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Sindicato diz: trabalhadores
não serão substituídos

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente da entidade diz que vai apurar
e se verificar irregularidades, tomará providências


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

04/05/2014 | 07:06


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, afirmou que a entidade irá apurar a suposta entrada de trabalhadores terceirizados na fábrica da Volkswagen em São Bernardo para realizar os mesmos serviços de funcionários que vão entrar em lay-off (suspensão temporária de contrato de trabalho) a partir de amanhã.

“Isso não pode acontecer de maneira alguma. Não é permitido que terceirizados substituam os profissionais em lay-off”, destaca Marques. “Não tinhamos conhecimento sobre isso. Vamos apurar o que está acontecendo na fábrica e, se tiver, vamos tomar providência para impedir”, acrescenta.

Trabalhadores ouvidos pela equipe do Diário disseram que, na semana passada, alguns funcionários de outras empresas iniciaram treinamento dentro da fábrica. Segundo esses empregados, que não quiseram ser identificados, os terceirizados estariam aprendendo as funções dos que vão ter o contrato suspenso temporariamente.

Marques observou que essa suposta atitude da empresa vai contra as mudanças na produção da fábrica, em São Bernardo. Isso porque desde o fim de 2013, a montadora reduziu a fabricação diária de 1.600 veículos para, aproximadamente, 1.100, calculou o presidente sindical. Desta maneira, não há necessidade de substituição de trabalhadores pelo fato de que a linha de produção já estaria adequada ao menor número de operários.

Procurada pela equipe do Diário, a Volkswagen preferiu não comentar o assunto.

A suspensão temporária, que terá duração de cinco meses, vai atingir 900 trabalhadores, segundo estimativa do sindicato. Esse efetivo representa 7,2% dos 12,5 mil profissionais que atuam na unidade.

Nesse período, os metalúrgicos escolhidos receberão, mensalmente, R$ 1.306,63 do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), valor máximo do seguro-desemprego do governo federal, mais o complemento, por parte da Volkswagen, do salário líquido.

Por força de acordo firmado entre empresa e sindicato, todos que entrarão na suspensão terão garantia de emprego após os cinco meses. Porém, destaca Marques, se a montadora entender que é necessário, após o período, pode acontecer novo lay-off.

EXPLICAÇÕES - Segundo levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o País teve decréscimo de 4,5% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves zero-quilômetro no primeiro quadrimestre ante igual período do ano passado.

Neste contexto, a Volks tomou a decisão de colocar funcionários em suspensão. A companhia destacou, por meio de nota, que “está fazendo uso de ferramentas de flexibilização, previstas nos contratos estabelecidos entre a empresa e os sindicatos de trabalhadores, para adequar-se à demanda atual do mercado.”

Além da fábrica Anchieta, em São Bernardo, a montadora também implementou tal medida na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná.

MERCEDES - Após os anúncios de redução na linha de produção de caminhões e do PDV (Programa de Demissão Voluntária) na Mercedes-Benz, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC agendou reunião com a presidência da companhia. Rafael Marques, que comanda a entidade, afirmou que vai questionar o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina, Philipp Schiemer sobre todas essas medidas.

Além de afirmar que há excedente de 2.000 trabalhadores na planta de São Bernardo, a montadora já tinha reduzido a semana na produção de caminhões,que sofre com desaceleração no mercado argentino, desde a terceira semana de fevereiro. Na quarta-feira, por meio de comunicado interno, a empresa avisou para os cerca de 1.200 operários da linha de ônibus que, neste mês, será a vez deles ficarem em casa um dia por três semanas.

E haverá plantão da área de recursos humanos da montadora, entre amanhã e o dia 9, das 6h às 23, para receber mais inscrições para o PDV, que atingiu 700 adesões. Marques disse que é natural ocorrer isso na última semana de um PDV. 



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Sindicato diz: trabalhadores
não serão substituídos

Presidente da entidade diz que vai apurar
e se verificar irregularidades, tomará providências

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

04/05/2014 | 07:06


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, afirmou que a entidade irá apurar a suposta entrada de trabalhadores terceirizados na fábrica da Volkswagen em São Bernardo para realizar os mesmos serviços de funcionários que vão entrar em lay-off (suspensão temporária de contrato de trabalho) a partir de amanhã.

“Isso não pode acontecer de maneira alguma. Não é permitido que terceirizados substituam os profissionais em lay-off”, destaca Marques. “Não tinhamos conhecimento sobre isso. Vamos apurar o que está acontecendo na fábrica e, se tiver, vamos tomar providência para impedir”, acrescenta.

Trabalhadores ouvidos pela equipe do Diário disseram que, na semana passada, alguns funcionários de outras empresas iniciaram treinamento dentro da fábrica. Segundo esses empregados, que não quiseram ser identificados, os terceirizados estariam aprendendo as funções dos que vão ter o contrato suspenso temporariamente.

Marques observou que essa suposta atitude da empresa vai contra as mudanças na produção da fábrica, em São Bernardo. Isso porque desde o fim de 2013, a montadora reduziu a fabricação diária de 1.600 veículos para, aproximadamente, 1.100, calculou o presidente sindical. Desta maneira, não há necessidade de substituição de trabalhadores pelo fato de que a linha de produção já estaria adequada ao menor número de operários.

Procurada pela equipe do Diário, a Volkswagen preferiu não comentar o assunto.

A suspensão temporária, que terá duração de cinco meses, vai atingir 900 trabalhadores, segundo estimativa do sindicato. Esse efetivo representa 7,2% dos 12,5 mil profissionais que atuam na unidade.

Nesse período, os metalúrgicos escolhidos receberão, mensalmente, R$ 1.306,63 do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), valor máximo do seguro-desemprego do governo federal, mais o complemento, por parte da Volkswagen, do salário líquido.

Por força de acordo firmado entre empresa e sindicato, todos que entrarão na suspensão terão garantia de emprego após os cinco meses. Porém, destaca Marques, se a montadora entender que é necessário, após o período, pode acontecer novo lay-off.

EXPLICAÇÕES - Segundo levantamento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o País teve decréscimo de 4,5% nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves zero-quilômetro no primeiro quadrimestre ante igual período do ano passado.

Neste contexto, a Volks tomou a decisão de colocar funcionários em suspensão. A companhia destacou, por meio de nota, que “está fazendo uso de ferramentas de flexibilização, previstas nos contratos estabelecidos entre a empresa e os sindicatos de trabalhadores, para adequar-se à demanda atual do mercado.”

Além da fábrica Anchieta, em São Bernardo, a montadora também implementou tal medida na unidade de São José dos Pinhais, no Paraná.

MERCEDES - Após os anúncios de redução na linha de produção de caminhões e do PDV (Programa de Demissão Voluntária) na Mercedes-Benz, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC agendou reunião com a presidência da companhia. Rafael Marques, que comanda a entidade, afirmou que vai questionar o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para a América Latina, Philipp Schiemer sobre todas essas medidas.

Além de afirmar que há excedente de 2.000 trabalhadores na planta de São Bernardo, a montadora já tinha reduzido a semana na produção de caminhões,que sofre com desaceleração no mercado argentino, desde a terceira semana de fevereiro. Na quarta-feira, por meio de comunicado interno, a empresa avisou para os cerca de 1.200 operários da linha de ônibus que, neste mês, será a vez deles ficarem em casa um dia por três semanas.

E haverá plantão da área de recursos humanos da montadora, entre amanhã e o dia 9, das 6h às 23, para receber mais inscrições para o PDV, que atingiu 700 adesões. Marques disse que é natural ocorrer isso na última semana de um PDV. 

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