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Bactéria KPC

A klebsiella pneumoniae carbapenemase, conhecida como a superbactéria...


Leo Kahn
Do Diário do Grande ABC

30/05/2014 | 07:00


A klebsiella pneumoniae carbapenemase, conhecida como a superbactéria, foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em meados do ano 2000, após ter sofrido mutação genética que lhe conferiu resistência a múltiplos antibióticos.

As superbactérias são micro-organismos que produzem enzimas carbapenemases que inativam os antibióticos, desenvolvendo assim sua resistência, principalmente no combate às infecções hospitalares.

A KPC é conhecida como sendo do tipo oportunista, ou seja, atacam crianças, idosos, pacientes com quadro de saúde complicada, vítimas de doenças graves ou que estão com suas defesas diminuídas, como pessoas que passaram por cirurgias, portadores de sondas e catéteres, transplantados de órgãos e indivíduos em tratamento quimioterápico.

A bactéria pode ser encontrada em fezes, na água, no solo, em vegetais, cereais e frutas. A transmissão ocorre em ambiente hospitalar, através do contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.

Causadora da pneumonia, infecções sanguíneas, do trato urinário, em feridas cirúrgicas, são enfermidades que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes levando à morte.

A resistência aos antibióticos não é um fenômeno novo nem específico da espécie klebsiella, geralmente esses germes multirresistentes não conseguem se propagar fora do ambiente hospitalar.

Sinais e Sintomas:

- São semelhantes a qualquer outra infecção:

- Febre;

- Prostração;

- Dores pelo corpo;

- Dores na bexiga (infecção urinária);

- Tosse (infecções respiratórias).

- O diagnóstico é confirmado através de exame de laboratório que identifica a presença da bactéria em material retirado do sistema digestivo. No caso do paciente apresentar sinais e sintomas de infecção urinária, por exemplo, o médico irá solicitar exames de urina e o antibiograma, que é o teste realizado para confirmar se a bactéria é sensível ou resistente a determinado antibiótico.

Saiba mais:

A prevenção é fundamental no controle da infecção hospitalar.

As superbactérias podem se disseminar no ambiente hospitalar e, em geral, por meio da transmissão cruzada entre pacientes.

Todos os infectados pela bactéria KPC, mesmo que assintomáticos, devem ser mantidos em isolamento.

Lavar as mãos com bastante água e sabão e desinfetá-las com álcool em gel são medidas de extrema eficácia para evitar a propagação das bactérias.

Esses recursos devem ser utilizados tanto pelos profissionais de Saúde que lidam com os doentes como pelas visitas.

Outras formas de prevenir a propagação das bactérias incluem o uso sistemático de aventais de mangas compridas, luvas e máscaras descartáveis, sempre que houver contato direto com os pacientes, a desinfecção rotineira dos equipamentos hospitalares e a esterilização dos instrumentos médico-cirúrgicos.

Uma característica importante da KPC é que, além de se multiplicar com rapidez, ela tem a capacidade de transmitir para outras bactérias o gene produtor da enzima, que destrói os antibióticos.

Saiba que a maioria das infecções respiratórias não é causada por bactérias, mas sim por vírus sobre os quais os antibióticos não exercem nenhum efeito.

Mantenha as visitas afastadas dos pacientes infectados.

Procure reduzir ao mínimo necessário as visitas e consultas nos hospitais.

Existem poucas classes de antibióticos que se mostram efetivas para o tratamento das infecções hospitalares pela bactéria KPC.

Só utilize antibióticos se forem prescritos pelo médico. 

*Se você tem dúvidas sobre Saúde, envie um e-mail para leo.kahn@uol.com.br</CF> ou visite o blog www.topblog.com.br/endocrino .



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Bactéria KPC

A klebsiella pneumoniae carbapenemase, conhecida como a superbactéria...

Leo Kahn
Do Diário do Grande ABC

30/05/2014 | 07:00


A klebsiella pneumoniae carbapenemase, conhecida como a superbactéria, foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em meados do ano 2000, após ter sofrido mutação genética que lhe conferiu resistência a múltiplos antibióticos.

As superbactérias são micro-organismos que produzem enzimas carbapenemases que inativam os antibióticos, desenvolvendo assim sua resistência, principalmente no combate às infecções hospitalares.

A KPC é conhecida como sendo do tipo oportunista, ou seja, atacam crianças, idosos, pacientes com quadro de saúde complicada, vítimas de doenças graves ou que estão com suas defesas diminuídas, como pessoas que passaram por cirurgias, portadores de sondas e catéteres, transplantados de órgãos e indivíduos em tratamento quimioterápico.

A bactéria pode ser encontrada em fezes, na água, no solo, em vegetais, cereais e frutas. A transmissão ocorre em ambiente hospitalar, através do contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene.

Causadora da pneumonia, infecções sanguíneas, do trato urinário, em feridas cirúrgicas, são enfermidades que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes levando à morte.

A resistência aos antibióticos não é um fenômeno novo nem específico da espécie klebsiella, geralmente esses germes multirresistentes não conseguem se propagar fora do ambiente hospitalar.

Sinais e Sintomas:

- São semelhantes a qualquer outra infecção:

- Febre;

- Prostração;

- Dores pelo corpo;

- Dores na bexiga (infecção urinária);

- Tosse (infecções respiratórias).

- O diagnóstico é confirmado através de exame de laboratório que identifica a presença da bactéria em material retirado do sistema digestivo. No caso do paciente apresentar sinais e sintomas de infecção urinária, por exemplo, o médico irá solicitar exames de urina e o antibiograma, que é o teste realizado para confirmar se a bactéria é sensível ou resistente a determinado antibiótico.

Saiba mais:

A prevenção é fundamental no controle da infecção hospitalar.

As superbactérias podem se disseminar no ambiente hospitalar e, em geral, por meio da transmissão cruzada entre pacientes.

Todos os infectados pela bactéria KPC, mesmo que assintomáticos, devem ser mantidos em isolamento.

Lavar as mãos com bastante água e sabão e desinfetá-las com álcool em gel são medidas de extrema eficácia para evitar a propagação das bactérias.

Esses recursos devem ser utilizados tanto pelos profissionais de Saúde que lidam com os doentes como pelas visitas.

Outras formas de prevenir a propagação das bactérias incluem o uso sistemático de aventais de mangas compridas, luvas e máscaras descartáveis, sempre que houver contato direto com os pacientes, a desinfecção rotineira dos equipamentos hospitalares e a esterilização dos instrumentos médico-cirúrgicos.

Uma característica importante da KPC é que, além de se multiplicar com rapidez, ela tem a capacidade de transmitir para outras bactérias o gene produtor da enzima, que destrói os antibióticos.

Saiba que a maioria das infecções respiratórias não é causada por bactérias, mas sim por vírus sobre os quais os antibióticos não exercem nenhum efeito.

Mantenha as visitas afastadas dos pacientes infectados.

Procure reduzir ao mínimo necessário as visitas e consultas nos hospitais.

Existem poucas classes de antibióticos que se mostram efetivas para o tratamento das infecções hospitalares pela bactéria KPC.

Só utilize antibióticos se forem prescritos pelo médico. 

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