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Escola Ballet Sapatilha de Cetim ajuda crianças carentes da região a realizarem sonho de dançar


Karine Manchini

30/10/2017 | 07:00


 Muito além do delicado plié (ato de dobrar os joelhos) e do equilíbrio preciso do adagio (passo no qual o bailarino sustenta as pernas no ar), o que se vê no Ballet Sapatilha de Cetim, simples escola na Vila Linda, em Santo André, é a realização de um sonho que parecia impossível: ajudar crianças carentes a dançar. O desejo de Patricia Carvalho, 44 anos – que surgiu em 1999 e só foi possível graças à assistência e ao amor dedicado ao próximo – se sustenta pela vontade de ajudar cada vez mais.

A sementinha foi plantada em 1993, quando ela abriu, junto de sua mãe, Zaquia Carvalho, a escola de dança Patricia Ballet, que, a princípio, oferecia cursos para alunos de classes média e alta. Com a intenção de ampliar e ajudar os mais necessitados, mãe e filha passaram a atender também pessoas que só podiam pagar pouco ou nada. Após a morte da mãe em 2007, Patricia decidiu mudar o nome da escola para Sapatilha de Cetim, como forma de lembrar que o calçado usado pelos bailarinas não é sempre acessível a todos.

“Quando começamos vinham muitas meninas perguntando se poderiam fazer balé e se conseguiriam realizar esse sonho. Com os que pagam as mensalidades, que variam de R$ 80 a R$ 150, dependendo do estágio, consigo manter o projeto”, explica. Além do valor, o que se vê por lá é ajuda de todos os tipos. Emociona a mobilização de todos para conseguir roupas para dança, alimentos e outros auxílios para as crianças.

“Sempre peço ajuda. Agora, por exemplo, estamos precisando de dentistas. Empresários que queiram entrar com colaborações e cestas básicas são sempre bem-vindos. A coordenadora da escola me ajuda e as mães que têm melhores condições também”, conta, orgulhosa.

Hoje, a escola conta com alunos de idades que vão dos 3 anos até os 60, e oferece os cursos de balé clássico, sapateado, jazz e dança de salão. No dia 17 de dezembro Patricia e seus alunos irão se apresentar no Teatro Municipal de Santo André, mas ainda sem previsão de horário.

UNIÃO MATERNA
Coordenando o projeto e auxiliando a professora Patricia, a microempresária de Santo André, Gislene de Souza Oliveira Guide, 39, participa das ações beneficentes há dois anos e meio. Segundo Gislene, a união entre as crianças e as mães ajuda muito no funcionamento da escola. “Uma aluna que é alegre chegou aqui um dia muito triste e falou que não tinha comida em casa. A mãe estava desesperada, porque só podia oferecer algo naquele dia. No outro, não teriam nada. Dei uma cesta básica para elas. Ver a alegria da menina foi algo que me marcou demais. Aqui é como se fosse uma grande família. Passamos roupas que não servem mais para as outras e acabamos criando amizade muito grande dentro e fora do balé”, diz, emocionada.

Já a mãe da aluna Isabelle, Gislaine Aparecida Alves Versolato, 38, foi uma das beneficiadas pelo programa da escola. Desempregada, não tinha como pagar o balé. Foi por meio da coordenadora que conheceu o projeto. “A Gislene me ligou e falou que ela poderia fazer o teste. Quando minha filha chegou aqui precisava ver os olhinhos dela, brilhavam! As mães sempre estão unidas tentando ajudar, se uma pessoa está com dificuldade todas se mobilizam.”

Para quem quiser colaborar com a escola, que fica na Rua Carijós, 1.836, em Santo André, é só entrar em contato pelos telefones 4901-3818 ou no 99740-1921.



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Escola Ballet Sapatilha de Cetim ajuda crianças carentes da região a realizarem sonho de dançar

Karine Manchini

30/10/2017 | 07:00


 Muito além do delicado plié (ato de dobrar os joelhos) e do equilíbrio preciso do adagio (passo no qual o bailarino sustenta as pernas no ar), o que se vê no Ballet Sapatilha de Cetim, simples escola na Vila Linda, em Santo André, é a realização de um sonho que parecia impossível: ajudar crianças carentes a dançar. O desejo de Patricia Carvalho, 44 anos – que surgiu em 1999 e só foi possível graças à assistência e ao amor dedicado ao próximo – se sustenta pela vontade de ajudar cada vez mais.

A sementinha foi plantada em 1993, quando ela abriu, junto de sua mãe, Zaquia Carvalho, a escola de dança Patricia Ballet, que, a princípio, oferecia cursos para alunos de classes média e alta. Com a intenção de ampliar e ajudar os mais necessitados, mãe e filha passaram a atender também pessoas que só podiam pagar pouco ou nada. Após a morte da mãe em 2007, Patricia decidiu mudar o nome da escola para Sapatilha de Cetim, como forma de lembrar que o calçado usado pelos bailarinas não é sempre acessível a todos.

“Quando começamos vinham muitas meninas perguntando se poderiam fazer balé e se conseguiriam realizar esse sonho. Com os que pagam as mensalidades, que variam de R$ 80 a R$ 150, dependendo do estágio, consigo manter o projeto”, explica. Além do valor, o que se vê por lá é ajuda de todos os tipos. Emociona a mobilização de todos para conseguir roupas para dança, alimentos e outros auxílios para as crianças.

“Sempre peço ajuda. Agora, por exemplo, estamos precisando de dentistas. Empresários que queiram entrar com colaborações e cestas básicas são sempre bem-vindos. A coordenadora da escola me ajuda e as mães que têm melhores condições também”, conta, orgulhosa.

Hoje, a escola conta com alunos de idades que vão dos 3 anos até os 60, e oferece os cursos de balé clássico, sapateado, jazz e dança de salão. No dia 17 de dezembro Patricia e seus alunos irão se apresentar no Teatro Municipal de Santo André, mas ainda sem previsão de horário.

UNIÃO MATERNA
Coordenando o projeto e auxiliando a professora Patricia, a microempresária de Santo André, Gislene de Souza Oliveira Guide, 39, participa das ações beneficentes há dois anos e meio. Segundo Gislene, a união entre as crianças e as mães ajuda muito no funcionamento da escola. “Uma aluna que é alegre chegou aqui um dia muito triste e falou que não tinha comida em casa. A mãe estava desesperada, porque só podia oferecer algo naquele dia. No outro, não teriam nada. Dei uma cesta básica para elas. Ver a alegria da menina foi algo que me marcou demais. Aqui é como se fosse uma grande família. Passamos roupas que não servem mais para as outras e acabamos criando amizade muito grande dentro e fora do balé”, diz, emocionada.

Já a mãe da aluna Isabelle, Gislaine Aparecida Alves Versolato, 38, foi uma das beneficiadas pelo programa da escola. Desempregada, não tinha como pagar o balé. Foi por meio da coordenadora que conheceu o projeto. “A Gislene me ligou e falou que ela poderia fazer o teste. Quando minha filha chegou aqui precisava ver os olhinhos dela, brilhavam! As mães sempre estão unidas tentando ajudar, se uma pessoa está com dificuldade todas se mobilizam.”

Para quem quiser colaborar com a escola, que fica na Rua Carijós, 1.836, em Santo André, é só entrar em contato pelos telefones 4901-3818 ou no 99740-1921.

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