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Roupa do papai-noel já foi verde

Andréa Iseki/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

15/11/2009 | 07:15


Um homem de roupa verde, típica de regiões frias, magro e bastante generoso. São Nicolau, bispo da cidade de Mira, atual Turquia, no século 4, foi a inspiração para o papai-noel. Com o passar do tempo, o personagem ganhou peso, barba e novas cores. A roupa, inclusive, deixa dúvidas até hoje, como muitas histórias sobre o Natal.

"A roupa dele era verde até meados do século passado, quando a Coca-Cola patrocinou uma festa de final de ano, em Nova York, e acabou colocando as cores da marca, branco e vermelho, na roupa", revela a professora Heloísa Omini, do curso de Pós-graduação de Comunicação com o Mercado, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). A emoção das crianças foi tanta que a nova imagem acabou ganhando os anúncios do refrigerante em cartazes, revistas e jornais da época.

"Tenho certeza que se vestia de marrom porque pesquisei", discordou Daniel Roque Ferreira, 64 anos, papai-noel do Shopping Metrópole há quatro anos, que fez questão de saber a origem do personagem que interpreta há oito. O aposentado conta que não comemora a data com a família. "Mas me sinto bastante agradecido pelo que faço. Em cada ambiente que estou é uma emoção diferente das pessoas", lembra Ferreira, que já foi sindicalista na década de 1990.

A professora Heloísa conta, ainda, que a roupa não tem relação com o clima tropical do Brasil. "Ninguém imagina um papai-noel de bermuda. Então, incorporamos essa imagem", completou.

Nelson Godoi, 71, já se acostumou com a vestimenta. Há oito anos usa a calça, camisa e o gorro de veludo, além da bota de cano alto. "Esta bota já tenho há uns cinco anos, e a roupa, pra ficar sentado dentro do shopping, com ar-condicionado, não é ruim. Agora, aqui fora está bastante quente", comentou Godoi, durante sessão de fotos para o Diário.

Ele conta com uma ajudante especial: Ione Alves Godoi, sua esposa. Ela é quem cuida de sua barba e cabelo, faz reparos nas roupas quando necessário e, em alguns eventos, faz par com o marido como mamãe-noel. "Faço hidratação na barba. Já tive clientes, mas agora só cuido dele porque tive um problema na mão", contou Ione, que é cabeleireira, costureira e mantém uma oficina e um salão de beleza em casa.

Entrevistados desconhecem origem do personagem

Existem muitas histórias sobre o ato de se presentear os outros no Natal. Uma delas diz respeito ao bispo de Mira, que deu origem ao papai-noel. Ele teria sido muito rico e generoso e por isso presenteava os pobres. Vários milagres, inclusive, foram atribuídos a ele, que foi canonizado um século depois de sua morte. Outra é por causa dos três reis magos, que presentearam Jesus Cristo ao nascer.

O empresário Carlos Carvalho não sabe a origem dos presentes e do papai-noel, apesar de já ser tradição na família se vestir como tal. "Faço há 11 anos. Meu pai fazia e meu avô também. Quando coloco a roupa lembro muito do meu pai, que já morreu", declarou Carvalho, que visitou seis instituições de caridade da região em 2008. Neste ano, está à procura de novas entidades. As interessadas devem entrar em contato no telefone 8504-1073.

"É uma data importante para reunir a família", concluiu o empresário que levou a filha vestida de mamãe-noel para ver a chegada do personagem no Shopping ABC.

Outros ouvidos pelo Diário também não souberam dizer a origem do bom velhinho. "Só sei que a roupa dele não era vermelha", arriscou Fábio Troiane, que passou o Natal de 1998 às escuras com os familiares, incluindo a esposa e o primeiro filho do casal. "Faltou luz, e acabamos entrando no clima natalino. Ficamos mais juntos, conversamos bastante a noite toda", lembrou Cibele Troiane, supervisora de vendas. "Acho que ele vem do Polo Norte", brincou Mara Rodrigues, balconista e católica praticante. "Vou à missa no dia 24. É preciso não esquecer o nascimento de Jesus", completou.

