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Após bate-boca, projeto contra diversidade sexual é adiado

Manifestantes ocuparam as galerias da Câmara em crítica à proposta do vereador Sargento Lobo


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

20/09/2019 | 07:00


Diante de tumulto no plenário da Câmara de Santo André, projeto que proíbe nas escolas de Santo André a abordagem do tema ideologia de gênero e orientação sexual foi adiado ontem por uma sessão. Depois de protesto tímido na terça-feira, manifestação, majoritariamente composta por professores, ocupou as galerias da casa para protestar contra a proposta, de autoria do vereador Sargento Lobo (SD) e que registrou votação favorável em primeira discussão.

Na apreciação inicial, apenas a bancada do PT se posicionou contrária à matéria, que deve voltar à pauta na terça-feira. “Abaixo à censura e perseguição”, dizia uma das faixas colocadas no local. O projeto detalha que a proibição “se estende a todos os servidores de cada unidade, bem como eventuais convidados sob qualquer pretexto”.

O texto frisa que, confirmada denúncia de descumprimento dos termos, “o servidor responsável pela infração será afastado por 30 dias, com prejuízo de seus vencimentos, e na reincidência será afastado por 90 dias”. “Ocorrendo nova infração o servidor será desligado do serviço público municipal”.

Lobo desqualificou a manifestação ao atrelar o conjunto de participantes à “militância” de esquerda. “É ideologia sustentada por PCdoB, Psol e PT, pessoal que defende o Lula Livre. Professor está na escola para dar aula. Não pensem que todos seguem (esse conceito de vocês). Estou ouvindo muita gente, e somos maioria contrária (à orientação sexual nas escolas)”, defendeu, após bate-boca, sugerindo erroneamente que o projeto já havia passado por duas votações.

Diretora da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maíra Machado usou a tribuna e criticou o teor reacionário do projeto, “apoiado em governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL). “Querem calar a voz dos professores e da juventude. É de defesa da moral e bons costumes dele. A moral que ele defende é moral de agressor de mulher, como o assessor do (próprio) Lobo.” 



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Após bate-boca, projeto contra diversidade sexual é adiado

Manifestantes ocuparam as galerias da Câmara em crítica à proposta do vereador Sargento Lobo

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

20/09/2019 | 07:00


Diante de tumulto no plenário da Câmara de Santo André, projeto que proíbe nas escolas de Santo André a abordagem do tema ideologia de gênero e orientação sexual foi adiado ontem por uma sessão. Depois de protesto tímido na terça-feira, manifestação, majoritariamente composta por professores, ocupou as galerias da casa para protestar contra a proposta, de autoria do vereador Sargento Lobo (SD) e que registrou votação favorável em primeira discussão.

Na apreciação inicial, apenas a bancada do PT se posicionou contrária à matéria, que deve voltar à pauta na terça-feira. “Abaixo à censura e perseguição”, dizia uma das faixas colocadas no local. O projeto detalha que a proibição “se estende a todos os servidores de cada unidade, bem como eventuais convidados sob qualquer pretexto”.

O texto frisa que, confirmada denúncia de descumprimento dos termos, “o servidor responsável pela infração será afastado por 30 dias, com prejuízo de seus vencimentos, e na reincidência será afastado por 90 dias”. “Ocorrendo nova infração o servidor será desligado do serviço público municipal”.

Lobo desqualificou a manifestação ao atrelar o conjunto de participantes à “militância” de esquerda. “É ideologia sustentada por PCdoB, Psol e PT, pessoal que defende o Lula Livre. Professor está na escola para dar aula. Não pensem que todos seguem (esse conceito de vocês). Estou ouvindo muita gente, e somos maioria contrária (à orientação sexual nas escolas)”, defendeu, após bate-boca, sugerindo erroneamente que o projeto já havia passado por duas votações.

Diretora da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Maíra Machado usou a tribuna e criticou o teor reacionário do projeto, “apoiado em governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL). “Querem calar a voz dos professores e da juventude. É de defesa da moral e bons costumes dele. A moral que ele defende é moral de agressor de mulher, como o assessor do (próprio) Lobo.” 

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