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Invasão chinesa assusta brasileiros



06/07/2005 | 00:10


Wu Daijun adotou Ann como nome ocidental. Gerente de vendas da FSL Autotech, fabricante de autopeças da cidade chinesa de Guangdong, ela visita o Brasil pela primeira vez. “Valeu a pena a viagem de 30 horas”, comentou Ann, em seu estande no evento Automec 2005, em São Paulo. “O Brasil é o maior mercado da América do Sul. O bolo é grande e queremos um pedaço.” A FSL fabrica lâmpadas, lanternas e fusíveis para carros, entre outros produtos. A empresa fatura cerca de US$ 8 milhões por ano e exporta 95% da produção.

Nesta terça-feira, o pavilhão das empresas chinesas, de 500 m², era dos mais concorridos. Eles queriam 10 vezes mais espaço, mas não conseguiram. “Antes, era só tranqueira que vinha da China”, afirmou um distribuidor brasileiro. “Mas melhorou muito.” A invasão chinesa, com produtos de primeira linha e preços de segunda, assusta os fabricantes brasileiros. Também pudera: uma vela de ignição, vendida por R$ 2 (US$ 0,85) por fabricante local, custa US$ 0,35 de um chinês. Uma junta homocinética, que, brasileira, tem preço de R$ 50 (US$ 21), é vendida por US$ 5 na versão chinesa.

“O que nos preocupa é a tendência”, afirmou Paulo Butori, presidente do Sindipeças. E a tendência é a seguinte: nos primeiros cinco meses do ano, as importações da China subiram 78%, chegando a US$ 46,6 milhões, enquanto as exportações para o país baixaram 20%, ficando em US$ 77,9 milhões.

O fato de ainda haver superávit, na opinião do setor, não é nada tranquilizador. “As vendas de autopeças para a China acompanham as exportações de carros”, explicou Butori. São sobressalentes para os Gols, os Corsas e outros automóveis brasileiros que vão para lá. “Acontece que eles estão substituindo as importações rapidamente. Para o superávit virar déficit, é uma questão de tempo.”

A qualidade chinesa cresce com a produção terceirizada para gigantes internacionais, que entram só com a marca. “Somos OEM (sigla de Original Equipment Manufacturer) da Bosch”, disse Adams Lam, diretor de Negócios Internacionais da Silver Star, fabricante de velas de ignição de Shenzhen.



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Invasão chinesa assusta brasileiros


06/07/2005 | 00:10


Wu Daijun adotou Ann como nome ocidental. Gerente de vendas da FSL Autotech, fabricante de autopeças da cidade chinesa de Guangdong, ela visita o Brasil pela primeira vez. “Valeu a pena a viagem de 30 horas”, comentou Ann, em seu estande no evento Automec 2005, em São Paulo. “O Brasil é o maior mercado da América do Sul. O bolo é grande e queremos um pedaço.” A FSL fabrica lâmpadas, lanternas e fusíveis para carros, entre outros produtos. A empresa fatura cerca de US$ 8 milhões por ano e exporta 95% da produção.

Nesta terça-feira, o pavilhão das empresas chinesas, de 500 m², era dos mais concorridos. Eles queriam 10 vezes mais espaço, mas não conseguiram. “Antes, era só tranqueira que vinha da China”, afirmou um distribuidor brasileiro. “Mas melhorou muito.” A invasão chinesa, com produtos de primeira linha e preços de segunda, assusta os fabricantes brasileiros. Também pudera: uma vela de ignição, vendida por R$ 2 (US$ 0,85) por fabricante local, custa US$ 0,35 de um chinês. Uma junta homocinética, que, brasileira, tem preço de R$ 50 (US$ 21), é vendida por US$ 5 na versão chinesa.

“O que nos preocupa é a tendência”, afirmou Paulo Butori, presidente do Sindipeças. E a tendência é a seguinte: nos primeiros cinco meses do ano, as importações da China subiram 78%, chegando a US$ 46,6 milhões, enquanto as exportações para o país baixaram 20%, ficando em US$ 77,9 milhões.

O fato de ainda haver superávit, na opinião do setor, não é nada tranquilizador. “As vendas de autopeças para a China acompanham as exportações de carros”, explicou Butori. São sobressalentes para os Gols, os Corsas e outros automóveis brasileiros que vão para lá. “Acontece que eles estão substituindo as importações rapidamente. Para o superávit virar déficit, é uma questão de tempo.”

A qualidade chinesa cresce com a produção terceirizada para gigantes internacionais, que entram só com a marca. “Somos OEM (sigla de Original Equipment Manufacturer) da Bosch”, disse Adams Lam, diretor de Negócios Internacionais da Silver Star, fabricante de velas de ignição de Shenzhen.

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