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Andreense encara prova de 4.100 quilômetros

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Wilson Poletti testa limite do corpo em competição de 13 dias na cidade mineira de Caldas Novas


Anderson FattoriDo Diário do Grande ABC

04/11/2019 | 07:00


Ir de Santo André até Salvador e voltar em 13 dias. De carro, não é tarefa das mais complicadas. Agora imagina realizar o percurso de bicicleta. É isso que vai se propor a fazer o andreense Wilson Poletti, 38 anos, um dos dois ciclistas que aceitaram o desafio de participar da Super Randonneur, prova conhecida como audax, que acontece a partir do dia 9, em Caldas Novas, em Goiás, com distância de 4.100 quilômetros.

Todos os limites do corpo humano serão testados na competição. Serão seis etapas em 13 dias, com trechos de 200, 300, 400, 600, 1.000 e 1.600 quilômetros, totalizando incríveis 4.100 quilômetros. Como cada percurso tem um tempo limite para ser completado, os ciclistas vão precisar pedalar inclusive de madrugada. Wilson e mais um competidor de São Paulo foram os únicos inscritos para fazer todos os trechos. Os demais escolheram participar parcialmente da prova.

Wilson chega à competição confiante. Ele está acostumado a pedalar longas distâncias e em 2018 foi apenas um dos cinco ciclistas que completaram trecho de 2.500 quilômetros. Ele pedala desde 2009, mas aumentou o volume a partir de 2011, quando encarou sua primeira prova mais longa, que ia de Santo André até Paraty, mas refugou nas duas primeiras tentativas e só completou os 300 quilômetros na terceira vez, em 2013. “Treino cinco ou seis vezes por semana. Média de 100 quilômetros por dia”, destaca Wilson.

Para a prova em Caldas Novas, o andreense aposta que sua principal dificuldade será o calor. A previsão é que alguns trechos serão percorridos sob sol de 42 ºC. “Essa é uma prova de gestão. Tem de gerenciar hidratação, alimentação, o ritmo que está pedalando, monitorar os batimentos cardíacos, tem diversos elementos para pedalar bem. No meu caso, o calor é um problema. Lido bem com a falta de tempo para dormir. Uma hora de sono para mim é suficiente. Não tenho problema de ficar horas em cima da bicicleta, tenho habilidade de me concentrar, limpar a mente, pensar só na prova e administrar o momento”, garante Wilson, que terminou todas as provas que se propôs a fazer nos últimos dois anos.

A largada das seis etapas será em Caldas Novas e apenas o primeiro trecho, de 200 quilômetros, não retorna para a cidade e finaliza em Cristalina. A competição é disputada no asfalto e uma peculiaridade é que não existe o fator competitivo. O ciclista luta contra seus próprios limites e não pode ter uma equipe de apoio, ou seja, tem de ser autossuficiente para resolver todos os problemas como os quase inevitáveis pneus furados, por exemplo. 



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Andreense encara prova de 4.100 quilômetros

Wilson Poletti testa limite do corpo em competição de 13 dias na cidade mineira de Caldas Novas

Anderson FattoriDo Diário do Grande ABC

04/11/2019 | 07:00


Ir de Santo André até Salvador e voltar em 13 dias. De carro, não é tarefa das mais complicadas. Agora imagina realizar o percurso de bicicleta. É isso que vai se propor a fazer o andreense Wilson Poletti, 38 anos, um dos dois ciclistas que aceitaram o desafio de participar da Super Randonneur, prova conhecida como audax, que acontece a partir do dia 9, em Caldas Novas, em Goiás, com distância de 4.100 quilômetros.

Todos os limites do corpo humano serão testados na competição. Serão seis etapas em 13 dias, com trechos de 200, 300, 400, 600, 1.000 e 1.600 quilômetros, totalizando incríveis 4.100 quilômetros. Como cada percurso tem um tempo limite para ser completado, os ciclistas vão precisar pedalar inclusive de madrugada. Wilson e mais um competidor de São Paulo foram os únicos inscritos para fazer todos os trechos. Os demais escolheram participar parcialmente da prova.

Wilson chega à competição confiante. Ele está acostumado a pedalar longas distâncias e em 2018 foi apenas um dos cinco ciclistas que completaram trecho de 2.500 quilômetros. Ele pedala desde 2009, mas aumentou o volume a partir de 2011, quando encarou sua primeira prova mais longa, que ia de Santo André até Paraty, mas refugou nas duas primeiras tentativas e só completou os 300 quilômetros na terceira vez, em 2013. “Treino cinco ou seis vezes por semana. Média de 100 quilômetros por dia”, destaca Wilson.

Para a prova em Caldas Novas, o andreense aposta que sua principal dificuldade será o calor. A previsão é que alguns trechos serão percorridos sob sol de 42 ºC. “Essa é uma prova de gestão. Tem de gerenciar hidratação, alimentação, o ritmo que está pedalando, monitorar os batimentos cardíacos, tem diversos elementos para pedalar bem. No meu caso, o calor é um problema. Lido bem com a falta de tempo para dormir. Uma hora de sono para mim é suficiente. Não tenho problema de ficar horas em cima da bicicleta, tenho habilidade de me concentrar, limpar a mente, pensar só na prova e administrar o momento”, garante Wilson, que terminou todas as provas que se propôs a fazer nos últimos dois anos.

A largada das seis etapas será em Caldas Novas e apenas o primeiro trecho, de 200 quilômetros, não retorna para a cidade e finaliza em Cristalina. A competição é disputada no asfalto e uma peculiaridade é que não existe o fator competitivo. O ciclista luta contra seus próprios limites e não pode ter uma equipe de apoio, ou seja, tem de ser autossuficiente para resolver todos os problemas como os quase inevitáveis pneus furados, por exemplo. 

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