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Volkswagen e sindicato negociarão vagas


Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 08:00


A Volkswagen abriu negociação sobre novas contratações para a planta de São Bernardo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT). Em reunião desta segunda com sindicalistas, a direção da empresa admitiu discutir o assunto, embora informe não reconhecer, no momento, a necessidade de abertura de novos postos de trabalho. De acordo com o sindicato, o encontro estabeleceu 15 de junho como a data limite para a conclusão das negociações, cujo calendário será definido nesta terça-feira.

A Volks possui cerca de 12,4 mil funcionários na fábrica de São Bernardo. Os trabalhadores acreditam que sejam necessárias cerca de 350 contratações. A montadora quer que o sindicato quantifique com exatidão a carência de pessoal e aponte os setores em que o reforço é necessário.

Os trabalhadores da Volkswagen realizaram uma série de paralisações durante a semana passada em diferentes setores da empresa. A maior parada aconteceu na quinta-feira, quando cerca de 8 mil metalúrgicos, segundo o sindicato, de setores e turnos distintos, paralisaram suas atividades por até quatro horas.

De acordo com a entidade, a sobrecarga de trabalho acontece desde o segundo semestre do ano passado, quando a produção da montadora passou a ter crescimento mais acentuado. Não estão programadas novas paralisações para os próximos dias.

"Para quem não reconhecia a demanda, e, portanto, não discutia o assunto, sem dúvida é um sinal positivo. Todos os setores da Volkswagen estão com uma sobrecarga muito grande, e não é possível continuar produzindo nesse ritmo com o atual número de funcionários", afirma o coordenador do comitê sindical da Volks, Wagner Santana.

A montadora informou que não vê necessidade de contratação de novos funcionários, mas que "está aberta" a discutir com o sindicato a questão, e que irá analisar todos os eventuais gargalos na produção ocasionados por falta de pessoal.

Remanejamento - Na reunião desta segunda-feira também foi definido o remanejamento de 15 trabalhadores de diferentes setores para a área de manutenção elétrica e mecânica da Ala 1, que estava paralisada desde a semana passada.

"Precisávamos primeiro resolver a questão da manutenção na Ala 1, amenizando o problema de cerca de 60 trabalhadores que estavam parados. A partir de agora, vamos fazer o levantamento sobre o número de trabalhadores necessários. Os primeiros resultados devem ficar prontos na quarta-feira", afirma Santana, do comitê sindical da montadora.

A necessidade de mão-de-obra, segundo o sindicalista, é generalizada. "Em princípio, precisamos de trabalhadores em quase todos os setores, mas precisamos saber quais as necessidades específicas, que funções são as mais necessárias", afirma.

Segundo a Volkswagen, o remanejamento realizado para a Ala 1 é "natural" e integra o processo de permanente ajuste da linha de produção. A montadora acredita ainda que essa mudança é "um sinal" de que está aberta ao diálogo.

Um dos problemas decorrentes do excesso de carga de trabalho, segundo o sindicato, seria o aumento das horas extras em alguns setores. "Os trabalhadores estão fazendo muitas horas extras, mas apenas em áreas mais sobrecarregadas. Há trabalhadores que não têm esse tipo de problema", afirma Santana.



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Volkswagen e sindicato negociarão vagas

Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 08:00


A Volkswagen abriu negociação sobre novas contratações para a planta de São Bernardo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT). Em reunião desta segunda com sindicalistas, a direção da empresa admitiu discutir o assunto, embora informe não reconhecer, no momento, a necessidade de abertura de novos postos de trabalho. De acordo com o sindicato, o encontro estabeleceu 15 de junho como a data limite para a conclusão das negociações, cujo calendário será definido nesta terça-feira.

A Volks possui cerca de 12,4 mil funcionários na fábrica de São Bernardo. Os trabalhadores acreditam que sejam necessárias cerca de 350 contratações. A montadora quer que o sindicato quantifique com exatidão a carência de pessoal e aponte os setores em que o reforço é necessário.

Os trabalhadores da Volkswagen realizaram uma série de paralisações durante a semana passada em diferentes setores da empresa. A maior parada aconteceu na quinta-feira, quando cerca de 8 mil metalúrgicos, segundo o sindicato, de setores e turnos distintos, paralisaram suas atividades por até quatro horas.

De acordo com a entidade, a sobrecarga de trabalho acontece desde o segundo semestre do ano passado, quando a produção da montadora passou a ter crescimento mais acentuado. Não estão programadas novas paralisações para os próximos dias.

"Para quem não reconhecia a demanda, e, portanto, não discutia o assunto, sem dúvida é um sinal positivo. Todos os setores da Volkswagen estão com uma sobrecarga muito grande, e não é possível continuar produzindo nesse ritmo com o atual número de funcionários", afirma o coordenador do comitê sindical da Volks, Wagner Santana.

A montadora informou que não vê necessidade de contratação de novos funcionários, mas que "está aberta" a discutir com o sindicato a questão, e que irá analisar todos os eventuais gargalos na produção ocasionados por falta de pessoal.

Remanejamento - Na reunião desta segunda-feira também foi definido o remanejamento de 15 trabalhadores de diferentes setores para a área de manutenção elétrica e mecânica da Ala 1, que estava paralisada desde a semana passada.

"Precisávamos primeiro resolver a questão da manutenção na Ala 1, amenizando o problema de cerca de 60 trabalhadores que estavam parados. A partir de agora, vamos fazer o levantamento sobre o número de trabalhadores necessários. Os primeiros resultados devem ficar prontos na quarta-feira", afirma Santana, do comitê sindical da montadora.

A necessidade de mão-de-obra, segundo o sindicalista, é generalizada. "Em princípio, precisamos de trabalhadores em quase todos os setores, mas precisamos saber quais as necessidades específicas, que funções são as mais necessárias", afirma.

Segundo a Volkswagen, o remanejamento realizado para a Ala 1 é "natural" e integra o processo de permanente ajuste da linha de produção. A montadora acredita ainda que essa mudança é "um sinal" de que está aberta ao diálogo.

Um dos problemas decorrentes do excesso de carga de trabalho, segundo o sindicato, seria o aumento das horas extras em alguns setores. "Os trabalhadores estão fazendo muitas horas extras, mas apenas em áreas mais sobrecarregadas. Há trabalhadores que não têm esse tipo de problema", afirma Santana.

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