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Cingapura prende ativistas e arranha a imagem de país moderno


Da AFP

16/09/2006 | 10:45


Cingapura, um dos Estados asiáticos mais ricos, arranhou a imagem de país moderno que queria oferecer com a organização da reunião anual do FMI (Fundo Monetário Internacional), com as obstruções impostas a ativistas devidamente credenciados para participar nos debates como representantes da sociedade civil.

A polícia deteve 28 ativistas em sua chegada ao aeroporto, entre eles a economista brasileira Maria Clara Soares, e aceitou, sob fortes pressões do FMI e do Bird (Banco Mundial), a entrada de 22 deles.

"A detenção dos ativistas fortaleceu com razão a opinião de que Cingapura é uma sociedade muito fechada no âmbito dos direitos humanos", lamentou Sinapan Samydorai, líder da organização de defesa dos direitos humanos Think Centre.

Lee Kuan Yew, o "pai" da nação cingapuriana, que se separou da Malásia em 1965 para ser um Estado independente, ignorou as críticas. "Nossas bases físicas, econômicas e geográficas são diferentes das das nações occidentais", disse.

A estabilidade política e a rígida disciplina da sociedade constituíram os pilares do êxito econômico da cidade, que saiu do subdesenvolvimento que ainda caracteriza os países que a cercam para se transformar em uma das nações mais ricas da Ásia.

No entanto, o centro financeiro permanece muito repressivo.

O país controla a imprensa com mão de ferro e os meios de comunicação estrangeiros são submetidos a julgamentos por difamação pelas críticas aos dirigentes do país, onde o mesmo partido está no poder desde 1959, antes da independência.

A antiga colônia britânica exige autorização oficial para reuniões de mais de cinco pessoas. O país, ao lado da Arábia Saudita, tem a maior proporção de execuções por número de habitantes do planeta, com mais de 420 pessoas enforcadas desde 1991, segundo a Anistia Internacional (AI).

Além disso, estabelece a pena de morte automática para qualquer pessoa detida com mais de 15 gramas de heroína e 200 gramas de maconha.



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