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Resultado de eleições gerais gera período de incerteza política na Espanha

FRANCISCO SECO/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


21/12/2015 | 05:34


As eleições gerais de domingo na Espanha resultaram no início de um período de incertezas para a próxima legislatura. Os espanhóis decidiram manter o Partido Popular (PP) como o mais votado, porém agora sem maioria suficiente para governar sozinho e exposto a uma aliança de siglas menores que pode tirá-lo do poder.

O partido esquerdista Podemos e a sigla Ciudadanos, próxima ao setor empresarial, passaram a ter representação no Parlamento, o que acabou com três décadas de bipartidarismo na Espanha. Agora, pode haver semanas de negociações entre diferentes partidos para a formação de um governo. "Hoje não vamos saber quem será o próximo primeiro-ministro, nem na próxima semana tampouco devemos ter nada muito claro", disse o cientista político Jorge Piquer, da IE University.

Com 100% dos votos apurados, o conservador PP havia conseguido 123 cadeiras, no Parlamento de 250 vagas, o que não lhe dava maioria absoluta e nem mesmo garantia uma aliança com o recém-chegado Ciudadanos, que obteve 40 postos. "Voltamos a ganhar as eleições", disse o premiê Mariano Rajoy após conhecer os resultados. "Vou tentar formar governo e creio que a Espanha necessita de um governo estável", discursou. Para se ter a maioria absoluta, seriam necessárias 176 cadeiras.

A segunda sigla mais votada foi o Partido Socialista Obrero Español, com 90 cadeiras. Podemos e Ciudadanos entram no Parlamento como a terceira e a quarta forças políticas do país, com 42 e 40 deputados, respectivamente. Com grupos aliados, porém, o Podemos pode aumentar sua influência para até 69 cadeiras.

Os números abrem a porta para uma possível aliança entre o PSOE, o Podemos e o Ciudadanos para tirar Rajoy do poder. Por outro lado, há importantes divergências entre essas siglas. "Alcançar um acordo entre os socialistas, Ciudadanos e Podemos não será simples, porque estão divididos em temas cruciais, principalmente a independência da Catalunha", disse Federico Santi, analista do Eurasia Group. "Mas se a alternativa é deixar o país sem governo, haverá pressão sobre os partidos."

Outra possibilidade seria uma grande coalizão entre os dois partidos mais tradicionais, o PP e o PSOE. Essa opção tem precedentes em outros países europeus, como a Alemanha.

"A alternativa é um governo de esquerda que pelo menos precisa ter cinco partidos", disse Ramón Cotarelo, cientista político na UNED. Segundo ele, uma grande coalizão funcionaria somente como último recurso, mas também uma grande coalizão de esquerda parece difícil. "Com esses números, o país é ingovernável", acredita Cotarelo.

O processo de formação de governo pode levar dias ou mesmo semanas. Agora, o chefe de Estado, o rei Felipe VI, deve se reunir com os grupos representados no Parlamento. Depois disso, o monarca propõe a um dos líderes de partido que forme um governo. Caso esse indicado não consiga maioria absoluta no Parlamento, posteriormente necessitará apenas de maioria simples para se tornar premiê. Mas isso deixaria o governo exposto a eventuais moções de censura para derrubá-lo. Fonte: Associated Press.



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Resultado de eleições gerais gera período de incerteza política na Espanha


21/12/2015 | 05:34


As eleições gerais de domingo na Espanha resultaram no início de um período de incertezas para a próxima legislatura. Os espanhóis decidiram manter o Partido Popular (PP) como o mais votado, porém agora sem maioria suficiente para governar sozinho e exposto a uma aliança de siglas menores que pode tirá-lo do poder.

O partido esquerdista Podemos e a sigla Ciudadanos, próxima ao setor empresarial, passaram a ter representação no Parlamento, o que acabou com três décadas de bipartidarismo na Espanha. Agora, pode haver semanas de negociações entre diferentes partidos para a formação de um governo. "Hoje não vamos saber quem será o próximo primeiro-ministro, nem na próxima semana tampouco devemos ter nada muito claro", disse o cientista político Jorge Piquer, da IE University.

Com 100% dos votos apurados, o conservador PP havia conseguido 123 cadeiras, no Parlamento de 250 vagas, o que não lhe dava maioria absoluta e nem mesmo garantia uma aliança com o recém-chegado Ciudadanos, que obteve 40 postos. "Voltamos a ganhar as eleições", disse o premiê Mariano Rajoy após conhecer os resultados. "Vou tentar formar governo e creio que a Espanha necessita de um governo estável", discursou. Para se ter a maioria absoluta, seriam necessárias 176 cadeiras.

A segunda sigla mais votada foi o Partido Socialista Obrero Español, com 90 cadeiras. Podemos e Ciudadanos entram no Parlamento como a terceira e a quarta forças políticas do país, com 42 e 40 deputados, respectivamente. Com grupos aliados, porém, o Podemos pode aumentar sua influência para até 69 cadeiras.

Os números abrem a porta para uma possível aliança entre o PSOE, o Podemos e o Ciudadanos para tirar Rajoy do poder. Por outro lado, há importantes divergências entre essas siglas. "Alcançar um acordo entre os socialistas, Ciudadanos e Podemos não será simples, porque estão divididos em temas cruciais, principalmente a independência da Catalunha", disse Federico Santi, analista do Eurasia Group. "Mas se a alternativa é deixar o país sem governo, haverá pressão sobre os partidos."

Outra possibilidade seria uma grande coalizão entre os dois partidos mais tradicionais, o PP e o PSOE. Essa opção tem precedentes em outros países europeus, como a Alemanha.

"A alternativa é um governo de esquerda que pelo menos precisa ter cinco partidos", disse Ramón Cotarelo, cientista político na UNED. Segundo ele, uma grande coalizão funcionaria somente como último recurso, mas também uma grande coalizão de esquerda parece difícil. "Com esses números, o país é ingovernável", acredita Cotarelo.

O processo de formação de governo pode levar dias ou mesmo semanas. Agora, o chefe de Estado, o rei Felipe VI, deve se reunir com os grupos representados no Parlamento. Depois disso, o monarca propõe a um dos líderes de partido que forme um governo. Caso esse indicado não consiga maioria absoluta no Parlamento, posteriormente necessitará apenas de maioria simples para se tornar premiê. Mas isso deixaria o governo exposto a eventuais moções de censura para derrubá-lo. Fonte: Associated Press.

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