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Defesa versus ataque no duelo de língua espanhola


Dérek Bittencourt
Com Agências

03/07/2010 | 07:00


Em busca da semifinal inédita, Paraguai e Espanha duelam hoje, às 15h30 (de Brasília), no Estádio Ellis Park, em Joanesburgo. As equipes jamais chegaram tão longe numa Copa do Mundo - apesar de os espanhóis terem ficado na quarta colocação no Mundial de 1950, o sistema de disputa foi diferente na fase final - e realizam o quinto confronto entre colonizadores e colonizados em solo sul-africano. E no que depender do retrospecto, os europeus estão em vantagem e podem acreditar em vitória.

Isso porque nas quatro vezes anteriores, os descobridores triunfaram em duas e em ambas foram vitórias da própria Espanha. A primeira no jogo contra Honduras, por 2 a 0, ainda pela primeira fase. Na rodada seguinte, bateu o Chile, por 2 a 1, e garantiu a liderança do Grupo H. Já os dois outros confrontos terminaram empatados: Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos e Brasil 0 x 0 Portugal.

Para reverter este quadro, os paraguaios prometem um estilo de Copa Libertadores da América, na base da raça e forte marcação - a seleção sul-americana, inclusive, sofreu apenas um gol no Mundial até agora. "A Espanha tem jogadores que tocam bem, e nós temos a força. A pressão que fazemos pode incomodá-los e equilibrar a balança", comentou o volante Vera. "A intenção é não deixá-los tocar a bola e pressioná-los em todos os lugares do campo. A Espanha joga muito bem. Temos de pressionar, não deixá-los pensar em nenhum momento", emendou o jogador.

Os espanhóis, por outro lado, acreditam em retranca do adversário, que teve comportamento semelhante nas oitavas de final, contra o Japão, e levou o jogo à prorrogação e depois aos pênaltis. "Tenho certeza de que encontraremos uma seleção paraguaia que irá se fechar atrás, como muitos times jogaram contra nós. Estamos acostumados que façam isso conosco, seguiremos nossa tática e vamos tentar acertar para ganhar a partida", afirmou o atacante Llorente.

"Eles trabalham muito bem no aspecto defensivo, se unem atrás e é muito difícil encontrar espaços. Seguramente, será uma partida difícil, teremos de estar muito concentrados para tentar conseguir a vitória", emendou o meia Pedro.

O goleiro paraguaio Villar confirmou a teoria dos adversários e cobra aproveitamento máximo dos companheiros nas oportunidades que surgirem. "Será um bom jogo em que serão vistos dois tipos de futebol. Um lado tentará atacar, enquanto nós tentaremos aproveitar as chances."

Favoritismo?

A Espanha quer ficar longe dessa palavra. Ainda mais depois do que o Brasil passou ontem contra a Holanda, na derrota por 2 a 1 que eliminou a equipe verde-amarela da Copa do Mundo. E se o jogo dos brasileiros serve para alguma coisa, é como exemplo. Para alertar os espanhóis frente aos paraguaios.

Baseado no histórico de fracassos de sua seleção, o meia Cesc Fabregas opinou sobre a responsabilidade espanhola. "A Espanha já aprendeu que não pode confiar totalmente, que tudo pode acontecer. O Brasil não está acostumado a cair antes. Mas a Espanha já viveu muito disso na sua história", comentou o jogador.

Segundo o técnico Vicente del Bosque, não dá para comparar os casos. "Não é uma lição. Pela realidade do futebol, sabemos que qualquer partida é complicada. A Holanda teve méritos para ir às semifinais. Temos de encarar com normalidade. Não podemos encarar com surpresa", afirmou.



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