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'Não queremos turistas pobres', diz secretário de Campos do Jordão


Analy Cristofani
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 08:20


O secretário de Turismo de Campos do Jordão, Flávio Ventura, quer fazer uma triagem nos turistas que vão à cidade neste período de inverno e evitar os chamados turistas de um dia e os pobres. Ventura entende que o turista de Campos do Jordão tem de ser o classe A.

"Não queremos pobres. O turista de um dia não é rentável. Tem uma lei que obriga a cidade a aceitar até 200 ônibus, com um guia da Embratur em cada um. Se isso acontecer, serão 8 mil pessoas comprando malha de ambulante que vai até a 25 de Março, em São Paulo", deduz. "A cidade tem apenas 15 guias. Por isso, só credito 15 ônibus," diz o secretário que promete o Festival de Inverno mais tranqüilo de sua história.

Ventura foi além. O secretário chegou a fazer cálculos de quanto as pessoas evacuam por dia e, no caso de tanta gente na cidade, ele não saberia dizer como fazer com os dejetos. Segundo ele, são 300 gramas expelidos por cada pessoa.

O objetivo é inibir a presença de empresas que, segundo Flávio Ventura, "exploram" a cidade no inverno. "Estamos cansados de ver a nossa cidade explorada em julho. As empresas - montadoras, jornais, revistas e telefonias - estão proibidas de agir. Enquanto eu for secretário, o meu turista não será abordado na rua. A média é de 6 mil abordagens por mês e depois tenho de pagar para tirar o lixo. Sem isso, a temporada vai ser mais calma", disse o secretário.

Ventura avisa que nenhum empresário vai "comprar" secretários para impôr seu produto durante a alta temporada na cidade. "Precisa ter alvará e vamos colocar fiscalização de monte na rua. Até brinde está proibido. A palavra cidadão vem de cidade. Se fosse de Estado, seria Estadão. Só se o governo quiser mandar por escrito: descumpra a lei. Não tem exceção".

O Festival de Inverno é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Turismo, sob responsabilidade do Governo do Estado. "Temos pouca influência, mas gostamos da programação de músicas clássicas", afirmou, procurando alternativas para as outras épocas do ano.

Segundo Ventura, a Comissão Gestora de Eventos Temporários quer que os patrocinadores do Festival sejam "parceiros em eventos fora de julho". "Não adianta entregar carta de intenção porque ninguém vai me convencer de que depois de julho vai cumprir o que falou. Tem de ter contrato. Sugerimos que o investimento fora dessa época seja 30% do que foi gasto em julho".

Contraponto - O presidente do Convention Bureau de Campos do Jordão, Luiz Bedolo, tentou amenizar as afirmações do secretário. Para ele, a cidade "precisa do turista de um dia sim". Mas para isso tem de oferecer conforto. "Não é que não queremos estas pessoas aqui, mas queremos ter condições de atendê-las bem".



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'Não queremos turistas pobres', diz secretário de Campos do Jordão

Analy Cristofani
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 08:20


O secretário de Turismo de Campos do Jordão, Flávio Ventura, quer fazer uma triagem nos turistas que vão à cidade neste período de inverno e evitar os chamados turistas de um dia e os pobres. Ventura entende que o turista de Campos do Jordão tem de ser o classe A.

"Não queremos pobres. O turista de um dia não é rentável. Tem uma lei que obriga a cidade a aceitar até 200 ônibus, com um guia da Embratur em cada um. Se isso acontecer, serão 8 mil pessoas comprando malha de ambulante que vai até a 25 de Março, em São Paulo", deduz. "A cidade tem apenas 15 guias. Por isso, só credito 15 ônibus," diz o secretário que promete o Festival de Inverno mais tranqüilo de sua história.

Ventura foi além. O secretário chegou a fazer cálculos de quanto as pessoas evacuam por dia e, no caso de tanta gente na cidade, ele não saberia dizer como fazer com os dejetos. Segundo ele, são 300 gramas expelidos por cada pessoa.

O objetivo é inibir a presença de empresas que, segundo Flávio Ventura, "exploram" a cidade no inverno. "Estamos cansados de ver a nossa cidade explorada em julho. As empresas - montadoras, jornais, revistas e telefonias - estão proibidas de agir. Enquanto eu for secretário, o meu turista não será abordado na rua. A média é de 6 mil abordagens por mês e depois tenho de pagar para tirar o lixo. Sem isso, a temporada vai ser mais calma", disse o secretário.

Ventura avisa que nenhum empresário vai "comprar" secretários para impôr seu produto durante a alta temporada na cidade. "Precisa ter alvará e vamos colocar fiscalização de monte na rua. Até brinde está proibido. A palavra cidadão vem de cidade. Se fosse de Estado, seria Estadão. Só se o governo quiser mandar por escrito: descumpra a lei. Não tem exceção".

O Festival de Inverno é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Turismo, sob responsabilidade do Governo do Estado. "Temos pouca influência, mas gostamos da programação de músicas clássicas", afirmou, procurando alternativas para as outras épocas do ano.

Segundo Ventura, a Comissão Gestora de Eventos Temporários quer que os patrocinadores do Festival sejam "parceiros em eventos fora de julho". "Não adianta entregar carta de intenção porque ninguém vai me convencer de que depois de julho vai cumprir o que falou. Tem de ter contrato. Sugerimos que o investimento fora dessa época seja 30% do que foi gasto em julho".

Contraponto - O presidente do Convention Bureau de Campos do Jordão, Luiz Bedolo, tentou amenizar as afirmações do secretário. Para ele, a cidade "precisa do turista de um dia sim". Mas para isso tem de oferecer conforto. "Não é que não queremos estas pessoas aqui, mas queremos ter condições de atendê-las bem".

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