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Em Mauá, Neycar compara aliança com Atila a casamento reatado

O cara não larga a mulher e depois volta?, diz o vereador sobre apoio


Junior Carvalho
do Diário do Grande ABC

27/09/2020 | 19:51


O presidente da Câmara de Mauá, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), comparou a aliança com o prefeito Atila Jacomussi (PSB), candidato à reeleição a casal que se separa e depois reata o relacionamento. O parlamentar chegou a ser o fiador do impeachment do socialista, liderando o processo, mas hoje decidiu voltar ao palanque governista na disputa deste ano.

Para Neycar, o apoio se dá porque o mandato do prefeito é semelhante ao seu, com bases na periferia. “Não é que os outros candidatos não representem (a periferia). Mas eu acredito na continuidade. O cara não larga a mulher e depois volta?”, comparou o parlamentar sobre o realinhamento com o prefeito logo depois de o socialista conseguir anular a cassação na Justiça.

Eleito pela primeira vez em 2016 no arco de alianças de Atila, Neycar foi alçado à presidência da Câmara em 2019 após impor derrota ao governo, que já vinha enfraquecido por causa da primeira prisão do prefeito – foi detido pela segunda vez dois dias após a vitória de Neycar. Desde então, o nome do parlamentar passou a ser ventilado para disputar a sucessão do prefeito. Em janeiro, quando Atila ainda estava preso, Neycar liderou o processo de abertura de impeachment de Atila. Em manobra pró-cassação, a mesa diretora da casa conduziu a votação de denúncia que preservasse os parlamentares, que também foram alvos das denúncias.

Em abril do ano passado, a Câmara mauaense cassou o prefeito e empossou a vice, Alaíde Damo (MDB). Começou ali uma aliança entre Neycar e os Damo. A influência do parlamentar no governo da emedebista ficou evidente quando a prefeita interina demitiu um secretário após pressão do parlamentar. Em setembro, o cenário se reverteu. Atila conseguiu liminar no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) anulando o impeachment e, a partir de então, Neycar levantou bandeira banca. “Na verdade, a gente se realinhou desde que ele voltou. Eu, como presidente da Câmara, tenho de me preocupar com a cidade e não com a sigla partidária. Se tiver desafeto a cidade não anda”, justificou.

A aliança, construída ainda no ano passado, ganhou solidez e Neycar passou a ser cotado para ocupar a vaga de vice de Atila. Para evitar novos rachas em eventual segundo governo, porém, o socialista escolheu Israel Aleixo, o Bell (PSB), seu braço direito, como número dois na chapa.  



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Em Mauá, Neycar compara aliança com Atila a casamento reatado

O cara não larga a mulher e depois volta?, diz o vereador sobre apoio

Junior Carvalho
do Diário do Grande ABC

27/09/2020 | 19:51


O presidente da Câmara de Mauá, Vanderley Cavalcante da Silva, o Neycar (SD), comparou a aliança com o prefeito Atila Jacomussi (PSB), candidato à reeleição a casal que se separa e depois reata o relacionamento. O parlamentar chegou a ser o fiador do impeachment do socialista, liderando o processo, mas hoje decidiu voltar ao palanque governista na disputa deste ano.

Para Neycar, o apoio se dá porque o mandato do prefeito é semelhante ao seu, com bases na periferia. “Não é que os outros candidatos não representem (a periferia). Mas eu acredito na continuidade. O cara não larga a mulher e depois volta?”, comparou o parlamentar sobre o realinhamento com o prefeito logo depois de o socialista conseguir anular a cassação na Justiça.

Eleito pela primeira vez em 2016 no arco de alianças de Atila, Neycar foi alçado à presidência da Câmara em 2019 após impor derrota ao governo, que já vinha enfraquecido por causa da primeira prisão do prefeito – foi detido pela segunda vez dois dias após a vitória de Neycar. Desde então, o nome do parlamentar passou a ser ventilado para disputar a sucessão do prefeito. Em janeiro, quando Atila ainda estava preso, Neycar liderou o processo de abertura de impeachment de Atila. Em manobra pró-cassação, a mesa diretora da casa conduziu a votação de denúncia que preservasse os parlamentares, que também foram alvos das denúncias.

Em abril do ano passado, a Câmara mauaense cassou o prefeito e empossou a vice, Alaíde Damo (MDB). Começou ali uma aliança entre Neycar e os Damo. A influência do parlamentar no governo da emedebista ficou evidente quando a prefeita interina demitiu um secretário após pressão do parlamentar. Em setembro, o cenário se reverteu. Atila conseguiu liminar no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) anulando o impeachment e, a partir de então, Neycar levantou bandeira banca. “Na verdade, a gente se realinhou desde que ele voltou. Eu, como presidente da Câmara, tenho de me preocupar com a cidade e não com a sigla partidária. Se tiver desafeto a cidade não anda”, justificou.

A aliança, construída ainda no ano passado, ganhou solidez e Neycar passou a ser cotado para ocupar a vaga de vice de Atila. Para evitar novos rachas em eventual segundo governo, porém, o socialista escolheu Israel Aleixo, o Bell (PSB), seu braço direito, como número dois na chapa.  

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