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Mamãe eu quero

O Senado voltou de férias em 2 de fevereiro, elegeu seu presidente e parou


Carlos Brickmann

22/02/2009 | 00:00


O Senado voltou de férias em 2 de fevereiro, elegeu seu presidente e parou: até agora não fez mais nada. Mas, logo após o Carnaval, está prevista uma atividade que envolverá todas as Excelências: receber o salário e demais vantagens. Na Câmara, a situação é a mesma, ou muito parecida.

Fica mal, porém, dar a impressão de que o Congresso não anda. Então surgem as notícias que não são notícias, como a reforma política. Fala-se numa comissão mista para discutir o assunto. Mas não vai acontecer nada, não: com os partidos se aprontando para as eleições de 2010, ninguém pode discutir reforma política.

A reforma tributária também não dá: na redistribuição dos recursos, há quem ganhe e quem perca. Nenhum governador admite perder. Cada governador é importante, porque no ano que vem há eleições para presidente. Haverá eleições também nos Estados. Quem irá pedir votos depois de ter perdido receita?

E a taxa de juros? A ministra Dilma Rousseff - que agora fala sobre tudo, da escalação do Corinthians ao spread bancário - garantiu, numa reunião de prefeitos, que o presidente Lula é favorável à redução dos juros. É meio muito: se o presidente quisesse mesmo baixar a taxa dos juros, bastaria dar a ordem ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Meirelles, que é uma pessoa responsável, provavelmente rejeitaria a ordem. E Lula o demitiria.

Na verdade, não há discussão nenhuma, pois é Carnaval. O grande sucesso do Carnaval de 1942 poderia ser também o grande sucesso de hoje: Lero-Lero.

AMANHÃ TUDO VOLTA...
Não é só na área do Governo que surgem notícias que só servem para ocupar espaços. A história da prévia do PSDB, por exemplo, pedida pelo governador Aécio Neves, e com a qual o governador José Serra concordou: não é impossível, mas é muito improvável. Dois governadores do PSDB deixarão de cuidar de seus Estados para percorrer o país e disputar quem será o candidato? E isso sabendo-se que um dos candidatos tem muito mais intenções de voto que o outro? O PSDB concordou com as prévias. Mas descer do muro e fazê-las é mais difícil.

...AO NORMAL
Aécio Neves prometeu percorrer o país ao lado de José Serra. Então, tá: no momento em que Serra gosta de trabalhar, no início da madrugada, Aécio está se preparando para sair. Aécio come bem, Serra adora sanduíche de pão integral com queijo branco light e uma folha de alface. Aécio adora praia e Serra, pelo jeito, tomou sol pela última vez quando ainda tinha cabelo. E, pior, Serra é conhecido em todo o país (já fez campanha presidencial), e Aécio, que ainda não é, terá muito mais proveito nas viagens. Justo Serra vai concordar com isso?

AQUELE CORDÃO...
Como diria um puxador de escola de samba, "e nosso ministro Tarso Genro, gente?" Arvorou-se a falar inglês numa entrevista a um jornal espanhol, e usou um termo, "handicap", que significa "desvantagem", pensando que era exatamente o contrário. Resultado: a entrevista em louvor à ministra Dilma Rousseff e à sua eventual candidatura à Presidência saiu esquisitíssima, como se o ministro achasse que o apoio de Lula a ela fosse um tremendo obstáculo. Tarso é especialista nessas coisas: pois não foi ele que, ao exercer um ato de soberania, a concessão de asilo a Césare Battisti, saiu criticando a Justiça e a democracia italiana, abrindo campo para protestos internacionais e até uma reclamação no Supremo?

...CADA VEZ AUMENTA MAIS
Ao enviar sua primeira nota ao jornal, dizendo que no Brasil a palavra tem sentido positivo, Tarso mostrou que não era apenas o significado de "handicap" que desconhecia: não sabia também sua grafia, e usou "handcap", seja lá isso o que for (na versão seguinte, seus assessores o corrigiram). "Handicap", termo nascido no turfe, é uma desvantagem imposta a cavaleiro e cavalo para compensar alguma vantagem natural, como peso abaixo do convencionado. Tanto significa "desvantagem" que, em inglês, quem tem deficiência física é "handicapped".

POBRE POBRE DE MARRÉ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando cinco novas Embaixadas: em Roseau, Dominica; em Basse Terre, São Cristóvão e Névia; em Kingstown, São Vicente e Granadinas; em Dacca, Bangladesh; e Saint John, Antigua e Barbuda. Já o Japão fechou algumas Embaixadas, por medida de economia. País pobre é isso.

DAQUI NÃO SAIO
O Sindicato de Polícia Federal de Brasília impetrou mandado de segurança no Supremo contra a nomeação do delegado Paulo Lacerda para adido policial em Lisboa. Lacerda foi promovido após participação ilegal de agentes da Abin, comandada por ele, na Operação Satiagraha. Para o Sindicato, Lacerda foi nomeado antes que o cargo existisse; e as normas exigidas para a nomeação não foram obedecidas.



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