Força-Tarefa para a Construção de uma Cultura de Paz no Ambiente Escolar idealizado pela promotora da Infância e Juventude Vera Lucia Acayaba de Toledo, em agosto de 2007. O objetivo é reduzir os índices de violência nas escolas da cidade em 40% até 2011.

Para sistematizar as ocorrências, desde dezembro de 2007, os atos infracionais de pequeno potencial ofensivo - casos policiais não são incluídos - são encaminhados pelas unidades de ensino à rede de atendimento da força-tarefa. As ocorrências são registradas em quatro vias - uma necessariamente vai para a Diretoria de Ensino, caso envolva escolas estaduais, ou Secretaria da Educação, no caso das municipais -, outra é destinada ao Conselho Tutelar, a terceira fica na escola, e a última com os pais ou responsáveis pelo aluno, que deverão levar ao departamento destinado de acordo com a origem do problema. O estudante pode, por exemplo, ser encaminhado aos programas da Fundação Criança ou da Secretaria de Saúde, caso sejam identificados problemas desta ordem.

O trabalho envolve além de diversas secretarias da Prefeitura, departamentos do governo do Estado como Diretoria de Ensino e Polícia Militar, e iniciativa privada como a Universidade Metodista de São Paulo, por meio da Cátedra Gestão de Cidades, além de demais entidades ligadas a criança e adolescente.

Ontem cerca de 600 pessoas participaram de uma série de palestras de capacitação na Universidade Metodista.

"Não estamos mais no momento de achar culpados. Temos o quadro da violência desenhado e precisamos de ajuda. Sozinha, a escola não vai conseguir dar conta de todos os problemas", disse a diretora regional de Ensino, Suzana Dechechi de Oliveira.

O presidente da Fundação Criança, Ariel de Castro Alves, lembrou que por trás de uma evasão escolar pode haver um jovem envolvido no tráfico. "Por isso, se a escola ou o mercado de trabalho não incluírem, a boca de fumo fará isso."

Paralelamente às ações de sensibilização, a força-tarefa segue com um projeto-piloto para diagnosticar os motivadores da violência realizado pela Metodista nas escolas estaduais Palmira Grassioto, no Parque São Bernardo, e Neusa Marçal, na Vila Euro. Os resultados preliminares serão apresentados em agosto.



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São Bernardo quer reduzir violência

Vanessa Fajardo
Do Diário do Grande ABC

10/03/2009 | 07:00


No último ano as escolas públicas das redes municipal e estadual de São Bernardo registraram 1.800 atos infracionais cometidos por alunos dentro das instituições. O número inclui desde ações de vandalismo até agressões verbais contra professores e estudantes.

O registro é o primeiro resultado de um programa chamado Força-Tarefa para a Construção de uma Cultura de Paz no Ambiente Escolar idealizado pela promotora da Infância e Juventude Vera Lucia Acayaba de Toledo, em agosto de 2007. O objetivo é reduzir os índices de violência nas escolas da cidade em 40% até 2011.

Para sistematizar as ocorrências, desde dezembro de 2007, os atos infracionais de pequeno potencial ofensivo - casos policiais não são incluídos - são encaminhados pelas unidades de ensino à rede de atendimento da força-tarefa. As ocorrências são registradas em quatro vias - uma necessariamente vai para a Diretoria de Ensino, caso envolva escolas estaduais, ou Secretaria da Educação, no caso das municipais -, outra é destinada ao Conselho Tutelar, a terceira fica na escola, e a última com os pais ou responsáveis pelo aluno, que deverão levar ao departamento destinado de acordo com a origem do problema. O estudante pode, por exemplo, ser encaminhado aos programas da Fundação Criança ou da Secretaria de Saúde, caso sejam identificados problemas desta ordem.

O trabalho envolve além de diversas secretarias da Prefeitura, departamentos do governo do Estado como Diretoria de Ensino e Polícia Militar, e iniciativa privada como a Universidade Metodista de São Paulo, por meio da Cátedra Gestão de Cidades, além de demais entidades ligadas a criança e adolescente.

Ontem cerca de 600 pessoas participaram de uma série de palestras de capacitação na Universidade Metodista.

"Não estamos mais no momento de achar culpados. Temos o quadro da violência desenhado e precisamos de ajuda. Sozinha, a escola não vai conseguir dar conta de todos os problemas", disse a diretora regional de Ensino, Suzana Dechechi de Oliveira.

O presidente da Fundação Criança, Ariel de Castro Alves, lembrou que por trás de uma evasão escolar pode haver um jovem envolvido no tráfico. "Por isso, se a escola ou o mercado de trabalho não incluírem, a boca de fumo fará isso."

Paralelamente às ações de sensibilização, a força-tarefa segue com um projeto-piloto para diagnosticar os motivadores da violência realizado pela Metodista nas escolas estaduais Palmira Grassioto, no Parque São Bernardo, e Neusa Marçal, na Vila Euro. Os resultados preliminares serão apresentados em agosto.

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