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Universidades criam projetos tecnológicos para o Carnaval 2020

Nário Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Objetivo é mostrar como ferramentas podem ser aplicadas fora das salas de aula e das indústrias


Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

04/11/2019 | 07:00


Duas universidades do Grande ABC (Instituto Mauá de Tecnologia e Centro Universitário FEI), junto com o Insper e a USP (Universidade de São Paulo), participam do desenvolvimento de aparatos tecnológicos para o desfile da escola de samba Rosas de Ouro, da Capital, no Carnaval de 2020. A agremiação terá como tema Tempos Modernos e o objetivo do projeto é mostrar como a tecnologia pode estar presente na vida da população fora das indústrias e das salas de aula por meio de experiência imersiva.

No Instituto Mauá, de São Caetano, o projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2018 e já teve mais de 60 versões. A ideia é reproduzir o que está acontecendo na avenida ao público, seja nas arquibancadas, camarotes ou aos telespectadores, por meio da tecnologia. “Cerca de 300 integrantes da escola de samba serão monitorados por meio da contagem de passos e batimentos cardíacos, por exemplo, e isso poderá ser acessado através de aplicativo para saber quais são as alas mais animadas, além de entender como alguns destaques (como o mestre-sala) estão se sentindo naquele momento”, explica Ari Costa, professor do curso de engenharia de produção do Instituto Mauá.

O dispositivo foi testado e aprovado em setembro, durante evento da escolha do samba-enredo da Rosas de Ouro. Agora, o projeto está em fase de extensão. Exemplo é que os pesquisadores – que são, aproximadamente, 220 – estão captando parceria com empresa do ramo da saúde e, caso seja efetivada, permitirá acompanhamento de outros parâmetros. Até o momento, o projeto conta com cinco parceiras.

Fase em andamento é o monitoramento das emoções da arquibancada e dos telespectadores por meio de dados biométricos colhidos por aplicativo e de experiência de realidade aumentada para os foliões do camarote. “Eles poderão vivenciar o desfile na avenida com o uso de óculos de realidade aumentada”, explica Costa. “A tecnologia precisa ser integrada à sociedade e nada melhor do que fazer isso durante uma das festas que o brasileiro mais gosta.”

Já o Centro Universitário FEI, de São Bernardo, está envolvido na elaboração de uma das alegorias. “Faremos toda a documentação técnica, onde cada peça, estará representada em um modelo 3D de computador. A partir de então, será possível fazer simulações, estudo dos esforços e de todo funcionamento do carro alegórico”, explica Renato Giacomini, coordenador dos cursos de engenharia de automação e de engenharia elétrica.

Além disso, os universitários e docentes estão envolvidos no projeto da parte elétrica da alegoria, uma vez que terá aparatos mecanizados, como robôs desenvolvidos com ajuda de computadores e programas específicos. “É uma integração fantástica da engenharia com o Carnaval, onde o processo de construção (de um carro alegórico), que é artesanal e artístico, terá envolvimento de ciência e tecnologia”, opina Giacomini.

Em sinergia, Angelina Basilio, presidente da Rosas de Ouro, destaca que, ao falar de inovação, a troca de experiências entre a escola de samba e os estudantes e professores de engenharia enriquece o desfile. “Nunca uma escola de samba fez parcerias concretas como estas anteriormente e, ver o resultado disso, é gratificante”, celebrou.



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Universidades criam projetos tecnológicos para o Carnaval 2020

Objetivo é mostrar como ferramentas podem ser aplicadas fora das salas de aula e das indústrias

Flávia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

04/11/2019 | 07:00


Duas universidades do Grande ABC (Instituto Mauá de Tecnologia e Centro Universitário FEI), junto com o Insper e a USP (Universidade de São Paulo), participam do desenvolvimento de aparatos tecnológicos para o desfile da escola de samba Rosas de Ouro, da Capital, no Carnaval de 2020. A agremiação terá como tema Tempos Modernos e o objetivo do projeto é mostrar como a tecnologia pode estar presente na vida da população fora das indústrias e das salas de aula por meio de experiência imersiva.

No Instituto Mauá, de São Caetano, o projeto começou a ser desenvolvido em dezembro de 2018 e já teve mais de 60 versões. A ideia é reproduzir o que está acontecendo na avenida ao público, seja nas arquibancadas, camarotes ou aos telespectadores, por meio da tecnologia. “Cerca de 300 integrantes da escola de samba serão monitorados por meio da contagem de passos e batimentos cardíacos, por exemplo, e isso poderá ser acessado através de aplicativo para saber quais são as alas mais animadas, além de entender como alguns destaques (como o mestre-sala) estão se sentindo naquele momento”, explica Ari Costa, professor do curso de engenharia de produção do Instituto Mauá.

O dispositivo foi testado e aprovado em setembro, durante evento da escolha do samba-enredo da Rosas de Ouro. Agora, o projeto está em fase de extensão. Exemplo é que os pesquisadores – que são, aproximadamente, 220 – estão captando parceria com empresa do ramo da saúde e, caso seja efetivada, permitirá acompanhamento de outros parâmetros. Até o momento, o projeto conta com cinco parceiras.

Fase em andamento é o monitoramento das emoções da arquibancada e dos telespectadores por meio de dados biométricos colhidos por aplicativo e de experiência de realidade aumentada para os foliões do camarote. “Eles poderão vivenciar o desfile na avenida com o uso de óculos de realidade aumentada”, explica Costa. “A tecnologia precisa ser integrada à sociedade e nada melhor do que fazer isso durante uma das festas que o brasileiro mais gosta.”

Já o Centro Universitário FEI, de São Bernardo, está envolvido na elaboração de uma das alegorias. “Faremos toda a documentação técnica, onde cada peça, estará representada em um modelo 3D de computador. A partir de então, será possível fazer simulações, estudo dos esforços e de todo funcionamento do carro alegórico”, explica Renato Giacomini, coordenador dos cursos de engenharia de automação e de engenharia elétrica.

Além disso, os universitários e docentes estão envolvidos no projeto da parte elétrica da alegoria, uma vez que terá aparatos mecanizados, como robôs desenvolvidos com ajuda de computadores e programas específicos. “É uma integração fantástica da engenharia com o Carnaval, onde o processo de construção (de um carro alegórico), que é artesanal e artístico, terá envolvimento de ciência e tecnologia”, opina Giacomini.

Em sinergia, Angelina Basilio, presidente da Rosas de Ouro, destaca que, ao falar de inovação, a troca de experiências entre a escola de samba e os estudantes e professores de engenharia enriquece o desfile. “Nunca uma escola de samba fez parcerias concretas como estas anteriormente e, ver o resultado disso, é gratificante”, celebrou.

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