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Mauá tem a refeição mais cara

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

17/06/2011 | 07:00


Comer no intervalo do trabalho pesa mais no bolso de quem se alimenta em Mauá do que nos demais municípios da região. A cidade tem o prato comercial mais caro do Grande ABC, com preço médio de R$ 20,92. Bebida, sobremesa e cafezinho estão dentro do valor.

O que não fica claro é a incoerência entre preços e salários. O Instituto de Pesquisa da Universidade Municipal de São Caetano aponta que a renda média bruta per capita no município era R$ 1.250,85, em fevereiro, para o dono da ocupação principal da família. O valor, na região, só não perde para Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Se a situação espanta, mais intrigante é que a refeição com prato executivo em São Caetano é a mais barata da região. Em média, os estabelecimentos cobram R$ 16,74 pelos quatro itens. E a renda média da ocupação principal das famílias era a mais alta da região, com R$ 2.098,62.

Os preços das refeições são do Índice Visa Vale de Preço Médio de Refeição 2011, realizado pelo Datafolha. O período de coleta foi entre dezembro e janeiro.

EXPLICAÇÃO - Mauá tem cadastrados no Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) 182 bares, lanchonetes e restaurantes. O município fica à frente só de Ribeirão Pires (147) e Rio Grande da Serra (18).

"A menor quantidade de estabelecimentos, que resulta em menor concorrência, pode ocasionar a situação", avaliou o presidente do Sehal, Wilson Bianchi.

A inflação sobe, normalmente, como resultado do aumento da demanda. E os metalúrgicos da cidade, que são típicos indicados para contribuir para isso, têm baixa participação para o encarecimento.

"Eles comem nos refeitórios das empresas. Caso contrário, levam marmita e economizam o vale-refeição para levar comida para casa", opinou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha.

BARATO - Contrariando a posição de maior renda do Grande ABC, São Caetano tem a refeição com prato executivo mais barata na média dos 517 estabelecimentos, cadastrados no Sehal.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Caetano, Nelson Antonio Braido, acredita que a quantidade ofertada na cidade garante os menores valores. "São Caetano, apesar de possuir extensão territorial pequena, tem muitos restaurantes com alta variedade de cardápios e preços."

Bianchi, do Sehal, destacou que os moradores comem pouco no município. "Dificilmente almoçam e jantam em São Caetano. Eles vão para Santo André, São Bernardo e, muitas vezes, para São Paulo." Ele conclui que a demanda aparenta ser menor do que a oferta. E o resultado seria preços mais baixos.

SANTO ANDRÉ - O fotógrafo Adeladio Leite reclamou que os preços dos pratos feitos subiram em relação ao ano passado em Santo André. "E o salário não acompanhou esta alta", desabafou.

No entanto o gerente de um estabelecimento andreense Antonio Rocha Filho defende o segmento. "Nesse ramo, está bem difícil manter o estabelecimento, pois o custo para nós está muito alto. Quem está bem tem margem de lucro de 20%."



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Mauá tem a refeição mais cara

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

17/06/2011 | 07:00


Comer no intervalo do trabalho pesa mais no bolso de quem se alimenta em Mauá do que nos demais municípios da região. A cidade tem o prato comercial mais caro do Grande ABC, com preço médio de R$ 20,92. Bebida, sobremesa e cafezinho estão dentro do valor.

O que não fica claro é a incoerência entre preços e salários. O Instituto de Pesquisa da Universidade Municipal de São Caetano aponta que a renda média bruta per capita no município era R$ 1.250,85, em fevereiro, para o dono da ocupação principal da família. O valor, na região, só não perde para Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Se a situação espanta, mais intrigante é que a refeição com prato executivo em São Caetano é a mais barata da região. Em média, os estabelecimentos cobram R$ 16,74 pelos quatro itens. E a renda média da ocupação principal das famílias era a mais alta da região, com R$ 2.098,62.

Os preços das refeições são do Índice Visa Vale de Preço Médio de Refeição 2011, realizado pelo Datafolha. O período de coleta foi entre dezembro e janeiro.

EXPLICAÇÃO - Mauá tem cadastrados no Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) 182 bares, lanchonetes e restaurantes. O município fica à frente só de Ribeirão Pires (147) e Rio Grande da Serra (18).

"A menor quantidade de estabelecimentos, que resulta em menor concorrência, pode ocasionar a situação", avaliou o presidente do Sehal, Wilson Bianchi.

A inflação sobe, normalmente, como resultado do aumento da demanda. E os metalúrgicos da cidade, que são típicos indicados para contribuir para isso, têm baixa participação para o encarecimento.

"Eles comem nos refeitórios das empresas. Caso contrário, levam marmita e economizam o vale-refeição para levar comida para casa", opinou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Cícero Martinha.

BARATO - Contrariando a posição de maior renda do Grande ABC, São Caetano tem a refeição com prato executivo mais barata na média dos 517 estabelecimentos, cadastrados no Sehal.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Caetano, Nelson Antonio Braido, acredita que a quantidade ofertada na cidade garante os menores valores. "São Caetano, apesar de possuir extensão territorial pequena, tem muitos restaurantes com alta variedade de cardápios e preços."

Bianchi, do Sehal, destacou que os moradores comem pouco no município. "Dificilmente almoçam e jantam em São Caetano. Eles vão para Santo André, São Bernardo e, muitas vezes, para São Paulo." Ele conclui que a demanda aparenta ser menor do que a oferta. E o resultado seria preços mais baixos.

SANTO ANDRÉ - O fotógrafo Adeladio Leite reclamou que os preços dos pratos feitos subiram em relação ao ano passado em Santo André. "E o salário não acompanhou esta alta", desabafou.

No entanto o gerente de um estabelecimento andreense Antonio Rocha Filho defende o segmento. "Nesse ramo, está bem difícil manter o estabelecimento, pois o custo para nós está muito alto. Quem está bem tem margem de lucro de 20%."

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