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Financeiras vão à luta por clientes


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

10/07/2005 | 09:35


Financeiras travam uma batalha por clientes nos principais centros comerciais do Grande ABC. Ruas e calçadões – como a Marechal Deodoro, em São Bernardo, e a Coronel Oliveira Lima, em Santo André – foram tomados por operadores de crédito, que de forma incisiva abordam potenciais clientes – muitas vezes puxando-os pelo braço – e oferecem empréstimos sem grandes exigências. Algumas financeiras chegam a dispensar fiador e emprego com registro em carteira. Em até 15 minutos, o empréstimo é liberado.

A ansiedade dos vendedores de financiamento não é ocasional. Eles não querem perder clientes em um contexto de concorrência a cada dia mais intensa. Os números traduzem essa realidade. A concessão de empréstimo pessoal ultrapassou no ano passado R$ 7 bilhões no país, contra cerca de 1,5 bilhão em 2003, segundo o Banco Central. Neste ano, apenas de janeiro a maio, o volume havia encostado em R$ 15 bilhões.

A desburocratização e a disputa por clientes, no entanto, não se refletem na taxa de juros – que podem atingir 144% ao ano, muito superior a qualquer outra modalidade de crédito.

Mesmo assim, o setor vive o melhor momento da história. Segundo Progresso Vaño Puerto, presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), os bons resultados do setor são reflexo, principalmente, do êxito do empréstimo consignado (descontado direto na folha de pagamento). A forma de crédito reduz a possibilidade de inadimplência, o que possibilita a redução das taxas de juros – que partem de 1,5% ao mês, para aposentados e pensionistas.

Puerto avalia que a combinação superoferta de crédito e consumidores carentes de financiamento cria o ambiente perfeito para a proliferação veloz de instituições de empréstimos a pessoas físicas – chamados de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) – na região. "Em termos macroeconômicos, o fenômeno é causado pelo aumento do emprego e da massa salarial. Por isso, em regiões com atividade econômica intensa, caso do Grande ABC, o sucesso do setor é ainda mais visível", diz Puerto.

  

Oportunidade – O nicho de mercado do CDC – focado em consumidores de baixa renda – já despertou gigantes do mercado financeiro. Bradesco, Itaú, HSBC, entre outros, entraram na guerra pelo clientes com a aquisição das financeiras Finasa, Taií e Losango, respectivamente.

Na avaliação do gerente da Morada Empréstimo Pessoal, Alexsander Marques, de Santo André, a concorrência tem ditado o ritmo do mercado. A burocracia é reduzida na mesma proporção do crescimento da demanda, segundo ele. "Se a gente oferece empréstimo com juros de 5% ao mês, e aprovação de cadastro em 15 minutos, o concorrente faz por juros de 4,9%, e liberação de crédito em 14 minutos. Quanto o cliente não consegue o total do dinheiro que pretendia, ele atravessa a rua e toma o empréstimo na financeira da frente", diz.

A concorrência, no entanto, não parece dar sinais de afetar negativamente o setor. Marques garante que há demanda suficiente para atender às metas das instituições de crédito. "Tem cliente para todo mundo, e nunca esteve tão fácil tomar empréstimo. Tem lugar que libera dinheiro até para pessoas com restrições no nome, sem emprego fixo ou garantias de pagamento", completa o gerente. A Morada foi adquirida pelo grupo Bradesco e receberá a bandeira Finasa.



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Financeiras vão à luta por clientes

Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

10/07/2005 | 09:35


Financeiras travam uma batalha por clientes nos principais centros comerciais do Grande ABC. Ruas e calçadões – como a Marechal Deodoro, em São Bernardo, e a Coronel Oliveira Lima, em Santo André – foram tomados por operadores de crédito, que de forma incisiva abordam potenciais clientes – muitas vezes puxando-os pelo braço – e oferecem empréstimos sem grandes exigências. Algumas financeiras chegam a dispensar fiador e emprego com registro em carteira. Em até 15 minutos, o empréstimo é liberado.

A ansiedade dos vendedores de financiamento não é ocasional. Eles não querem perder clientes em um contexto de concorrência a cada dia mais intensa. Os números traduzem essa realidade. A concessão de empréstimo pessoal ultrapassou no ano passado R$ 7 bilhões no país, contra cerca de 1,5 bilhão em 2003, segundo o Banco Central. Neste ano, apenas de janeiro a maio, o volume havia encostado em R$ 15 bilhões.

A desburocratização e a disputa por clientes, no entanto, não se refletem na taxa de juros – que podem atingir 144% ao ano, muito superior a qualquer outra modalidade de crédito.

Mesmo assim, o setor vive o melhor momento da história. Segundo Progresso Vaño Puerto, presidente da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), os bons resultados do setor são reflexo, principalmente, do êxito do empréstimo consignado (descontado direto na folha de pagamento). A forma de crédito reduz a possibilidade de inadimplência, o que possibilita a redução das taxas de juros – que partem de 1,5% ao mês, para aposentados e pensionistas.

Puerto avalia que a combinação superoferta de crédito e consumidores carentes de financiamento cria o ambiente perfeito para a proliferação veloz de instituições de empréstimos a pessoas físicas – chamados de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) – na região. "Em termos macroeconômicos, o fenômeno é causado pelo aumento do emprego e da massa salarial. Por isso, em regiões com atividade econômica intensa, caso do Grande ABC, o sucesso do setor é ainda mais visível", diz Puerto.

  

Oportunidade – O nicho de mercado do CDC – focado em consumidores de baixa renda – já despertou gigantes do mercado financeiro. Bradesco, Itaú, HSBC, entre outros, entraram na guerra pelo clientes com a aquisição das financeiras Finasa, Taií e Losango, respectivamente.

Na avaliação do gerente da Morada Empréstimo Pessoal, Alexsander Marques, de Santo André, a concorrência tem ditado o ritmo do mercado. A burocracia é reduzida na mesma proporção do crescimento da demanda, segundo ele. "Se a gente oferece empréstimo com juros de 5% ao mês, e aprovação de cadastro em 15 minutos, o concorrente faz por juros de 4,9%, e liberação de crédito em 14 minutos. Quanto o cliente não consegue o total do dinheiro que pretendia, ele atravessa a rua e toma o empréstimo na financeira da frente", diz.

A concorrência, no entanto, não parece dar sinais de afetar negativamente o setor. Marques garante que há demanda suficiente para atender às metas das instituições de crédito. "Tem cliente para todo mundo, e nunca esteve tão fácil tomar empréstimo. Tem lugar que libera dinheiro até para pessoas com restrições no nome, sem emprego fixo ou garantias de pagamento", completa o gerente. A Morada foi adquirida pelo grupo Bradesco e receberá a bandeira Finasa.

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