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Escola é acusada de reprovar disléxica


Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

18/12/2007 | 07:14


Letícia Duarte Mariano, de 13 anos, assim como muitos garotos de sua idade repetiu de série este ano. O problema é que os pais suspeitam que a adolescente sofra de dislexia – um distúrbio de aprendizado na área da leitura, escrita e soletração – e acusam a escola de não ter adequado as atividades ao desempenho da filha.

“Desde o início do ano, a gente avisou o colégio que ela tinha problemas de aprendizagem e que estávamos averiguando o que poderia ser”, diz o psicanalista José Antônio Mariano, 44 anos, pai de Letícia.

De acordo com Mariano, a família aguarda a conclusão de especialistas para fechar o diagnóstico de dislexia.

Letícia passou por teste na FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e é acompanhada por uma psicopedagoga.

O Instituto Sagrada Família, escola em que Letícia estuda, informou ter solicitado que aos pais que procurassem auxílio para a aluna assim que perceberam suas dificuldades, mas desconhece que a família tenha acatado a solicitação.

Informou ainda ter enviado relatórios a pedido da FMABC. De acordo com a escola, a reprovação de Letícia não se deve a possível dislexia, mas à falta de condições para acompanhar o 8º ano. Ressaltou ainda o fato de o diagnóstico não estar fechado.

Letícia sofreu bullying por conta da diferença. “Colegas me chamavam de burra, me colocavam apelidos”, conta Letícia.

“A única coisa que pedi é que considerassem suas dificuldades, que dessem atividades, como provas orais, que possibilitassem que ela atingisse os índices”, diz Mariano.

Para a psicopedagoga Silvana Perez, voluntária da ABD (Associação Brasileira de Dislexia), as escolas não estão preparadas para receber alunos disléxicos. “Os educadores têm de ser criativos para cobrar conhecimento de outras formas”, disse Silvana. “Não se deve taxar o aluno de preguiçoso ou vagabundo”, completou.



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Escola é acusada de reprovar disléxica

Isis Mastromano Correia
Do Diário do Grande ABC

18/12/2007 | 07:14


Letícia Duarte Mariano, de 13 anos, assim como muitos garotos de sua idade repetiu de série este ano. O problema é que os pais suspeitam que a adolescente sofra de dislexia – um distúrbio de aprendizado na área da leitura, escrita e soletração – e acusam a escola de não ter adequado as atividades ao desempenho da filha.

“Desde o início do ano, a gente avisou o colégio que ela tinha problemas de aprendizagem e que estávamos averiguando o que poderia ser”, diz o psicanalista José Antônio Mariano, 44 anos, pai de Letícia.

De acordo com Mariano, a família aguarda a conclusão de especialistas para fechar o diagnóstico de dislexia.

Letícia passou por teste na FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) e é acompanhada por uma psicopedagoga.

O Instituto Sagrada Família, escola em que Letícia estuda, informou ter solicitado que aos pais que procurassem auxílio para a aluna assim que perceberam suas dificuldades, mas desconhece que a família tenha acatado a solicitação.

Informou ainda ter enviado relatórios a pedido da FMABC. De acordo com a escola, a reprovação de Letícia não se deve a possível dislexia, mas à falta de condições para acompanhar o 8º ano. Ressaltou ainda o fato de o diagnóstico não estar fechado.

Letícia sofreu bullying por conta da diferença. “Colegas me chamavam de burra, me colocavam apelidos”, conta Letícia.

“A única coisa que pedi é que considerassem suas dificuldades, que dessem atividades, como provas orais, que possibilitassem que ela atingisse os índices”, diz Mariano.

Para a psicopedagoga Silvana Perez, voluntária da ABD (Associação Brasileira de Dislexia), as escolas não estão preparadas para receber alunos disléxicos. “Os educadores têm de ser criativos para cobrar conhecimento de outras formas”, disse Silvana. “Não se deve taxar o aluno de preguiçoso ou vagabundo”, completou.

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