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Tri mundial: o quarteto verdadeiramente mágico


Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

21/06/2005 | 08:21


Há 35 anos, superestrelas tentavam devolver a honra ao Brasil, que convivia sob a ditadura do general Médici. O tricampeonato mundial, conquistado dia 21 de junho de 1970, no México, devolveu a alegria aos 90 milhões de brasileiros e revelou um quarteto fantástico, formado por Tostão, Rivellino, Pelé e Jairzinho. Na época, alguns dias antes da Copa do Mundo, João Saldanha deixou a seleção. Indiscutivelmente um grande técnico, mas que não imaginava uma equipe com os quatro em campo. Décadas se passaram, o Brasil já sonha com o hexa e Parreira, que em 70 era um dos preparadores físicos da equipe comandada por Zagallo, insiste num quarteto versão século 21: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Robinho (ou Adriano). Os testes desta Copa das Confederações são para os coadjuvantes que estarão na mesma Alemanha no próximo ano.

O México, seleção que venceu o Brasil no último domingo, por 1 a 0, rendeu-se à Pelé e Cia. há 35 anos. Era uma época completamente diferente. O futebol não tinha a atual força, brilhava pelos lances geniais, que não eram parados pela competitividade. Realmente, o tempo passou. E a situação brasileira dentro de campo também.

Em 1970, Zagallo, hoje coordenador-técnico da seleção, tinha a pressão dos militares, que enxergavam no futebol a promoção do sistema político. A trágica Copa da Inglaterra, em que o Brasil foi eliminado por Portugal, era um fantasma que perseguia a Canarinho. O Velho Lobo, como sempre, foi contra. Testou um quarteto, que dias depois seria vangloriado pelo mundo como parte da melhor equipe de futebol de todos os tempos. A glória ficou marcada no gesto de Carlos Alberto Torres, após a vitória por 4 a 1 sobre a Itália, no estádio Azteca, na Cidade do México.

A dupla Parreira/ Zagallo ainda levaria a seleção ao tetra nos Estados Unidos, após 24 anos do triunfo no México. O penta foi mais apagado. Em 2002, Ronaldo, liberado da Copa das Confederações, liderou a equipe de Felipão, base da atual seleção comandada novamente pela velha dupla. Passados exatos 35 anos do tri, a situação política é diferente. Vivemos numa democracia, mas passamos por momentos turbulentos com Lula. A atual instabilidade tem relações com o futebol nas entrelinhas, já que o povo ainda se apega à seleção para sentir momentos de alegria. E a Seleção Brasileira está longe de passar otimismo – como sempre.

Parreira já acena com a possibilidade de desmantelar o quarteto no jogo desta quarta contra o Japão, de Zico. Ronaldinho Gaúcho ou Kaká devem sair para a entrada de Júlio Baptista. Mas ele sabe que o quarteto fantástico voltará à Alemanha com toda força, independentemente das críticas, principalmente se o time não se classificar na Confederações. Uma coisa é certa: o hexa está mais fácil e próximo do que o tri estava há 35 anos. O futebol é outro.



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Tri mundial: o quarteto verdadeiramente mágico

Anderson Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

21/06/2005 | 08:21


Há 35 anos, superestrelas tentavam devolver a honra ao Brasil, que convivia sob a ditadura do general Médici. O tricampeonato mundial, conquistado dia 21 de junho de 1970, no México, devolveu a alegria aos 90 milhões de brasileiros e revelou um quarteto fantástico, formado por Tostão, Rivellino, Pelé e Jairzinho. Na época, alguns dias antes da Copa do Mundo, João Saldanha deixou a seleção. Indiscutivelmente um grande técnico, mas que não imaginava uma equipe com os quatro em campo. Décadas se passaram, o Brasil já sonha com o hexa e Parreira, que em 70 era um dos preparadores físicos da equipe comandada por Zagallo, insiste num quarteto versão século 21: Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Robinho (ou Adriano). Os testes desta Copa das Confederações são para os coadjuvantes que estarão na mesma Alemanha no próximo ano.

O México, seleção que venceu o Brasil no último domingo, por 1 a 0, rendeu-se à Pelé e Cia. há 35 anos. Era uma época completamente diferente. O futebol não tinha a atual força, brilhava pelos lances geniais, que não eram parados pela competitividade. Realmente, o tempo passou. E a situação brasileira dentro de campo também.

Em 1970, Zagallo, hoje coordenador-técnico da seleção, tinha a pressão dos militares, que enxergavam no futebol a promoção do sistema político. A trágica Copa da Inglaterra, em que o Brasil foi eliminado por Portugal, era um fantasma que perseguia a Canarinho. O Velho Lobo, como sempre, foi contra. Testou um quarteto, que dias depois seria vangloriado pelo mundo como parte da melhor equipe de futebol de todos os tempos. A glória ficou marcada no gesto de Carlos Alberto Torres, após a vitória por 4 a 1 sobre a Itália, no estádio Azteca, na Cidade do México.

A dupla Parreira/ Zagallo ainda levaria a seleção ao tetra nos Estados Unidos, após 24 anos do triunfo no México. O penta foi mais apagado. Em 2002, Ronaldo, liberado da Copa das Confederações, liderou a equipe de Felipão, base da atual seleção comandada novamente pela velha dupla. Passados exatos 35 anos do tri, a situação política é diferente. Vivemos numa democracia, mas passamos por momentos turbulentos com Lula. A atual instabilidade tem relações com o futebol nas entrelinhas, já que o povo ainda se apega à seleção para sentir momentos de alegria. E a Seleção Brasileira está longe de passar otimismo – como sempre.

Parreira já acena com a possibilidade de desmantelar o quarteto no jogo desta quarta contra o Japão, de Zico. Ronaldinho Gaúcho ou Kaká devem sair para a entrada de Júlio Baptista. Mas ele sabe que o quarteto fantástico voltará à Alemanha com toda força, independentemente das críticas, principalmente se o time não se classificar na Confederações. Uma coisa é certa: o hexa está mais fácil e próximo do que o tri estava há 35 anos. O futebol é outro.

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