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Mais de 40% das costureiras são chefes de família


Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC

23/09/2007 | 07:20


“Das 24% das mulheres que são chefes de família, 42% delas são costureiras.” A afirmação é da presidente do Sindicato das Costureiras do ABC, Francisca Trajano dos Santos, com base no último levantamento realizado pela entidade na região.

Segundo Francisca, a categoria ainda é muito desprivilegiada no País, porque muitas mulheres trabalham em empresas sem carteira assinada e, por isso, não há pesquisas que digam com precisão quantas delas fazem consertos ou criam novos modernos modelos de roupas.

Sabe-se apenas que as costureiras registradas ganham no mínimo R$ 612. Já as modelistas tiram um pouco mais por mês, cerca de R$ 1.700. Já o salário pago pelas grandes redes de confecção às estilistas é bem mais alto, mas não há uma média. Entretanto, a presidente garante que há poucas profissionais no País.

A presidente do sindicato acredita que o segmento, apesar dos problemas da desvalorização da mão-de-obra, é muito promissor. Para ela, as brasileiras ganharam o mercado em virtude da sua criatividade, produzindo um dos mais apreciados trabalhos do mundo. Prova disso é a força que as semanas de modas ganharam em São Paulo e Rio de Janeiro – as chamadas Fashion Week.

Mesmo assim o que continua empatando a categoria é a baixa escolaridade das costureiras e os produtos chineses. “Estamos enfrentando momentos difíceis com as importações dos produtos de menor qualidade da China que têm o preço bem mais baixo do que os brasileiros”, diz Francisca.

Demanda - Apesar de todo problema da categoria, a demanda de serviços é grande nas sete cidades. A maior dificuldade é a concorrência.

Ilma Merlin Bertucci, costureira do Ateliê de Costura em São Caetano, por exemplo, comenta que cerca de 50 barras são feitas semanalmente no estabelecimento, o qual cobra pelo serviço entre R$ 6 e R$ 10.

“Temos muito trabalho, o complicado é ver as contas aumentando o valor e não poder alterar o preço do serviço por causa da concorrência”, conta Ilma.

Já Gerinaia Souza Pereira de Freitas, costureira há 15 anos, trabalha hoje no Serviço da Moda em São Bernardo. “Aqui o meu forte é reformas mas confecciono também. Não sei dizer quanto consigo tirar por mês, mas há meses difíceis e costuma melhorar mais no fim do ano, por causa das festas”.

Para ela, os negócios neste ano em relação a 2006 melhoraram. “Hoje em dia, muitas clientes deixaram de fazer uma barra em casa porque acaba sendo mais vantajoso pagar alguém para fazer”, comenta Gerinaia.

Clientela - Atualmente, o carro-chefe das costureiras é troca de zíper e barra, diferente de antigamente, quando era a confecção, já que não existiam as lojas especializadas como hoje. A clientela também mudou. “Atendemos todas as idades e o número de homens que nos procura aumentou bastante”, comenta Gerinaia.


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Mais de 40% das costureiras são chefes de família

Verônica Lima
Do Diário do Grande ABC

23/09/2007 | 07:20


“Das 24% das mulheres que são chefes de família, 42% delas são costureiras.” A afirmação é da presidente do Sindicato das Costureiras do ABC, Francisca Trajano dos Santos, com base no último levantamento realizado pela entidade na região.

Segundo Francisca, a categoria ainda é muito desprivilegiada no País, porque muitas mulheres trabalham em empresas sem carteira assinada e, por isso, não há pesquisas que digam com precisão quantas delas fazem consertos ou criam novos modernos modelos de roupas.

Sabe-se apenas que as costureiras registradas ganham no mínimo R$ 612. Já as modelistas tiram um pouco mais por mês, cerca de R$ 1.700. Já o salário pago pelas grandes redes de confecção às estilistas é bem mais alto, mas não há uma média. Entretanto, a presidente garante que há poucas profissionais no País.

A presidente do sindicato acredita que o segmento, apesar dos problemas da desvalorização da mão-de-obra, é muito promissor. Para ela, as brasileiras ganharam o mercado em virtude da sua criatividade, produzindo um dos mais apreciados trabalhos do mundo. Prova disso é a força que as semanas de modas ganharam em São Paulo e Rio de Janeiro – as chamadas Fashion Week.

Mesmo assim o que continua empatando a categoria é a baixa escolaridade das costureiras e os produtos chineses. “Estamos enfrentando momentos difíceis com as importações dos produtos de menor qualidade da China que têm o preço bem mais baixo do que os brasileiros”, diz Francisca.

Demanda - Apesar de todo problema da categoria, a demanda de serviços é grande nas sete cidades. A maior dificuldade é a concorrência.

Ilma Merlin Bertucci, costureira do Ateliê de Costura em São Caetano, por exemplo, comenta que cerca de 50 barras são feitas semanalmente no estabelecimento, o qual cobra pelo serviço entre R$ 6 e R$ 10.

“Temos muito trabalho, o complicado é ver as contas aumentando o valor e não poder alterar o preço do serviço por causa da concorrência”, conta Ilma.

Já Gerinaia Souza Pereira de Freitas, costureira há 15 anos, trabalha hoje no Serviço da Moda em São Bernardo. “Aqui o meu forte é reformas mas confecciono também. Não sei dizer quanto consigo tirar por mês, mas há meses difíceis e costuma melhorar mais no fim do ano, por causa das festas”.

Para ela, os negócios neste ano em relação a 2006 melhoraram. “Hoje em dia, muitas clientes deixaram de fazer uma barra em casa porque acaba sendo mais vantajoso pagar alguém para fazer”, comenta Gerinaia.

Clientela - Atualmente, o carro-chefe das costureiras é troca de zíper e barra, diferente de antigamente, quando era a confecção, já que não existiam as lojas especializadas como hoje. A clientela também mudou. “Atendemos todas as idades e o número de homens que nos procura aumentou bastante”, comenta Gerinaia.

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