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Kirchner ataca indústria brasileira


Da AFP

14/05/2005 | 19:57


O presidente argentino, Néstor Kirchner, acusou neste sábado o Brasil, mais particularmente o "establishment brasileiro", de querer concentrar em São Paulo o desenvolvimento industrial e deixar "sem indústrias" o restante da América Latina.

"Isso vai ser sempre assim, acostumemo-nos: o Brasil quer ter uma grande indústria em São Paulo e que, depois, toda a América Latina fique sem indústrias", criticou Kirchner, em declarações à rádio portenha Del Plata, falando de sua província natal, Santa Cruz.

O presidente, que disparou sua metralhadora sobretudo contra o "establishment brasileiro que está lá em São Paulo", voltou a classificar de "excelente" a relação com seu colega Luiz Inácio Lula da Silva, embora tenha considerado que "com o Brasil há uma disputa de interesses".

Kirchner garantiu que a intenção de seu governo é que estas diferenças "sejam discutidas racionalmente, como corresponde", motivo pelo qual o ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, apresentou no Brasil uma nova proposta para equiparar as assimetrias no Mercosul.

"Nós devemos nos resignar (com o fato de) que nos anos 90 fizemos uma Argentina absolutamente dependente, nós a esvaziamos, nós a quebramos", admitiu, insistindo que a tarefa de seu governo "agora é recuperar o sentido de reindustrializar a Argentina".

"Que o Brasil se industrialize, mas que o país (Argentina) se industrialize também", destacou o presidente.



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Kirchner ataca indústria brasileira

Da AFP

14/05/2005 | 19:57


O presidente argentino, Néstor Kirchner, acusou neste sábado o Brasil, mais particularmente o "establishment brasileiro", de querer concentrar em São Paulo o desenvolvimento industrial e deixar "sem indústrias" o restante da América Latina.

"Isso vai ser sempre assim, acostumemo-nos: o Brasil quer ter uma grande indústria em São Paulo e que, depois, toda a América Latina fique sem indústrias", criticou Kirchner, em declarações à rádio portenha Del Plata, falando de sua província natal, Santa Cruz.

O presidente, que disparou sua metralhadora sobretudo contra o "establishment brasileiro que está lá em São Paulo", voltou a classificar de "excelente" a relação com seu colega Luiz Inácio Lula da Silva, embora tenha considerado que "com o Brasil há uma disputa de interesses".

Kirchner garantiu que a intenção de seu governo é que estas diferenças "sejam discutidas racionalmente, como corresponde", motivo pelo qual o ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, apresentou no Brasil uma nova proposta para equiparar as assimetrias no Mercosul.

"Nós devemos nos resignar (com o fato de) que nos anos 90 fizemos uma Argentina absolutamente dependente, nós a esvaziamos, nós a quebramos", admitiu, insistindo que a tarefa de seu governo "agora é recuperar o sentido de reindustrializar a Argentina".

"Que o Brasil se industrialize, mas que o país (Argentina) se industrialize também", destacou o presidente.

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