Neide Ricardi, Humberto Barros e o filho Lucca, 4 anos, passaram a data na Inglaterra em 2007. "Foi uma experiência diferente porque nevou e até fizemos o tradicional boneco, que não tem aqui", disse Ricardi.

Natal já existia 7.000 anos antes de Cristo

A atual festa de Natal com ceia, troca de presentes e toda a simbologia que a data carrega começou a ser desenhada 7.000 anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Segundo a Enciclopédia Britânica, naquele tempo, as civilizações celebravam o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte.

A partir desse dia, ocorre o renascimento do Sol, que fica cada vez mais tempo no céu. Em Roma, no século 2, a festa foi incorporada para comemorar o nascimento do deus persa Mitra, que representa a luz, sabedoria e solidariedade. As famílias já trocavam presentes e realizavam banquetes. Depois, no século 4, os cristãos, que queriam disseminar a religião e fazer frente às comemorações do solstício, oficializaram 25 de dezembro como nascimento de Jesus.

LUZES E SINOS - Nos shoppings, a decoração ganhou mais espaço no final da década de 1980, com o aumento da concorrência. As luzes e sinos nos shoppings e centros comerciais não é simplesmente elemento decorativo. "É pra dar a sensação de urgência, de que o Natal já está aí e que você precisa consumir", conta Heloísa Omini, professora de marketing da ESPM. "A decoração também entretem o cliente no momento do consumo", completa.

CEIA NATALINA - A ceia de Natal com peru e frutas secas tem origem no inverno, que na região norte é em dezembro. "A tradição da ceia como é hoje vem dos países norte-americanos, onde não tem frutas frescas nessa época. Por isso, o consumo das frutas secas, bastante calóricas, próprias para o clima frio", explicou Omini. Ainda segundo a especialista em marketing, o peru é uma ave típica da mesma região e sempre foi à mesa em datas especiais como o Dia de Ação de Graças, quando se faz uma refeição com amigos ou família para agradecer pelo que se tem.



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Roupa do papai-noel já foi verde

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

15/11/2009 | 07:15


Um homem de roupa verde, típica de regiões frias, magro e bastante generoso. São Nicolau, bispo da cidade de Mira, atual Turquia, no século 4, foi a inspiração para o papai-noel. Com o passar do tempo, o personagem ganhou peso, barba e novas cores. A roupa, inclusive, deixa dúvidas até hoje, como muitas histórias sobre o Natal.

"A roupa dele era verde até meados do século passado, quando a Coca-Cola patrocinou uma festa de final de ano, em Nova York, e acabou colocando as cores da marca, branco e vermelho, na roupa", revela a professora Heloísa Omini, do curso de Pós-graduação de Comunicação com o Mercado, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing). A emoção das crianças foi tanta que a nova imagem acabou ganhando os anúncios do refrigerante em cartazes, revistas e jornais da época.

"Tenho certeza que se vestia de marrom porque pesquisei", discordou Daniel Roque Ferreira, 64 anos, papai-noel do Shopping Metrópole há quatro anos, que fez questão de saber a origem do personagem que interpreta há oito. O aposentado conta que não comemora a data com a família. "Mas me sinto bastante agradecido pelo que faço. Em cada ambiente que estou é uma emoção diferente das pessoas", lembra Ferreira, que já foi sindicalista na década de 1990.

A professora Heloísa conta, ainda, que a roupa não tem relação com o clima tropical do Brasil. "Ninguém imagina um papai-noel de bermuda. Então, incorporamos essa imagem", completou.

Nelson Godoi, 71, já se acostumou com a vestimenta. Há oito anos usa a calça, camisa e o gorro de veludo, além da bota de cano alto. "Esta bota já tenho há uns cinco anos, e a roupa, pra ficar sentado dentro do shopping, com ar-condicionado, não é ruim. Agora, aqui fora está bastante quente", comentou Godoi, durante sessão de fotos para o Diário.

