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Oposição cristã promete pressão para derrubar governo libanês


Da AFP

06/12/2006 | 10:16


O líder da oposição cristã libanesa, o general Michel Aun, prometeu uma escalada da pressão popular para obter a queda do governo do premiê, Fuad Siniora, apoiado pelos ocidentais, caso este se recuse a negociar a formação de um gabinete de união nacional.

"Se o primeiro-ministro e ala que o apóia se obstinarem em encampar o poder, acontecerá a escalada da pressão popular e nós paralisaremos o governo, o faremos entrar em coma profundo", advertiu o general Aun.

Há um ano, o líder cristão é aliado da oposição pró-síria dirigida pelo partido xiita Hezbollah. Seus partidários participam das manifestações organizadas desde 1º de dezembro em Beirute para reclamar a queda do governo de Siniora, resultado da maioria parlamentar anti-síria no poder desde 2005.

A oposição exige a formação de um governo de união nacional, no qual disporia de uma minoria de bloqueio (um terço das pastas mais um) e a adoção de uma lei eleitoral prévia a legislativas antecipadas.

O governo prometeu que não cederá à pressão. As manifestações começaram depois do fracasso das discussões entre os dois setores a respeito da formação de um gabinete de união nacional.

Os partidos de oposição, assim como o presidente pró-sírio Emile Lahoud, e o presidente do Parlamento, o xiita Nabih Berri, consideram o atual governo ‘ilegítimo’, ao contrário dos países ocidentais e das nações árabes mais influentes.

O general criticou o apoio incondicional dos países ocidentais e árabes ao governo de Siniora. Aun acusou a maioria anti-síria, no poder desde as eleições posteriores à retirada das tropas sírias do Líbano em 2005, de "encampar o poder". "Eles utilizam os mesmos métodos de seus antigos amos sírios", disse.

O líder cristão se declarou disposto a facilitar o processo de criação de um tribunal internacional sobre o assassinato, em fevereiro de 2005, do ex-premiê libanês Rafic Hariri, que segundo a maioria é boicotado pelo campo pró-sírio.

O general também afirmou ser favorável à conferência de doadores prevista para 25 de janeiro em Paris para apoiar a economia libanesa.


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Oposição cristã promete pressão para derrubar governo libanês

Da AFP

06/12/2006 | 10:16


O líder da oposição cristã libanesa, o general Michel Aun, prometeu uma escalada da pressão popular para obter a queda do governo do premiê, Fuad Siniora, apoiado pelos ocidentais, caso este se recuse a negociar a formação de um gabinete de união nacional.

"Se o primeiro-ministro e ala que o apóia se obstinarem em encampar o poder, acontecerá a escalada da pressão popular e nós paralisaremos o governo, o faremos entrar em coma profundo", advertiu o general Aun.

Há um ano, o líder cristão é aliado da oposição pró-síria dirigida pelo partido xiita Hezbollah. Seus partidários participam das manifestações organizadas desde 1º de dezembro em Beirute para reclamar a queda do governo de Siniora, resultado da maioria parlamentar anti-síria no poder desde 2005.

A oposição exige a formação de um governo de união nacional, no qual disporia de uma minoria de bloqueio (um terço das pastas mais um) e a adoção de uma lei eleitoral prévia a legislativas antecipadas.

O governo prometeu que não cederá à pressão. As manifestações começaram depois do fracasso das discussões entre os dois setores a respeito da formação de um gabinete de união nacional.

Os partidos de oposição, assim como o presidente pró-sírio Emile Lahoud, e o presidente do Parlamento, o xiita Nabih Berri, consideram o atual governo ‘ilegítimo’, ao contrário dos países ocidentais e das nações árabes mais influentes.

O general criticou o apoio incondicional dos países ocidentais e árabes ao governo de Siniora. Aun acusou a maioria anti-síria, no poder desde as eleições posteriores à retirada das tropas sírias do Líbano em 2005, de "encampar o poder". "Eles utilizam os mesmos métodos de seus antigos amos sírios", disse.

O líder cristão se declarou disposto a facilitar o processo de criação de um tribunal internacional sobre o assassinato, em fevereiro de 2005, do ex-premiê libanês Rafic Hariri, que segundo a maioria é boicotado pelo campo pró-sírio.

O general também afirmou ser favorável à conferência de doadores prevista para 25 de janeiro em Paris para apoiar a economia libanesa.

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