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Economia

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Comércio lidera abertura de empresas


Soraia Abreu Pedrozo
do Diário do Grande ABC

27/02/2011 | 07:09


Das 86.627 empresas existentes no Grande ABC, 99% são MPEs (Micro e Pequenas Empresas). Dessas 85.383, quase a metade está no comércio (47,2%). Na sequência, o setor que mais tem estabelecimentos desse porte, é o de serviços (39,9%). Por último, aparece a indústria, com a menor fatia do mercado (12,8%).

Isso é o que aponta pesquisa realizada pelo Sebrae-SP em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP (Universidade de São Paulo), que levou em consideração dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2007.

De 2000 para cá houve crescimento de 33,6% ou 21.520 estabelecimentos desse porte, o que dá média de expansão anual na faixa de 4,2%.

Segundo o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves, essa expansão se deve principalmente ao crescimento da população e da renda no Grande ABC. Nesse período, o número de habitantes elevou 1,2%, chegando a 2,5 milhões de pessoas.

 "À medida em que existem mais pessoas para habitar uma região, o consumo aumenta, e é preciso atender a demanda dessa nova população. É aí que se tem mais oportunidades de negócio."

São considerados MPEs estabelecimentos com até 99 empregados na indústria e até 49 no comércio e em serviços.

Em 2000, existiam 63.863 empresas, e a maior parte também pertencia ao comércio (49,3%). Serviços (36,7%) continuava na segunda colocação e, indústria (13,8%), com a menor parcela.

Na comparação entre os dois períodos, percebe-se que o comércio e a indústria perderam espaço para serviços, que obteve crescimento de 5,5% ao ano. Comércio registrou incremento de 3,6% ao ano e a indústria, 3,1%.

 "Com a soma dos dois fatores, aumento de renda e da população, a tendência é que haja maior expansão no setor de serviços, com maior oferta de opções de lazer, como cinemas e restaurantes, de saúde, como clínicas e academias, e de educação, como escolas. Além disso, essas empresas requerem menos investimentos do que uma indústria, por exemplo", explica Gonçalves.

Setor de prestação de serviços reúne 34.092 estabelecimentos

O estudo mapeou em quais subsetores se dá a maior parte da abertura de empresas. Dentre as 40.325 MPEs do comércio, 3.102 estão no segmento de varejo de materiais de construção, 3.093 no vestuário e 2.444 na venda de autopeças.

A maior parte das 34.092 pequenas de serviços, 12.024, está naqueles prestados principalmente às empresas. "Aqui concentram-se arquitetos, contadores, advogados, vigilantes e faxineiras, entre outros, que desenvolvem atividades às companhias, principalmente as do parque industrial do Grande ABC", explica Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP.

Na sequência aparecem alojamento e alimentação, com 6.472 MPEs e atividades de informática e serviços relacionados, com 5.270. "Esse segmento merece destaque. De 2000 a 2007 obteve o maior crescimento dos serviços, de 12,5% ao ano. Como a região é industrializadas e essa é uma área relativamente nova, ainda há muito mercado a ser explorado."

Na indústria, das 10.966 micro e pequenas, 2.221 estão na construção, 1.569 na fabricação de produtos de metal e 1.034 na fabricação de máquinas e equipamentos.



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Comércio lidera abertura de empresas

Soraia Abreu Pedrozo
do Diário do Grande ABC

27/02/2011 | 07:09


Das 86.627 empresas existentes no Grande ABC, 99% são MPEs (Micro e Pequenas Empresas). Dessas 85.383, quase a metade está no comércio (47,2%). Na sequência, o setor que mais tem estabelecimentos desse porte, é o de serviços (39,9%). Por último, aparece a indústria, com a menor fatia do mercado (12,8%).

Isso é o que aponta pesquisa realizada pelo Sebrae-SP em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) da USP (Universidade de São Paulo), que levou em consideração dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2007.

De 2000 para cá houve crescimento de 33,6% ou 21.520 estabelecimentos desse porte, o que dá média de expansão anual na faixa de 4,2%.

Segundo o consultor do Sebrae-SP Pedro João Gonçalves, essa expansão se deve principalmente ao crescimento da população e da renda no Grande ABC. Nesse período, o número de habitantes elevou 1,2%, chegando a 2,5 milhões de pessoas.

 "À medida em que existem mais pessoas para habitar uma região, o consumo aumenta, e é preciso atender a demanda dessa nova população. É aí que se tem mais oportunidades de negócio."

São considerados MPEs estabelecimentos com até 99 empregados na indústria e até 49 no comércio e em serviços.

Em 2000, existiam 63.863 empresas, e a maior parte também pertencia ao comércio (49,3%). Serviços (36,7%) continuava na segunda colocação e, indústria (13,8%), com a menor parcela.

Na comparação entre os dois períodos, percebe-se que o comércio e a indústria perderam espaço para serviços, que obteve crescimento de 5,5% ao ano. Comércio registrou incremento de 3,6% ao ano e a indústria, 3,1%.

 "Com a soma dos dois fatores, aumento de renda e da população, a tendência é que haja maior expansão no setor de serviços, com maior oferta de opções de lazer, como cinemas e restaurantes, de saúde, como clínicas e academias, e de educação, como escolas. Além disso, essas empresas requerem menos investimentos do que uma indústria, por exemplo", explica Gonçalves.

Setor de prestação de serviços reúne 34.092 estabelecimentos

O estudo mapeou em quais subsetores se dá a maior parte da abertura de empresas. Dentre as 40.325 MPEs do comércio, 3.102 estão no segmento de varejo de materiais de construção, 3.093 no vestuário e 2.444 na venda de autopeças.

A maior parte das 34.092 pequenas de serviços, 12.024, está naqueles prestados principalmente às empresas. "Aqui concentram-se arquitetos, contadores, advogados, vigilantes e faxineiras, entre outros, que desenvolvem atividades às companhias, principalmente as do parque industrial do Grande ABC", explica Pedro João Gonçalves, consultor do Sebrae-SP.

Na sequência aparecem alojamento e alimentação, com 6.472 MPEs e atividades de informática e serviços relacionados, com 5.270. "Esse segmento merece destaque. De 2000 a 2007 obteve o maior crescimento dos serviços, de 12,5% ao ano. Como a região é industrializadas e essa é uma área relativamente nova, ainda há muito mercado a ser explorado."

Na indústria, das 10.966 micro e pequenas, 2.221 estão na construção, 1.569 na fabricação de produtos de metal e 1.034 na fabricação de máquinas e equipamentos.

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