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Dois lados da história

Ronaldo Gutierrez/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

'Carmen', que será apresentada sexta no Municipal, em Santo André, terá versões de tragédia


Miriam Gimenes

04/06/2018 | 07:59


Carmen nasceu em 1845. Depois de concebida pelo ‘pai’, o escritor Prosper Mérimée (1803-1870), ela já virou tema de ópera – desta vez escrita por Georges Bizet – novela, filme e agora será mostrada no palco do Teatro Municipal de Santo André, sexta-feira, a partir das 20h30.

Desta vez, sob a direção de Nelson Baskerville, a história da moça que não se encaixava nas regras da sociedade e, por isso, ‘pagou com a vida’ não será contada apenas pela voz de Dom José (Fávio Tolezani). O algoz da protagonista sede espaço para a própria Carmen (Natalia Gonsales) dar sua versão da história e também para Vitor Vieira, que interpreta diversos personagens em cima do palco, inclusive o touro.

Vamos aos fatos: o policial Dom José apaixona-se perdidamente pela cigana Carmen. E quer mantê-la em rédia curta, assim como a mulher sempre foi tratada, principalmente à época em que a história foi escrita. Mas Carmen é livre, quer ditar seu destino, e não aceita ser domada. Ele só consegue o feito ao matá-la e conta a história quando já está atrás das grades.<EM>

Em diversas versões, ressalta Natalia, a personagem foi tratada como femme fatale, e alguém que, por conta de sua conduta, merecia morrer. O público foi levado a pensar assim. Principalmente por ter a narração apenas de Dom José. “Nesta versão, ao colocar Carmen contando a história, quisemos discutir que lugar é esse que ela é violentada e as pessoas acham que ela merece. Mostrar esse estado patriarcal, onde o homem tem o poder maior. E não, nenhuma morte é justificada, nem a da Carmen por ela a buscar a liberdade no dia a dia e relacionamento”, diz a atriz.

Flávio diz que o espetáculo conversa com a atualidade. “Nada mais correto e mais atual ter dado voz à mulher e de uma forma equilibrada”, analisa. E ressalta que, além de trazer o texto para 2018, casos que ganharam mídia com o de Doca Street e do ex-goleiro Bruno, envolvidos nas mortes de suas companheiras, serão citados durante o espetáculo.

Carmen – Teatro. Teatro Municipal de Santo André – Praça 4º Centenário. Na sexta-feira, a partir das 20h30. Ingressos: de R$ 30 a R$ 60, à venda na bilheteria ou em www.compreingressos.com. 



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Dois lados da história

'Carmen', que será apresentada sexta no Municipal, em Santo André, terá versões de tragédia

Miriam Gimenes

04/06/2018 | 07:59


Carmen nasceu em 1845. Depois de concebida pelo ‘pai’, o escritor Prosper Mérimée (1803-1870), ela já virou tema de ópera – desta vez escrita por Georges Bizet – novela, filme e agora será mostrada no palco do Teatro Municipal de Santo André, sexta-feira, a partir das 20h30.

Desta vez, sob a direção de Nelson Baskerville, a história da moça que não se encaixava nas regras da sociedade e, por isso, ‘pagou com a vida’ não será contada apenas pela voz de Dom José (Fávio Tolezani). O algoz da protagonista sede espaço para a própria Carmen (Natalia Gonsales) dar sua versão da história e também para Vitor Vieira, que interpreta diversos personagens em cima do palco, inclusive o touro.

Vamos aos fatos: o policial Dom José apaixona-se perdidamente pela cigana Carmen. E quer mantê-la em rédia curta, assim como a mulher sempre foi tratada, principalmente à época em que a história foi escrita. Mas Carmen é livre, quer ditar seu destino, e não aceita ser domada. Ele só consegue o feito ao matá-la e conta a história quando já está atrás das grades.<EM>

Em diversas versões, ressalta Natalia, a personagem foi tratada como femme fatale, e alguém que, por conta de sua conduta, merecia morrer. O público foi levado a pensar assim. Principalmente por ter a narração apenas de Dom José. “Nesta versão, ao colocar Carmen contando a história, quisemos discutir que lugar é esse que ela é violentada e as pessoas acham que ela merece. Mostrar esse estado patriarcal, onde o homem tem o poder maior. E não, nenhuma morte é justificada, nem a da Carmen por ela a buscar a liberdade no dia a dia e relacionamento”, diz a atriz.

Flávio diz que o espetáculo conversa com a atualidade. “Nada mais correto e mais atual ter dado voz à mulher e de uma forma equilibrada”, analisa. E ressalta que, além de trazer o texto para 2018, casos que ganharam mídia com o de Doca Street e do ex-goleiro Bruno, envolvidos nas mortes de suas companheiras, serão citados durante o espetáculo.

Carmen – Teatro. Teatro Municipal de Santo André – Praça 4º Centenário. Na sexta-feira, a partir das 20h30. Ingressos: de R$ 30 a R$ 60, à venda na bilheteria ou em www.compreingressos.com. 

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