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As novas relações e o varejo

As relações de compra e venda, tão antigas, estão sofrendo uma verdadeira revolução. A mudança de comportamento é evidente


Cláudio Conz

25/10/2012 | 00:00


Tenho acompanhado notícias sobre o aumento e a expansão da utilização das redes sociais, algo que não é novidade para ninguém. O avanço da tecnologia é, sem dúvida, um grande feito e uma enorme comodidade para nossas vidas. O Facebook, que em seu lançamento reuniu 100 milhões de usuários em apenas nove meses, cresceu mais rápido que a televisão (que teve 50 milhões de telespectadores em 13 anos) e que o rádio (50 milhões de ouvintes em 38 anos). Se esta rede social fosse um país, teria uma população maior que a do Brasil!

Todos os dias, vejo grandes negócios sendo fechados on-line. Para se ter uma ideia da importância da rede, de acordo com informações do E-Consultancy, 80% das empresas norte-americanas utilizam ou planejam utilizar a internet para encontrar novos funcionários e 64% dos mercadólogos utilizam mídias sociais por mais de cinco horas diárias.

No entanto, fico pensando também que, se alguns pontos não forem bem trabalhados, podem se voltar contra nós. Tenho observado pessoas com algumas competências pouco desenvolvidas e acredito que, em parte, isso possa se dar pelo fato de terem se tornado heavy users das tecnologias, sem se preocupar com o desenvolvimento de outras habilidades. Muitas pessoas aprenderam apenas a se comunicar pela internet. Por exemplo, em uma negociação face to face, sinto que pode faltar maturidade para ler as expressões corporais daquele a quem se quer convencer. Esta é uma habilidade que pode se perder se as negociações ficarem restritas cada vez mais ao mundo on-line.

No caso específico do varejo, o desafio é grande. As relações de compra e venda, tão antigas, estão sofrendo uma verdadeira revolução. A mudança de comportamento é evidente. Tanto meu grupo consumidor como meu grupo de colaboradores agora são formados, em grande parte, por integrantes da geração ‘Y'.

A geração ‘Y' é multitarefas. Vive conectada e suas ferramentas de trabalho (e por que não de compra e consumo?) são softwares e eletrônicos. Eles são individualistas e imediatistas, querem recompensas rapidamente. Buscam inovações, aprendizado. Entre suas características estão o engajamento, o comprometimento e a integridade. O terno e a gravata não são para eles mais sinônimo de sucesso profissional, como era antigamente. Eles costumam considerar sua vida pessoal tão importante quanto o trabalho.

Hoje, o mundo é movido pela inovação e conquista do mercado. Trabalhar essa geração e para essa geração e entendê-la em seus pontos fortes e fracos são, sem dúvida, importantes diferenciais competitivos para o varejista.



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As novas relações e o varejo

As relações de compra e venda, tão antigas, estão sofrendo uma verdadeira revolução. A mudança de comportamento é evidente

Cláudio Conz

25/10/2012 | 00:00


Tenho acompanhado notícias sobre o aumento e a expansão da utilização das redes sociais, algo que não é novidade para ninguém. O avanço da tecnologia é, sem dúvida, um grande feito e uma enorme comodidade para nossas vidas. O Facebook, que em seu lançamento reuniu 100 milhões de usuários em apenas nove meses, cresceu mais rápido que a televisão (que teve 50 milhões de telespectadores em 13 anos) e que o rádio (50 milhões de ouvintes em 38 anos). Se esta rede social fosse um país, teria uma população maior que a do Brasil!

Todos os dias, vejo grandes negócios sendo fechados on-line. Para se ter uma ideia da importância da rede, de acordo com informações do E-Consultancy, 80% das empresas norte-americanas utilizam ou planejam utilizar a internet para encontrar novos funcionários e 64% dos mercadólogos utilizam mídias sociais por mais de cinco horas diárias.

No entanto, fico pensando também que, se alguns pontos não forem bem trabalhados, podem se voltar contra nós. Tenho observado pessoas com algumas competências pouco desenvolvidas e acredito que, em parte, isso possa se dar pelo fato de terem se tornado heavy users das tecnologias, sem se preocupar com o desenvolvimento de outras habilidades. Muitas pessoas aprenderam apenas a se comunicar pela internet. Por exemplo, em uma negociação face to face, sinto que pode faltar maturidade para ler as expressões corporais daquele a quem se quer convencer. Esta é uma habilidade que pode se perder se as negociações ficarem restritas cada vez mais ao mundo on-line.

No caso específico do varejo, o desafio é grande. As relações de compra e venda, tão antigas, estão sofrendo uma verdadeira revolução. A mudança de comportamento é evidente. Tanto meu grupo consumidor como meu grupo de colaboradores agora são formados, em grande parte, por integrantes da geração ‘Y'.

A geração ‘Y' é multitarefas. Vive conectada e suas ferramentas de trabalho (e por que não de compra e consumo?) são softwares e eletrônicos. Eles são individualistas e imediatistas, querem recompensas rapidamente. Buscam inovações, aprendizado. Entre suas características estão o engajamento, o comprometimento e a integridade. O terno e a gravata não são para eles mais sinônimo de sucesso profissional, como era antigamente. Eles costumam considerar sua vida pessoal tão importante quanto o trabalho.

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