Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 27 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Igrejas do Grande ABC celebram São João nesta sexta


Roberta Nomura
Especial para o Diário

24/06/2005 | 08:17


Para celebrar o dia de São João, as igrejas da região vão realizar nesta sexta procissões, missas e queima de fogos. Por ser considerado um “santo festeiro”, as paróquias encerram as homenagens no final de semana, com quermesses.

Para muitas pessoas, São João é sinônimo de festa junina. Mas, na realidade, as comemorações típicas desta época do ano envolvem três santos. Tradicionalmente, os festejos deveriam começar no dia 12, véspera do dia de Santo Antônio, e terminar no dia de São Pedro (29). O nascimento de São João (nesta sexta), marca o auge das celebrações. “Virou um folclore aqui no Brasil”, diz o padre Celso Aparecido Justo, 65 anos, da Igreja São João Batista, em São Caetano.

Entre as comemorações tradicionais, a única mantida é a queima de fogos de artifício. Existe uma lenda que diz que os fogos são para acordar São João. Segundo a tradição, ele adormece em seu dia porque se ficasse acordado vendo as fogueiras acessas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.

O levantamento do mastro, que representa a devoção, e a lavagem da imagem do santo, que significa proteção, foram se perdendo ao longo dos anos. “Na roça as pessoas fazem isso até hoje, mas aqui não tem como”, explica o padre Celso. A única igreja da região que fará menção a tradição do mastro é a Paróquia São João Batista, em Rudge Ramos, São Bernardo, que terá o hasteamento da bandeira às 18h30.

A fogueira simboliza as festas juninas. Mas o padre conta que a tradição foi criada no Brasil. “Na história religiosa, a fogueira foi utilizada como meio de comunicação. A mãe de João queria que soubessem de seu nascimento. Mas aqui virou um folclore nas festas”.

São João, que também é conhecido como protetor dos casamentos e enfermos, foi relacionado ao título de festeiro porque seu nascimento foi muito celebrado. Sua mãe Isabel era considerada estéril. Ela e seu marido Zacarias eram idosos e não tinham mais esperanças de ter um filho. Mas um anjo comunicou a Zacarias que ele seria pai e teria de colocar o nome de João. “Foi um grande milagre e a prova de que Deus não abandona nenhum de seus filhos e quer vê-los sempre alegres”, afirma o padre Celso.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Igrejas do Grande ABC celebram São João nesta sexta

Roberta Nomura
Especial para o Diário

24/06/2005 | 08:17


Para celebrar o dia de São João, as igrejas da região vão realizar nesta sexta procissões, missas e queima de fogos. Por ser considerado um “santo festeiro”, as paróquias encerram as homenagens no final de semana, com quermesses.

Para muitas pessoas, São João é sinônimo de festa junina. Mas, na realidade, as comemorações típicas desta época do ano envolvem três santos. Tradicionalmente, os festejos deveriam começar no dia 12, véspera do dia de Santo Antônio, e terminar no dia de São Pedro (29). O nascimento de São João (nesta sexta), marca o auge das celebrações. “Virou um folclore aqui no Brasil”, diz o padre Celso Aparecido Justo, 65 anos, da Igreja São João Batista, em São Caetano.

Entre as comemorações tradicionais, a única mantida é a queima de fogos de artifício. Existe uma lenda que diz que os fogos são para acordar São João. Segundo a tradição, ele adormece em seu dia porque se ficasse acordado vendo as fogueiras acessas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.

O levantamento do mastro, que representa a devoção, e a lavagem da imagem do santo, que significa proteção, foram se perdendo ao longo dos anos. “Na roça as pessoas fazem isso até hoje, mas aqui não tem como”, explica o padre Celso. A única igreja da região que fará menção a tradição do mastro é a Paróquia São João Batista, em Rudge Ramos, São Bernardo, que terá o hasteamento da bandeira às 18h30.

A fogueira simboliza as festas juninas. Mas o padre conta que a tradição foi criada no Brasil. “Na história religiosa, a fogueira foi utilizada como meio de comunicação. A mãe de João queria que soubessem de seu nascimento. Mas aqui virou um folclore nas festas”.

São João, que também é conhecido como protetor dos casamentos e enfermos, foi relacionado ao título de festeiro porque seu nascimento foi muito celebrado. Sua mãe Isabel era considerada estéril. Ela e seu marido Zacarias eram idosos e não tinham mais esperanças de ter um filho. Mas um anjo comunicou a Zacarias que ele seria pai e teria de colocar o nome de João. “Foi um grande milagre e a prova de que Deus não abandona nenhum de seus filhos e quer vê-los sempre alegres”, afirma o padre Celso.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;