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CPI do Tráfico de Órgãos ouve médicos acusados por morte de menino


Do Diário OnLine
Com Agências

05/07/2004 | 20:15


A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tráfico de Órgãos realiza, por volta das 14h desta terça-feira, audiência pública para ouvir os quatro médicos acusados pela morte de Paulinho Pavesi, em abril de 2000. O pai do garoto, Paulo Airton Pavesi, denunciou à CPI, em 29 de abril deste ano, que a equipe médica do Hospital Pedro Sanches, em Poços de Caldas (MG), teria responsabilidade na morte de seu filho.

A audiência foi solicitada pelos deputados Neucimar Fraga (PL-ES), Kátia Abreu (PFL-TO) e Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE). Paulinho foi internado para uma cirurgia em razão de traumatismo craniano, sem risco de vida imediato, segundo os médicos. Porém, pouco depois, o pai foi informado que a criança havia sofrido morte cerebral.

O pai do garoto denunciou irregularidades no processo de retirada de órgãos de seu filho. Ele acredita que Paulinho foi vítima do tráfico ou da ineficiência do SNT (Sistema Nacional de Transplantes).

Com a morte, Pavesi deu permissão para a doação dos órgãos, mas, desconfiado de irregularidades na conta apresentada pelo hospital, começou a investigar a morte do filho e descobriu um esquema de tráfico que, segundo ele, contava com a conivência de pessoas muito influentes no Estado, inclusive promotores públicos e parlamentares mineiros, que teriam tentado abafar o caso na época.

Segundo a Agência Câmara, vários outros indícios de irregularidades foram surgindo. Entre eles, desvio de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) e cobranças indevidas feitas às famílias das vítimas, tanto doadores, quanto receptores. Pavesi acusa a equipe médica de ter assassinado seu filho. "Paulinho foi assassinado, não tenho dúvidas disso. A Central de Transplantes veio e fez o diagnóstico de morte encefálica no meu filho, o qual não poderia ter sido feito por uma série de fatores. Constataram que meu filho tinha vida. Transferiram ele para outro hospital e retiraram os órgãos. Não foi feito, sequer, um segundo exame. Eles dizem que fizeram, mas não há um documento que prove isso", destacou.

O presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), diz que os trabalhos da comissão devem ir além das investigações sobre o tráfico de órgãos. O parlamentar informou que a CPI pretende encaminhar ao Ministério da Justiça uma série de propostas que melhorem a qualidade do serviço de transplantes no País.

Fraga informou ainda que a CPI vai enviar requerimento ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pedindo proteção à família de Paulo Pavesi, atendendo a solicitação da testemunha, que disse estar recebendo ameaças desde que começou a investigar a morte do filho.

Participarão da audiência o médico anestesiologista Sérgio Poli Gaspar; o médico urologista Celso Roberto Frassion Scaffi; o médico radiologista Jeferson André Saheki Skulski; e o médico neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva.



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CPI do Tráfico de Órgãos ouve médicos acusados por morte de menino

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Com Agências

05/07/2004 | 20:15


A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tráfico de Órgãos realiza, por volta das 14h desta terça-feira, audiência pública para ouvir os quatro médicos acusados pela morte de Paulinho Pavesi, em abril de 2000. O pai do garoto, Paulo Airton Pavesi, denunciou à CPI, em 29 de abril deste ano, que a equipe médica do Hospital Pedro Sanches, em Poços de Caldas (MG), teria responsabilidade na morte de seu filho.

A audiência foi solicitada pelos deputados Neucimar Fraga (PL-ES), Kátia Abreu (PFL-TO) e Pastor Pedro Ribeiro (PMDB-CE). Paulinho foi internado para uma cirurgia em razão de traumatismo craniano, sem risco de vida imediato, segundo os médicos. Porém, pouco depois, o pai foi informado que a criança havia sofrido morte cerebral.

O pai do garoto denunciou irregularidades no processo de retirada de órgãos de seu filho. Ele acredita que Paulinho foi vítima do tráfico ou da ineficiência do SNT (Sistema Nacional de Transplantes).

Com a morte, Pavesi deu permissão para a doação dos órgãos, mas, desconfiado de irregularidades na conta apresentada pelo hospital, começou a investigar a morte do filho e descobriu um esquema de tráfico que, segundo ele, contava com a conivência de pessoas muito influentes no Estado, inclusive promotores públicos e parlamentares mineiros, que teriam tentado abafar o caso na época.

Segundo a Agência Câmara, vários outros indícios de irregularidades foram surgindo. Entre eles, desvio de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) e cobranças indevidas feitas às famílias das vítimas, tanto doadores, quanto receptores. Pavesi acusa a equipe médica de ter assassinado seu filho. "Paulinho foi assassinado, não tenho dúvidas disso. A Central de Transplantes veio e fez o diagnóstico de morte encefálica no meu filho, o qual não poderia ter sido feito por uma série de fatores. Constataram que meu filho tinha vida. Transferiram ele para outro hospital e retiraram os órgãos. Não foi feito, sequer, um segundo exame. Eles dizem que fizeram, mas não há um documento que prove isso", destacou.

O presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), diz que os trabalhos da comissão devem ir além das investigações sobre o tráfico de órgãos. O parlamentar informou que a CPI pretende encaminhar ao Ministério da Justiça uma série de propostas que melhorem a qualidade do serviço de transplantes no País.

Fraga informou ainda que a CPI vai enviar requerimento ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pedindo proteção à família de Paulo Pavesi, atendendo a solicitação da testemunha, que disse estar recebendo ameaças desde que começou a investigar a morte do filho.

Participarão da audiência o médico anestesiologista Sérgio Poli Gaspar; o médico urologista Celso Roberto Frassion Scaffi; o médico radiologista Jeferson André Saheki Skulski; e o médico neurocirurgião José Luiz Gomes da Silva.

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