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‘A situação é melhor do que eu pensava’


Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/03/2007 | 07:03


“Qual a minha impressão sobre a Billings? Puxa vida, a coisa é muito melhor do que eu pensava. Há muitas áreas preservadas. As soluções são conhecidas e grandiosas, pois incluem tarefas relacionadas à coleta e ao tratamento de esgoto, mas podem ser feitas.” Essa foi a conclusão do secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, após conhecer a represa durante um sobrevôo, quinta-feira.

O responsável pelo Pasta no governo Serra minimizou os problemas do reservatório, tratados durante a campanha Salve a Billings!, do Diário, mesmo depois de deixar seu nome entre as 87.755 assinaturas colhidas nos últimos 24 dias. Graziano visitou a empresa e, em entrevista, não mencionou questões polêmicas, como os impactos ambientais que as obras do Rodoanel e dos novos dutos da Petrobras, por exemplo, podem trazer ao manancial.

Questionado, o secretário também se negou a comentar a reversão do rio Pinheiros para a bacia em dias de chuva, considerada uma das maiores fontes poluidoras da Billings. “Não sei comentar sobre isso. Essa é uma questão a se discutir com a secretária Dilma Pena Pereira (responsável pela Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos).”

Para Graziano, a represa requer ações específicas. “Não podemos criar uma política geral. Cada caso é um caso. Vamos regularizar e urbanizar o que é possível. Precisamos de mais ação e menos conversa. Os direitos à moradia digna e ao meio ambiente equilibrado estão na Constituição”, afirmou, sem mencionar nenhum conjunto de ações para a região, diferentemente do que ocorre com a represa Guarapiranga, que tem 22 ações a serem debatidas pelo governo.

Em reunião com os prefeitos Adler Kiko Teixeira (PSDB), de Rio Grande da Serra, Clóvis Volpi (PV), de Ribeirão Pires, e William Dib (PSB), de São Bernardo, o secretário reafirmou sua disposição em finalizar a lei da bacia, mas decepcionou os líderes regionais ao dizer que a tão esperada compensação financeira ambiental será debatida posteriormente.

A idéia é que a verba seja destinada a municípios situados em áreas de mananciais que têm seu desenvolvimento prejudicado por causa da obrigatoriedade de conservar a natureza. Caso de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, principalmente, onde 100% dos territórios são protegidos por lei.

Enquanto isso, Graziano mantém o discurso de que vai “radicalizar a agenda ambiental do Estado”. O próximo passo já está marcado: na segunda-feira, a secretaria apresentará seu plano estratégico para São Paulo.


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‘A situação é melhor do que eu pensava’

Adriana Ferraz
Do Diário do Grande ABC

30/03/2007 | 07:03


“Qual a minha impressão sobre a Billings? Puxa vida, a coisa é muito melhor do que eu pensava. Há muitas áreas preservadas. As soluções são conhecidas e grandiosas, pois incluem tarefas relacionadas à coleta e ao tratamento de esgoto, mas podem ser feitas.” Essa foi a conclusão do secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, após conhecer a represa durante um sobrevôo, quinta-feira.

O responsável pelo Pasta no governo Serra minimizou os problemas do reservatório, tratados durante a campanha Salve a Billings!, do Diário, mesmo depois de deixar seu nome entre as 87.755 assinaturas colhidas nos últimos 24 dias. Graziano visitou a empresa e, em entrevista, não mencionou questões polêmicas, como os impactos ambientais que as obras do Rodoanel e dos novos dutos da Petrobras, por exemplo, podem trazer ao manancial.

Questionado, o secretário também se negou a comentar a reversão do rio Pinheiros para a bacia em dias de chuva, considerada uma das maiores fontes poluidoras da Billings. “Não sei comentar sobre isso. Essa é uma questão a se discutir com a secretária Dilma Pena Pereira (responsável pela Secretaria de Estado dos Recursos Hídricos).”

Para Graziano, a represa requer ações específicas. “Não podemos criar uma política geral. Cada caso é um caso. Vamos regularizar e urbanizar o que é possível. Precisamos de mais ação e menos conversa. Os direitos à moradia digna e ao meio ambiente equilibrado estão na Constituição”, afirmou, sem mencionar nenhum conjunto de ações para a região, diferentemente do que ocorre com a represa Guarapiranga, que tem 22 ações a serem debatidas pelo governo.

Em reunião com os prefeitos Adler Kiko Teixeira (PSDB), de Rio Grande da Serra, Clóvis Volpi (PV), de Ribeirão Pires, e William Dib (PSB), de São Bernardo, o secretário reafirmou sua disposição em finalizar a lei da bacia, mas decepcionou os líderes regionais ao dizer que a tão esperada compensação financeira ambiental será debatida posteriormente.

A idéia é que a verba seja destinada a municípios situados em áreas de mananciais que têm seu desenvolvimento prejudicado por causa da obrigatoriedade de conservar a natureza. Caso de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, principalmente, onde 100% dos territórios são protegidos por lei.

Enquanto isso, Graziano mantém o discurso de que vai “radicalizar a agenda ambiental do Estado”. O próximo passo já está marcado: na segunda-feira, a secretaria apresentará seu plano estratégico para São Paulo.

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