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Justiça mantém
Saulo no pleito

Juiz eleitoral de Ribeirão Pires julgou improcedente a ação
que pedia cassação da candidatura do prefeiturável do PMDB


Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

04/10/2012 | 07:07


O juiz eleitoral de Ribeirão Pires, José Wellington Bezerra da Costa Neto, julgou improcedente a ação movida pela coligação Unidos para Seguir Avançando, encabeçada pelo prefeiturável do PPS Edinaldo de Menezes, o Dedé, que pedia a cassação da candidatura do peemedebista Saulo Benevides por abuso de poder econômico.

De acordo com a acusação, Saulo teria usado jornal da cidade para veicular matérias a seu favor e a estrutura da campanha (carros e cabos eleitorais) para distribuir a publicação.

"Estávamos bem confiantes e tínhamos certeza de que nenhuma infração tinha sido cometida", comentou Saulo, em clima de festa.

Na sentença, o juiz escreve que o ponto fundamental do processo foi a análise das matérias jornalísticas veiculadas. Entretanto, o magistrado compara a publicação (alvo na acusação) com o jornal que pertence à família de Dedé, em que foi encartado, em 2004, panfleto político que culminou no indeferimento da candidatura do popular-socialista na eleição deste ano. "Nas possíveis ligações com os candidatos, os periódicos em questão são símiles".

O juiz também questionou o fato de a acusação ter afirmado que o jornal doou, sem recibo, cerca de 100 mil exemplares de uma das edições (que replicava manchete do Diário apontando Saulo como líder na pesquisa eleitoral) à campanha do peemedebista. "Somente em juízo de futurologia poderia saber se a dita doação será ou não contabilizada, já que a prestação de contas é evento futuro."

Entretanto, o juiz não menciona no documento argumento em relação à possibilidade de Saulo ter usado a estrutura de sua campanha para entregar o jornal.

O advogado do popular-socialista, Alexandre Damásio Coelho, afirmou que irá recorrer da decisão e também contra a sentença que absolveu, na terça-feira, a chapa de Saulo de outra cassação. A vice Lair da Apraespi (PSC) - que já foi substituída pela irmã Leo da Apraespi - participou da inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas), ação proibida para candidatos. "(A sentença do juiz) É uma afronta à lisura do pleito. Acredito que houve certa influência por conta da proximidade com a eleição, o que poderia acarretar em uma nova votação."

Isso ocorreria se Saulo fosse indeferido e, juntamente com Dedé, que já está com a candidatura barrada, obtivesse mais de 50% dos votos válidos. Os sufrágios seriam considerados anulados e teria de ser convocada outra eleição.



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Justiça mantém
Saulo no pleito

Juiz eleitoral de Ribeirão Pires julgou improcedente a ação
que pedia cassação da candidatura do prefeiturável do PMDB

Erica Martin
Do Diário do Grande ABC

04/10/2012 | 07:07


O juiz eleitoral de Ribeirão Pires, José Wellington Bezerra da Costa Neto, julgou improcedente a ação movida pela coligação Unidos para Seguir Avançando, encabeçada pelo prefeiturável do PPS Edinaldo de Menezes, o Dedé, que pedia a cassação da candidatura do peemedebista Saulo Benevides por abuso de poder econômico.

De acordo com a acusação, Saulo teria usado jornal da cidade para veicular matérias a seu favor e a estrutura da campanha (carros e cabos eleitorais) para distribuir a publicação.

"Estávamos bem confiantes e tínhamos certeza de que nenhuma infração tinha sido cometida", comentou Saulo, em clima de festa.

Na sentença, o juiz escreve que o ponto fundamental do processo foi a análise das matérias jornalísticas veiculadas. Entretanto, o magistrado compara a publicação (alvo na acusação) com o jornal que pertence à família de Dedé, em que foi encartado, em 2004, panfleto político que culminou no indeferimento da candidatura do popular-socialista na eleição deste ano. "Nas possíveis ligações com os candidatos, os periódicos em questão são símiles".

O juiz também questionou o fato de a acusação ter afirmado que o jornal doou, sem recibo, cerca de 100 mil exemplares de uma das edições (que replicava manchete do Diário apontando Saulo como líder na pesquisa eleitoral) à campanha do peemedebista. "Somente em juízo de futurologia poderia saber se a dita doação será ou não contabilizada, já que a prestação de contas é evento futuro."

Entretanto, o juiz não menciona no documento argumento em relação à possibilidade de Saulo ter usado a estrutura de sua campanha para entregar o jornal.

O advogado do popular-socialista, Alexandre Damásio Coelho, afirmou que irá recorrer da decisão e também contra a sentença que absolveu, na terça-feira, a chapa de Saulo de outra cassação. A vice Lair da Apraespi (PSC) - que já foi substituída pela irmã Leo da Apraespi - participou da inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas), ação proibida para candidatos. "(A sentença do juiz) É uma afronta à lisura do pleito. Acredito que houve certa influência por conta da proximidade com a eleição, o que poderia acarretar em uma nova votação."

Isso ocorreria se Saulo fosse indeferido e, juntamente com Dedé, que já está com a candidatura barrada, obtivesse mais de 50% dos votos válidos. Os sufrágios seriam considerados anulados e teria de ser convocada outra eleição.

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