Ele conta com uma ajudante especial: Ione Alves Godoi, sua esposa. Ela é quem cuida de sua barba e cabelo, faz reparos nas roupas quando necessário e, em alguns eventos, faz par com o marido como mamãe-noel. "Faço hidratação na barba. Já tive clientes, mas agora só cuido dele porque tive um problema na mão", contou Ione, que é cabeleireira, costureira e mantém uma oficina e um salão de beleza em casa.

Entrevistados desconhecem origem do personagem

Existem muitas histórias sobre o ato de se presentear os outros no Natal. Uma delas diz respeito ao bispo de Mira, que deu origem ao papai-noel. Ele teria sido muito rico e generoso e por isso presenteava os pobres. Vários milagres, inclusive, foram atribuídos a ele, que foi canonizado um século depois de sua morte. Outra é por causa dos três reis magos, que presentearam Jesus Cristo ao nascer.

O empresário Carlos Carvalho não sabe a origem dos presentes e do papai-noel, apesar de já ser tradição na família se vestir como tal. "Faço há 11 anos. Meu pai fazia e meu avô também. Quando coloco a roupa lembro muito do meu pai, que já morreu", declarou Carvalho, que visitou seis instituições de caridade da região em 2008. Neste ano, está à procura de novas entidades. As interessadas devem entrar em contato no telefone 8504-1073.

"É uma data importante para reunir a família", concluiu o empresário que levou a filha vestida de mamãe-noel para ver a chegada do personagem no Shopping ABC.

Outros ouvidos pelo Diário também não souberam dizer a origem do bom velhinho. "Só sei que a roupa dele não era vermelha", arriscou Fábio Troiane, que passou o Natal de 1998 às escuras com os familiares, incluindo a esposa e o primeiro filho do casal. "Faltou luz, e acabamos entrando no clima natalino. Ficamos mais juntos, conversamos bastante a noite toda", lembrou Cibele Troiane, supervisora de vendas. "Acho que ele vem do Polo Norte", brincou Mara Rodrigues, balconista e católica praticante. "Vou à missa no dia 24. É preciso não esquecer o nascimento de Jesus", completou.

Neide Ricardi, Humberto Barros e o filho Lucca, 4 anos, passaram a data na Inglaterra em 2007. "Foi uma experiência diferente porque nevou e até fizemos o tradicional boneco, que não tem aqui", disse Ricardi.

Natal já existia 7.000 anos antes de Cristo

A atual festa de Natal com ceia, troca de presentes e toda a simbologia que a data carrega começou a ser desenhada 7.000 anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Segundo a Enciclopédia Britânica, naquele tempo, as civilizações celebravam o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte.

A partir desse dia, ocorre o renascimento do Sol, que fica cada vez mais tempo no céu. Em Roma, no século 2, a festa foi incorporada para comemorar o nascimento do deus persa Mitra, que representa a luz, sabedoria e solidariedade. As famílias já trocavam presentes e realizavam banquetes. Depois, no século 4, os cristãos, que queriam disseminar a religião e fazer frente às comemorações do solstício, oficializaram 25 de dezembro como nascimento de Jesus.

LUZES E SINOS - Nos shoppings, a decoração ganhou mais espaço no final da década de 1980, com o aumento da concorrência. As luzes e sinos nos shoppings e centros comerciais não é simplesmente elemento decorativo. "É pra dar a sensação de urgência, de que o Natal já está aí e que você precisa consumir", conta Heloísa Omini, professora de marketing da ESPM. "A decoração também entretem o cliente no momento do consumo", completa.

CEIA NATALINA - A ceia de Natal com peru e frutas secas tem origem no inverno, que na região norte é em dezembro. "A tradição da ceia como é hoje vem dos países norte-americanos, onde não tem frutas frescas nessa época. Por isso, o consumo das frutas secas, bastante calóricas, próprias para o clima frio", explicou Omini. Ainda segundo a especialista em marketing, o peru é uma ave típica da mesma região e sempre foi à mesa em datas especiais como o Dia de Ação de Graças, quando se faz uma refeição com amigos ou família para agradecer pelo que se tem.

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