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Fundação do ABC atrasa salários


Deh Oliveira
Kelly Zucatelli

07/03/2009 | 07:00


A decisão do prefeito Aidan Ravin (PTB) de suspender o pagamento dos contratos e convênios firmados durante a gestão petista na Prefeitura de Santo André provocou mais um problema: cerca de 1.500 funcionários da Fundação do ABC ficaram sem salário, que deveria ter sido pago quinta-feira.

Segundo a entidade, o dinheiro não foi depositado porque nos meses de janeiro e fevereiro a Prefeitura deixou de repassar a verba referente aos serviços prestados na área de Saúde, apesar de eles terem sido executados no período.

O presidente da Fundação do ABC, Marco Antonio Espósito, relata que nos primeiros dois meses a entidade teve de recorrer a empréstimos bancários para fazer o pagamento. "Mas já havíamos avisado que neste mês não seria possível adotar a mesma estratégia", explica.

A folha de pagamento totaliza aproximadamente R$ 3,9 milhões mensais. A dívida total chega a quase R$ 8 milhões. Os serviços prestados pelos funcionários da fundação incluem Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Farmácia Popular, Hospital da Mulher e Saúde da Família.

Embora o prefeito tenha determinado a suspensão por 90 dias dos pagamentos referentes a contratos firmados na administração passada, de João Avamileno (PT), na atual gestão os serviços prestados pela fundação continuaram a ser executados. "O serviço continuou. Quem não passou os valores foi o governo de Santo André", afirma Espósito.

Segundo a Prefeitura, ontem seriam depositados R$ 3 milhões na conta da instituição para fazer o pagamento dos salários. No entanto, funcionários da entidade não confirmaram, até o fechamento desta edição, a entrada do dinheiro em conta.

O presidente da fundação espera que o problema seja solucionado até segunda-feira, mesmo dia em que a Prefeitura concederá entrevista coletiva para explicar os motivos do atraso no pagamento.

FACULDADE - Segundo Espósito, o dinheiro devido pela Prefeitura de Santo André refere-se somente ao pagamento dos serviços prestados na área de Saúde na cidade.

Quanto à verba repassada pelo município para a Faculdade de Medicina do ABC - mantida pela fundação - o presidente informa não haver interrupção. "Os salários dos funcionários da faculdade foram pagos normalmente", afirma.

Além da mensalidade dos alunos, a faculdade é mantida com recursos repassados todos os meses por três prefeituras da região: Santo André, São Bernardo e São Caetano.



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Fundação do ABC atrasa salários

Deh Oliveira
Kelly Zucatelli

07/03/2009 | 07:00


A decisão do prefeito Aidan Ravin (PTB) de suspender o pagamento dos contratos e convênios firmados durante a gestão petista na Prefeitura de Santo André provocou mais um problema: cerca de 1.500 funcionários da Fundação do ABC ficaram sem salário, que deveria ter sido pago quinta-feira.

Segundo a entidade, o dinheiro não foi depositado porque nos meses de janeiro e fevereiro a Prefeitura deixou de repassar a verba referente aos serviços prestados na área de Saúde, apesar de eles terem sido executados no período.

O presidente da Fundação do ABC, Marco Antonio Espósito, relata que nos primeiros dois meses a entidade teve de recorrer a empréstimos bancários para fazer o pagamento. "Mas já havíamos avisado que neste mês não seria possível adotar a mesma estratégia", explica.

A folha de pagamento totaliza aproximadamente R$ 3,9 milhões mensais. A dívida total chega a quase R$ 8 milhões. Os serviços prestados pelos funcionários da fundação incluem Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Farmácia Popular, Hospital da Mulher e Saúde da Família.

Embora o prefeito tenha determinado a suspensão por 90 dias dos pagamentos referentes a contratos firmados na administração passada, de João Avamileno (PT), na atual gestão os serviços prestados pela fundação continuaram a ser executados. "O serviço continuou. Quem não passou os valores foi o governo de Santo André", afirma Espósito.

Segundo a Prefeitura, ontem seriam depositados R$ 3 milhões na conta da instituição para fazer o pagamento dos salários. No entanto, funcionários da entidade não confirmaram, até o fechamento desta edição, a entrada do dinheiro em conta.

O presidente da fundação espera que o problema seja solucionado até segunda-feira, mesmo dia em que a Prefeitura concederá entrevista coletiva para explicar os motivos do atraso no pagamento.

FACULDADE - Segundo Espósito, o dinheiro devido pela Prefeitura de Santo André refere-se somente ao pagamento dos serviços prestados na área de Saúde na cidade.

Quanto à verba repassada pelo município para a Faculdade de Medicina do ABC - mantida pela fundação - o presidente informa não haver interrupção. "Os salários dos funcionários da faculdade foram pagos normalmente", afirma.

Além da mensalidade dos alunos, a faculdade é mantida com recursos repassados todos os meses por três prefeituras da região: Santo André, São Bernardo e São Caetano.

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