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Há um ano, demitidos da Forjafrio esperam rescisão

Edmilson Magalhães/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

13/10/2009 | 07:00


Há um ano os trabalhadores da Forjafrio, empresa de autopeças de Mauá, vivem um drama. Depois de serem demitidos - 50 funcionários em outubro de 2008 e 200 em janeiro deste ano -, os metalúrgicos ainda não receberam os valores referentes às rescisões trabalhistas.

No decorrer do ano, os trabalhadores realizaram greves e protestos, mas a empresa não pagou as dívidas. O diretor da executiva do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Osmar Cesar Fernandes, explicou que a empresa está em recuperação judicial.

"Estamos atados pela burocracia. O juiz da vara civil decretou direito de recuperação judicial para a empresa e, com isso, os trabalhadores têm de esperar até que a Forjafrio tenha recursos para pagar a dívida."

Para tentar amenizar a situação, o sindicato conseguiu autorização, junto ao ao Ministério do Trabalho, para que os 250 colaboradores demitidos pudessem sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e as parcelas do seguro-desemprego.

"Não temos como prever quando os metalúrgicos vão receber os valores, mas o setor jurídico do sindicato está acompanhando o processo e já deu entrada com ação judicial reivindicando os direitos dos colaboradores na instância trabalhista", destacou Fernandes.

Mesmo depois de demitir os 250 trabalhadores, a Forjafrio ainda funciona com outros 250 colaboradores. Segundo o diretor, este é outro problema que o sindicato tem nas mãos. De acordo com a entidade, a empresa não está depositando o valor correspondente ao FGTS dos funcionários. "A dívida é de R$ 734 mil. A metalúrgica fez acordo com a Caixa Econômica Federal e prometeu quitar o montante em 80 meses", lembrou o sindicalista.

Além disso, a empresa possui mais dívidas. "A companhia não pagou o abono referente ao ano de 2008, nem a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados)", afirmou Fernandes.

Na última semana os trabalhadores rejeitaram proposta da Forjafrio, que previa o pagamento dos benefícios em três parcelas. "Vamos esperar contraproposta. Caso a metalúrgica não se pronuncie, vamos declarar greve na companhia esta semana", prometeu o sindicalista.

Procurada pela reportagem, a Forjafrio não retornou ao contato.



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Há um ano, demitidos da Forjafrio esperam rescisão

Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

13/10/2009 | 07:00


Há um ano os trabalhadores da Forjafrio, empresa de autopeças de Mauá, vivem um drama. Depois de serem demitidos - 50 funcionários em outubro de 2008 e 200 em janeiro deste ano -, os metalúrgicos ainda não receberam os valores referentes às rescisões trabalhistas.

No decorrer do ano, os trabalhadores realizaram greves e protestos, mas a empresa não pagou as dívidas. O diretor da executiva do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Osmar Cesar Fernandes, explicou que a empresa está em recuperação judicial.

"Estamos atados pela burocracia. O juiz da vara civil decretou direito de recuperação judicial para a empresa e, com isso, os trabalhadores têm de esperar até que a Forjafrio tenha recursos para pagar a dívida."

Para tentar amenizar a situação, o sindicato conseguiu autorização, junto ao ao Ministério do Trabalho, para que os 250 colaboradores demitidos pudessem sacar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e as parcelas do seguro-desemprego.

"Não temos como prever quando os metalúrgicos vão receber os valores, mas o setor jurídico do sindicato está acompanhando o processo e já deu entrada com ação judicial reivindicando os direitos dos colaboradores na instância trabalhista", destacou Fernandes.

Mesmo depois de demitir os 250 trabalhadores, a Forjafrio ainda funciona com outros 250 colaboradores. Segundo o diretor, este é outro problema que o sindicato tem nas mãos. De acordo com a entidade, a empresa não está depositando o valor correspondente ao FGTS dos funcionários. "A dívida é de R$ 734 mil. A metalúrgica fez acordo com a Caixa Econômica Federal e prometeu quitar o montante em 80 meses", lembrou o sindicalista.

Além disso, a empresa possui mais dívidas. "A companhia não pagou o abono referente ao ano de 2008, nem a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados)", afirmou Fernandes.

Na última semana os trabalhadores rejeitaram proposta da Forjafrio, que previa o pagamento dos benefícios em três parcelas. "Vamos esperar contraproposta. Caso a metalúrgica não se pronuncie, vamos declarar greve na companhia esta semana", prometeu o sindicalista.

Procurada pela reportagem, a Forjafrio não retornou ao contato.

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