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Recomeça obra em esqueleto de escola de Mauá


Angela Martins
Especial para o Diário

06/05/2006 | 08:23


As obras de ampliação da Escola Estadual Marta Terezinha Rosa, no Jardim Itapark, em Mauá, paradas há mais de três anos, devem ser retomadas na semana que vem. Finalmente os 1,6 mil alunos (da 5ªsérie do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio) vão desfrutar de um prédio novo. O antigo será reformado e duas quadras de esportes serão construídas. A falta de espaço para as aulas de Educação Física estavam entre as principais queixas dos alunos da escola. A previsão é de que o trabalho seja concluído em novembro.

Em 30 de novembro do ano passado o Diário esteve no local e constatou que as obras abandonadas haviam se transformado em motel para adolescentes e ponto de encontro de usuários de drogas. A respeito dessas denúncias, a Secretaria de Estado da Educação informou que a Cogesp (Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo) faz acompanhamento periódico da área e que as denúncias não procediam.

Na época, a Secretaria de Estado da Educação explicou que as obras foram abandonadas pela empresa responsável, em 2004. Após trâmites legais a FDE (Fundação para Desenvolvimento da Educação), órgão ligado à autarquia, rescindiu o contrato e uma nova licitação deveria ser feita. O abandono das obras de ampliação, entretanto, não era o único problema enfrentado pelos alunos.

Paredes pichadas, espaço reduzido – a biblioteca fica junto com a sala de vídeo –, as janelas estreitas e as portas em péssimas condições eram reclamações constantes. Muitos dos estudantes comparavam a sensação de estar na escola com a de “estar numa cadeia”. A Secretaria alegou que como se tratava de uma obra de grande porte, a elaboração do edital levaria dois meses e o processo da escolha da nova empresa duraria outros quatro.

Depois de fazer nova vistoria, o órgão público informou que era preciso realizar a ampliação da área, adequação e reformas, com um orçamento preliminar aproximado de R$ 1,4 milhão.

Vitória – No último dia 28, a direção da escola recebeu a notícia de que as obras seriam retomadas. “A construtora que assumiu o projeto informou que irá começar os trabalhos na semana que vem e deu um prazo de término de seis meses”, afirmou a vice-diretora da escola, Maria Aparecida de Souza. No prédio antigo, serão feitas melhorias nas parte hidráulica, elétrica, colocação de piso, troca de telhado e reforma de banheiros.

A nova área terá biblioteca e laboratórios de computação, além de mais quatro salas de aula. Hoje a escola conta com 18 salas. O prédio será equipado com elevador e rampa para acesso de deficientes físicos. “Agora estou satisfeita. A luta foi difícil, mas conseguimos”, comemora a dona-de-casa Diva Lopes, 53 anos, que tem um filho na 8ª série. (Supervisão de Illenia Negrin)



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Recomeça obra em esqueleto de escola de Mauá

Angela Martins
Especial para o Diário

06/05/2006 | 08:23


As obras de ampliação da Escola Estadual Marta Terezinha Rosa, no Jardim Itapark, em Mauá, paradas há mais de três anos, devem ser retomadas na semana que vem. Finalmente os 1,6 mil alunos (da 5ªsérie do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio) vão desfrutar de um prédio novo. O antigo será reformado e duas quadras de esportes serão construídas. A falta de espaço para as aulas de Educação Física estavam entre as principais queixas dos alunos da escola. A previsão é de que o trabalho seja concluído em novembro.

Em 30 de novembro do ano passado o Diário esteve no local e constatou que as obras abandonadas haviam se transformado em motel para adolescentes e ponto de encontro de usuários de drogas. A respeito dessas denúncias, a Secretaria de Estado da Educação informou que a Cogesp (Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo) faz acompanhamento periódico da área e que as denúncias não procediam.

Na época, a Secretaria de Estado da Educação explicou que as obras foram abandonadas pela empresa responsável, em 2004. Após trâmites legais a FDE (Fundação para Desenvolvimento da Educação), órgão ligado à autarquia, rescindiu o contrato e uma nova licitação deveria ser feita. O abandono das obras de ampliação, entretanto, não era o único problema enfrentado pelos alunos.

Paredes pichadas, espaço reduzido – a biblioteca fica junto com a sala de vídeo –, as janelas estreitas e as portas em péssimas condições eram reclamações constantes. Muitos dos estudantes comparavam a sensação de estar na escola com a de “estar numa cadeia”. A Secretaria alegou que como se tratava de uma obra de grande porte, a elaboração do edital levaria dois meses e o processo da escolha da nova empresa duraria outros quatro.

Depois de fazer nova vistoria, o órgão público informou que era preciso realizar a ampliação da área, adequação e reformas, com um orçamento preliminar aproximado de R$ 1,4 milhão.

Vitória – No último dia 28, a direção da escola recebeu a notícia de que as obras seriam retomadas. “A construtora que assumiu o projeto informou que irá começar os trabalhos na semana que vem e deu um prazo de término de seis meses”, afirmou a vice-diretora da escola, Maria Aparecida de Souza. No prédio antigo, serão feitas melhorias nas parte hidráulica, elétrica, colocação de piso, troca de telhado e reforma de banheiros.

A nova área terá biblioteca e laboratórios de computação, além de mais quatro salas de aula. Hoje a escola conta com 18 salas. O prédio será equipado com elevador e rampa para acesso de deficientes físicos. “Agora estou satisfeita. A luta foi difícil, mas conseguimos”, comemora a dona-de-casa Diva Lopes, 53 anos, que tem um filho na 8ª série. (Supervisão de Illenia Negrin)

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