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EUA temem ataque com armas químicas nas imediações de Bagdá


Do Diário OnLine

25/03/2003 | 01:19


Os Estados Unidos temem que o Exército iraquiano use armas químicas para defender a capital do país, Bagdá, que está cada vez mais perto de ser atingida pelas tropas aliadas – segundo o primeiro-ministro Tony Blair, faltam 60 quilômetros para o "momento crucial".

O temor já havia sido comentado nesta segunda-feira pelo secretário de Estado dos EUA, Colin Powell. E ele foi agravado pelos relatos de soldados americanos e britânicos que dizem ter visto militares iraquianos circulando com máscaras de gás pela região sul do país.

À noite, a rede de TV CBS noticiou que a Guarda Republicana (unidade de elite do Exército iraquiano) tem autorização para usar armas químicas quando as tropas aliadas cruzarem uma 'linha vermelha' traçada pelos estrategistas militares de Saddam Hussein. A fronteira que separaria os aliados do arsenal proibido foi traçada em torno de Bagdá, segundo a emissora.

Uma fonte do Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta segunda que as armas proibidas também podem entrar em ação no sul do Iraque – região que concentra os maiores avanços aliados e as maiores batalhas entre invadidos e invasores. A fonte, que pediu anonimato, relatou que Saddam Hussein teria autorizado o uso do arsenal químico a um de seus principais generais, Ali Hassan Al Majid. Conhecido como 'Ali Químico', ele é acusado de comandar o massacre com gás tóxico cometido há 15 anos na cidade curda de Halabja.

O Departamento de Estado teme ainda que Saddam Hussein ordene o uso de armas químicas contra os xiitas iraquianos, que são contrários à ditadura do presidente-general. Depois de um novo massacre, os Estados Unidos seriam culpados pelo governo.

Em seis dias de campanha militar no Iraque, os Estados Unidos reconhecem que "felizmente" – nas palavras do presidente George W. Bush – os iraquianos não usaram as armas químicas que supostamente escondem. O primeiro indício de arsenal proibido surgiu no domingo, quando os aliados relataram ter encontrado um "imenso" depósito químico nas proximidades de An Najaf (centro-sul). O Pentágono, após a descoberta, disse que é "prematuro" falar em armas proibidas e avisou que está "examinando os locais que nos interessam".

O chefe dos inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU), Hans Blix, disse nesta segunda-feira que quer acompanhar as investigações sobre o suposto depósito químico.

A existência ilegal de armas de destruição em massa no Iraque é a principal justificativa do presidente George W. Bush e seus aliados militares para a ação militar iniciada na quarta-feira passada, com o objetivo de depor a ditadura de Saddam Hussein e "libertar" o Iraque.

Com agências



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EUA temem ataque com armas químicas nas imediações de Bagdá

Do Diário OnLine

25/03/2003 | 01:19


Os Estados Unidos temem que o Exército iraquiano use armas químicas para defender a capital do país, Bagdá, que está cada vez mais perto de ser atingida pelas tropas aliadas – segundo o primeiro-ministro Tony Blair, faltam 60 quilômetros para o "momento crucial".

O temor já havia sido comentado nesta segunda-feira pelo secretário de Estado dos EUA, Colin Powell. E ele foi agravado pelos relatos de soldados americanos e britânicos que dizem ter visto militares iraquianos circulando com máscaras de gás pela região sul do país.

À noite, a rede de TV CBS noticiou que a Guarda Republicana (unidade de elite do Exército iraquiano) tem autorização para usar armas químicas quando as tropas aliadas cruzarem uma 'linha vermelha' traçada pelos estrategistas militares de Saddam Hussein. A fronteira que separaria os aliados do arsenal proibido foi traçada em torno de Bagdá, segundo a emissora.

Uma fonte do Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta segunda que as armas proibidas também podem entrar em ação no sul do Iraque – região que concentra os maiores avanços aliados e as maiores batalhas entre invadidos e invasores. A fonte, que pediu anonimato, relatou que Saddam Hussein teria autorizado o uso do arsenal químico a um de seus principais generais, Ali Hassan Al Majid. Conhecido como 'Ali Químico', ele é acusado de comandar o massacre com gás tóxico cometido há 15 anos na cidade curda de Halabja.

O Departamento de Estado teme ainda que Saddam Hussein ordene o uso de armas químicas contra os xiitas iraquianos, que são contrários à ditadura do presidente-general. Depois de um novo massacre, os Estados Unidos seriam culpados pelo governo.

Em seis dias de campanha militar no Iraque, os Estados Unidos reconhecem que "felizmente" – nas palavras do presidente George W. Bush – os iraquianos não usaram as armas químicas que supostamente escondem. O primeiro indício de arsenal proibido surgiu no domingo, quando os aliados relataram ter encontrado um "imenso" depósito químico nas proximidades de An Najaf (centro-sul). O Pentágono, após a descoberta, disse que é "prematuro" falar em armas proibidas e avisou que está "examinando os locais que nos interessam".

O chefe dos inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU), Hans Blix, disse nesta segunda-feira que quer acompanhar as investigações sobre o suposto depósito químico.

A existência ilegal de armas de destruição em massa no Iraque é a principal justificativa do presidente George W. Bush e seus aliados militares para a ação militar iniciada na quarta-feira passada, com o objetivo de depor a ditadura de Saddam Hussein e "libertar" o Iraque.

Com agências

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