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Festa argentina toma conta da Capital


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

01/07/2014 | 07:00


Acompanhar os jogo da Copa do Mundo nas cidades-sedes festar e, se encontrar ingressos a preços interessantes, assistir às partidas nas cadeiras dos estádios. Estes são os objetivos de vários estrangeiros que estão alojados em seus carros, vans, trailers e motorhomes (espécie de ônibus em formato de trailer) no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, conhecido como Sambódromo do Anhembi, na Capital. A maioria é de argentinos, que vão prestigiar o duelo de sua seleção contra a Suíça, hoje, pelas oitavas de final do Mundial.

 Ontem, durante a tarde, os cerca de 200 estrangeiros, conforme estimativa da Guarda Municipal Metropolitana de São Paulo, cantavam e tocavam instrumentos, jogavam bola e comiam assado e pancho (churrasco e cachorro-quente argentino) ao lado de seus cerca de 60 veículos no sambódromo. Até andaram de skate, caso dos peruanos de Cuzco Luis Cariagena, 20 anos, e Carlos Valdes, 22. 

 Ambos estão de férias e aproveitaram a Copa para conhecer o Brasil. Além de curtir radicalmente o País e acompanhar as partidas nas Fan Fests, eles fazem malabarismo para angariar dinheiro para a continuidade do passeio. Estão em São Paulo há quatro dias e pretendem continuar no País por mais 30. Hoje, eles vão torcer para a Argentina. “Aposto em 3 a 0”, disse Valdez.

 Amigos, os jornalistas de polícia Pablo Segura, 28, de política Leandro Quiroga, 24, e de esportes Gonzalo Ruiz, 30, saíram de Mendoza diretamente a Salvador. De lá seguiram para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo em uma van. Segura e Quiroga estão de férias e assistiram a algumas partidas nos estádios, como Alemanha x Portugal, na Arena Fonte Nova. “Em Belo Horizonte foi festa todos os dias”, disse Segura. Foram quatro dias na capital mineira. Mas além dos jogos, a caravana gerou história. 

 Quem não dirige tem direito a tomar umas ‘biritas’ na van. Por causa disso, sem muito controle, contaram aos risos, Quiroga não aguentou até o veículo parar para que ele fosse no banheiro. “Ele fez dentro da van”, contou gargalhando Segura. Já Ruiz, em dia sem tarefas ao periódico que atua, perdeu um pouco o controle do bolso e da mente em Copacabana, no Rio de Janeiro. “As caipiroskas (de vodka) custavam R$ 4. Tomei tantas que no outro dia consegui levantar só durante o anoitecer.”

 O trio gostou da hospitalidade dos brasileiros. “Não tivemos problemas em nenhum local”, garantiu Quiroga. Pretendem seguir para Brasília, prevendo que a Argentina vencerá a partida de hoje. “Vamos aproveitar o Brasil por uns 35 dias”, afirmou Segura, observando que dificilmente vão para outro estádio. “Tentamos ingressos e estão mais de R$ 1.000. Vamos festar.”

Mecânico busca conhecer geografia e cultura do País durante a Copa

 Mecânico de barcos, de Rosário, o argentino Fabian Pazza, 44 anos, dirigiu 5.549 quilômetros até a Capital, transportando seis amigos em seu motorhome. “Estou grato com a hospitalidade daqui. Tem água, luz e segurança. Tudo de graça”, disse, ontem, no sambódromo. Ele não é dos mais atentos ao futebol. Garantiu que seu prazer na primeira viagem ao Brasil está sendo conhecer a geografia e cultura do País.

 “Saímos de Rosário (dia 13), passamos por Camboriú, Florianópolis, Bertioga, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, voltamos ao Rio, depois passamos no Guarujá e chegamos aqui”, revelou o mecânico.

 Ficou vislumbrado com a paisagem diversificada. “Subimos pelo litoral”, contou. Garantiu que foi muito bem recebido em todos os lugares. Elogiou as estradas. “Aqui são vias muito boas. No meu país elas não são conservadas. Há buracos que se você passar, é um problema.” Mas contou que foi necessário implementar freio extra, no motor do veículo, para realizar a caravana. “Apenas com o normal, mais o câmbio, teríamos problemas (por causa das serras).” Sua única reclamação foi a desigualdade social de um quarteirão para o outro, destacando que na Argentina é muito parecido. “No Rio, por exemplo, muitos drogados. O governo tem que pensar no futuro desses jovens. Não pode deixá-los nessas condições.”  



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Festa argentina toma conta da Capital

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

01/07/2014 | 07:00


Acompanhar os jogo da Copa do Mundo nas cidades-sedes festar e, se encontrar ingressos a preços interessantes, assistir às partidas nas cadeiras dos estádios. Estes são os objetivos de vários estrangeiros que estão alojados em seus carros, vans, trailers e motorhomes (espécie de ônibus em formato de trailer) no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, conhecido como Sambódromo do Anhembi, na Capital. A maioria é de argentinos, que vão prestigiar o duelo de sua seleção contra a Suíça, hoje, pelas oitavas de final do Mundial.

 Ontem, durante a tarde, os cerca de 200 estrangeiros, conforme estimativa da Guarda Municipal Metropolitana de São Paulo, cantavam e tocavam instrumentos, jogavam bola e comiam assado e pancho (churrasco e cachorro-quente argentino) ao lado de seus cerca de 60 veículos no sambódromo. Até andaram de skate, caso dos peruanos de Cuzco Luis Cariagena, 20 anos, e Carlos Valdes, 22. 

 Ambos estão de férias e aproveitaram a Copa para conhecer o Brasil. Além de curtir radicalmente o País e acompanhar as partidas nas Fan Fests, eles fazem malabarismo para angariar dinheiro para a continuidade do passeio. Estão em São Paulo há quatro dias e pretendem continuar no País por mais 30. Hoje, eles vão torcer para a Argentina. “Aposto em 3 a 0”, disse Valdez.

 Amigos, os jornalistas de polícia Pablo Segura, 28, de política Leandro Quiroga, 24, e de esportes Gonzalo Ruiz, 30, saíram de Mendoza diretamente a Salvador. De lá seguiram para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo em uma van. Segura e Quiroga estão de férias e assistiram a algumas partidas nos estádios, como Alemanha x Portugal, na Arena Fonte Nova. “Em Belo Horizonte foi festa todos os dias”, disse Segura. Foram quatro dias na capital mineira. Mas além dos jogos, a caravana gerou história. 

 Quem não dirige tem direito a tomar umas ‘biritas’ na van. Por causa disso, sem muito controle, contaram aos risos, Quiroga não aguentou até o veículo parar para que ele fosse no banheiro. “Ele fez dentro da van”, contou gargalhando Segura. Já Ruiz, em dia sem tarefas ao periódico que atua, perdeu um pouco o controle do bolso e da mente em Copacabana, no Rio de Janeiro. “As caipiroskas (de vodka) custavam R$ 4. Tomei tantas que no outro dia consegui levantar só durante o anoitecer.”

 O trio gostou da hospitalidade dos brasileiros. “Não tivemos problemas em nenhum local”, garantiu Quiroga. Pretendem seguir para Brasília, prevendo que a Argentina vencerá a partida de hoje. “Vamos aproveitar o Brasil por uns 35 dias”, afirmou Segura, observando que dificilmente vão para outro estádio. “Tentamos ingressos e estão mais de R$ 1.000. Vamos festar.”

Mecânico busca conhecer geografia e cultura do País durante a Copa

 Mecânico de barcos, de Rosário, o argentino Fabian Pazza, 44 anos, dirigiu 5.549 quilômetros até a Capital, transportando seis amigos em seu motorhome. “Estou grato com a hospitalidade daqui. Tem água, luz e segurança. Tudo de graça”, disse, ontem, no sambódromo. Ele não é dos mais atentos ao futebol. Garantiu que seu prazer na primeira viagem ao Brasil está sendo conhecer a geografia e cultura do País.

 “Saímos de Rosário (dia 13), passamos por Camboriú, Florianópolis, Bertioga, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, voltamos ao Rio, depois passamos no Guarujá e chegamos aqui”, revelou o mecânico.

 Ficou vislumbrado com a paisagem diversificada. “Subimos pelo litoral”, contou. Garantiu que foi muito bem recebido em todos os lugares. Elogiou as estradas. “Aqui são vias muito boas. No meu país elas não são conservadas. Há buracos que se você passar, é um problema.” Mas contou que foi necessário implementar freio extra, no motor do veículo, para realizar a caravana. “Apenas com o normal, mais o câmbio, teríamos problemas (por causa das serras).” Sua única reclamação foi a desigualdade social de um quarteirão para o outro, destacando que na Argentina é muito parecido. “No Rio, por exemplo, muitos drogados. O governo tem que pensar no futuro desses jovens. Não pode deixá-los nessas condições.”  

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